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Previsão da temporada – Boston Celtics

Equipe fechou com Al Horford e pretende vir mais forte para a próxima temporada

Boston Celtics

Campanha em 2015-16: 48-34, 5° colocado na conferência Leste
Playoffs: eliminado na primeira rodada pelo Atlanta Hawks em seis partidas
Técnico: Brad Stevens (quarta temporada)
GM: Danny Ainge (14ª temporada na equipe)
Destaques: Isaiah Thomas, Al Horford, Avery Bradley
Time-base: Isaiah Thomas-Avery Bradley-Jae Crowder-Amir Johnson-Al Horford

Elenco

4 – Isaiah Thomas, armador
36 – Marcus Smart, armador

12 – Terry Rozier, armador
9 – Demetrius Jackson, armador
0 – Avery Bradley, ala-armador
30 – Gerald Green, ala-armador
28 – R.J. Hunter, ala-armador
13 – James Young, ala-armador

99 – Jae Crowder, ala
7 – Jaylen Brown, ala

90 – Amir Johnson, ala-pivô
41 – Kelly Olynyk, ala-pivô
8 – Jonas Jerebko, ala-pivô
42 – Al Horford, pivô
44 – Tyler Zeller, pivô

55 – Jordan Mickey, ala-pivô

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Quem chegou: Al Horford, Jaylen Brown, Gerald Green e Demetrius Jackson

Quem saiu: Evan Turner e Jared Sullinger

Revisão

O Boston Celtics surpreendeu positivamente e fez uma temporada que foi além das expectativas. Que a equipe possuía chances de playoffs, não era novidade. Porém, era muito difícil prever um recorde de 48 vitórias e a terceira melhor campanha da conferência Leste. Brad Stevens seguiu mostrando o porquê de ser considerado um dos melhores técnicos da atualidade e soube organizar o elenco, tirando o máximo de seus jogadores.

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A temporada marcou a ascensão de Isaiah Thomas como o principal jogador da equipe. Após iniciar a temporada no banco, o baixinho assumiu a titularidade e viveu sua melhor temporada como profissional, sendo chamado para o Jogo das Estrelas. Além dele, outros jogadores como Avery Bradley e Jae Crowder demonstraram evolução e foram essenciais para o time.

O Celtics melhorou, tanto na defesa quanto no ataque, mas os problemas da última temporada ainda foram os mesmos das outras campanhas. No ataque, o aproveitamento nos arremessos de longa distância não foi bom o suficiente, ainda mais para um time que utiliza o recurso com frequência. Na defesa, a falta de um jogador de ponta no garrafão para proteger o aro também foi sentida mais uma vez.

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Na offseason, a equipe conseguiu fechar com Al Horford, que deve finalmente acabar com grande parte das preocupações defensivas no garrafão. Além disso, o pivô também contribui no ataque e se encaixa bem no sistema do técnico Stevens. No draft, o ala Jaylen Brown foi a principal escolha da equipe no recrutamento e é uma peça promissora para os próximos anos.

O perímetro

Sem dúvidas, o setor mais forte da equipe. Mesmo com a ausência de Evan Turner como principal reserva, os jogadores do perímetro celta fazem a equipe funcionar, principalmente na defesa. O técnico Brad Stevens possui peças com características distintas e pode mudar o setor de acordo com o andamento da partida, optando por especialistas defensivos ou priorizar o ataque.

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Isaiah Thomas é o destaque e terá mais uma vez a função de ser o líder ofensivo do time, assim como na última temporada. A importância do camisa 4 é muito grande no esquema, devido à sua característica no ataque. Thomas consegue pontuar por meio de infiltrações, possui um arremesso de três pontos decente e é perigoso no pick and roll. Seu desempenho defensivo não é uma maravilha, mas outras peças do elenco ajudam a “esconder” o problema no esquema de Stevens.

A função de armador reserva deve ser dividida entre Marcus Smart e Terry Rozier. Smart caminha para a sua terceira temporada na liga e já é um defensor de elite na posição e uma peça muito importante na rotação. O jogador ainda precisa melhorar seu desempenho ofensivo -principalmente nos arremessos de três, onde seu aproveitamento é péssimo- mas parece mais à vontade com a bola e pode ajudar na organização das jogadas. Já Rozier vem se destacando na offseason. O jovem brilhou na Liga de Verão e também somou boas atuações na pré-temporada, surgindo como uma boa opção no banco.

