“Posso atuar em alto nível mais quatro ou cinco anos”, prevê Carmelo
Craque do Knicks acredita que cirurgia no joelho realizada em fevereiro ajudará sua carreira em longo prazo
Carmelo Anthony entrará em sua 13ª temporada na NBA atrás de reabilitação. O astro do New York Knicks disputou somente 40 partidas na temporada passada por conta de uma insistente lesão no joelho, que levou-o a realizar uma cirurgia em fevereiro. O ala poderia ter optado por continuar jogando com dores e terminar a campanha em quadra, mas acredita ter tomado a melhor decisão para todos – não só para si – decidindo sair de ação e operar.
“A cirurgia foi assustadora para mim”, contou o craque, que prepara-se para cumprir o segundo ano de um contrato de cinco temporadas e US$124 milhões com o Knicks, em entrevista à ESPN. “Não sou jogador para aceitar fazer uma cirurgia por qualquer motivo. Mas, agora, meu joelho está ótimo e acho que cuidar desse problema colocou-me em condições de atuar em alto nível pelos próximos quatro ou cinco anos”.
As preocupações com a condição física de Carmelo são bem justificadas. Ele já atuou mais de 30.000 minutos em temporadas regulares, número superado apenas por LeBron James entre os atletas que entraram na liga a partir de 2003. A conta ainda não leva em consideração, por exemplo, sua participação em três ciclos olímpicos com a seleção dos EUA. Ele admite que a “quilometragem” do seu corpo, mas não acredita que isso afetará tanto seu jogo.
“Se eu fosse um jogador de enterradas, que corre e pula em alta intensidade, estaria sentado aqui conversando sobre uma mudança de comportamento [após a cirurgia]”, explicou o astro. “Veja Tim [Duncan], que continua incrível aos 40 anos e não precisa nem pular. Meu jogo não depende de tanta condição atlética. Do jeito como jogo, conheço meu ritmo e sei achar os posicionamentos em quadra. Isso me ajuda”.
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Se a condição física futura de Carmelo é algo impossível de prever, ele garante que a primeira semana de treinamentos serviu para provar que seu joelho está totalmente recuperado. “Esse período foi um bom teste para mim”, avaliou, afirmando já não sentir mais dores. “Para jogar e treinar, trabalhar mais de duas horas em quadra por dia, houve desafio que tive que enfrentar mentalmente. Quanto mais conseguir fazer agora, melhor será”.
A primeira semana de pré-temporada, porém, não foi apenas fundamental para as perspectivas do craque do Knicks. Depois de conquistar só 17 vitórias na campanha passada, o time nova-iorquino correu atrás de reforços e busca redenção em 2016. Esta é a única semana do ano dedicada exclusivamente a treinamentos e o ala acredita que a equipe conseguiu criar o vínculo e entrosamento necessários para sair da “lanterna” do Leste.
“Os primeiros dias de trabalho foram importantes para todos nós”, disse a referência técnica do Knicks, atestando o ótimo clima no elenco desde a reapresentação. “Tudo parece mais certo aqui, mais sólido nesta temporada. Eu disse que, se tivéssemos uma boa semana, poderíamos criar algo que seja especial. Minha impressão é que realmente chegamos lá nesses quatro ou cinco dias”.
Mesmo limitado fisicamente e já com dores no joelho, Carmelo ajudou a equipe de Nova Iorque a vencer dez dos primeiros 40 jogos da temporada passada. O time não conseguiu passar de sete triunfos nos 42 duelos restantes da campanha sem o ala. O astro obteve médias de 24.2 pontos, 6.6 rebotes e 3.1 assistências enquanto esteve em quadra, números inferiores aos registrados na temporada 2013-14.
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