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O ala-armador titular será mais uma vez Avery Bradley, que atravessa grande fase e acaba de viver sua melhor temporada na liga. Além de mostrar sua defesa de altíssimo nível mais uma vez – entrando para o time defensivo ideal da temporada-, o jogador também melhorou no ataque, tanto na pontuação quanto no aproveitamento dos arremessos.

Sendo o sexto homem do time, Smart também deve aparecer como ala-armador muitas vezes e é também o substituto de Bradley. Gerald Green também deve ser utilizado em certos momentos, principalmente quando a equipe precisar de mudanças para melhorar o desempenho ofensivo.

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Na posição de ala, tudo parece muito bem definido. Jae Crowder é o dono do setor e será titular mais uma vez. O jogador se firmou como titular na última temporada, defendeu muito bem e demonstrou evolução no ataque. Seu reserva imediato será o novato Jaylen Brown que, apesar de não estar totalmente pronto, está desempenhando bem a função, ao menos na pré-temporada.

O garrafão

O Celtics finalmente conseguiu um jogador de alto nível no garrafão. Horford se encaixa quase que perfeitamente no esquema de jogo atual da equipe e será um grande upgrade em relação à Jared Sullinger (titular na última campanha) tanto no ataque quanto na defesa. A possibilidade de formações mais baixas também é algo interessante e deve ser explorada durante a temporada.

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Amir Johnson deve ser o ala-pivô titular, pelo menos no início da temporada. O veterano não possui médias de encher os olhos, mas é uma peça útil para o elenco e é bom defensor. Na última temporada, inclusive, era o único jogador de garrafão realmente regular no lado defensivo. Kelly Olynyk deverá ser o principal reserva, mas não se pode descartar a sua introdução no quinteto inicial, dependendo de seu rendimento durante a temporada, já que possui um arremesso confiável e consegue espaçar a quadra.

Jonas Jerebko também será utilizado com frequência. O jogador foi muito bem nos playoffs, atua com muita energia e possui um bom arremesso de três pontos Além disso, Jae Crowder também deve receber minutos como ala-pivô, já que Stevens muitas vezes opta por formações baixas durante a partida.

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O novo contratado Al Horford será o dono da posição de pivô e um jogador chave para o sucesso do time. O camisa 42 é muito inteligente em quadra e consegue impactar nos dois lados da quadra. Será muito importante defendendo e perigoso no ataque, possuindo um ótimo arremesso de média distância e podendo formar uma boa combinação com Thomas e Bradley no pick and roll. Olynyk e Tyler Zeller (este, com muito menos frequência) deverão cuidar do setor na segunda unidade.

Análise geral

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O Celtics é uma força do Leste. O processo de reconstrução ocorreu de forma rápida e a equipe, que em 2014 ainda estava desfigurada, agora não só já possui “cara” de um time forte, como conta com dois all-stars, além de outras peças interessantes. O elenco em si é mais experiente, até mesmo entre os jovens, muito pelas últimas duas surpreendentes campanhas.

Brad Stevens possui um grupo mais qualificado e cada vez mais acostumado com jogos importantes. O comandante pretende utilizar uma rotação de dez jogadores, sendo oito “fixos” e outros dois variando de acordo com o jogo e seus momentos individuais. A chegada de Horford será de grande ajuda para o técnico, que terá também uma opção de alto nível no garrafão, além da liderança do pivô fora de quadra.

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A ausência de Evan Turner, principal reserva da última temporada, pode incomodar, mas não será determinante para os objetivos do time. Sem o ala no elenco, Jaylen Brown e Terry Rozier são dois jovens que receberão boas oportunidades e terão a chance de se transformarem em peças importantes e com potencial para o futuro.

Apesar de toda a evolução, o time ainda não passou da primeira rodada dos playoffs e, com uma equipe melhor, agora talvez seja o momento de pensar na possibilidade. Diferente dos outros anos, o garrafão da equipe agora possui uma referência, o que garante mais equilíbrio ao quinteto inicial. O Celtics deve ser uma das equipes com mando de quadra nesta temporada.

Previsão: terceiro lugar na conferência Leste

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