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Portland Trail Blazers: ataque excelente e defesa extremamente ruim

Matheus Gonzaga e Pedro Toledo analisam o desempenho do Blazers na fase regular em 2020/21

Joe Murphy / AFP

A temporada do Portland Trail Blazers, em especial pela segunda metade, é considerada por alguns uma decepção. Eu não sou um deles. Para mim, a atual temporada do Blazers é uma representação bem interessante do time dos últimos anos. De uma forma até quase caricata, explica os pontos fortes e fracos da equipe.

O time de Portland tem um dos melhores ataques não só da temporada, mas também da história da NBA. Tem também a terceira pior defesa da temporada e uma das piores da história. É a equipe que menos desperdiça a bola na liga, e também a com o menor percentual de arremessos assistidos…

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O desempenho do ataque passa muito por Damian Lillard, um dos jogadores com maior volume e eficiência na liga tanto em isolações quanto em pick-and-roll (1.11 e 1.05 pontos por arremesso respectivamente). Ele é o atleta que mais tenta arremessos de três após o drible na liga, e acerta respeitáveis 36%, percentual similar ao seu aproveitamento em bolas de três contestadas (onde também é um dos líderes em tentativas de toda a NBA). Lillard gera quase todo o ataque do Blazers a partir do drible, em suas mãos. Basta ver o desempenho ofensivo de Portland para saber que ele tem sucesso, por ser um jogador extremamente efetivo arremessando (61% True Shooting) e um passador bem acima da média. Não é surpresa alguma o fato de o ataque do time cair em dez pontos por 100 posses (uma diferença gigantesca) quando sua estrela está no banco.

Lillard também é o melhor jogador da liga em momentos decisivos, e o principal motivo de seu time estar 23-9 em jogos apertados. “Dame Time” gera 1.42 pontos por arremesso nesses momentos, com 71% de True Shooting! Trata-se de um número absolutamente absurdo!

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A presença de jogadores como CJ McCollum e Carmelo Anthony ao lado de Lillard gera uma altíssima taxa de arremessos após o drible. O primeiro é eficiente em seu papel e uma boa alternativa ao astro da equipe. O segundo, nem tanto: Melo é um jogador bem abaixo da eficiência média da liga, além de um negativo na defesa. Sim, trata-se de uma lenda do esporte, mas atualmente não parece ser mais capaz de ajudar equipes a vencer.

Defensivamente, “ruim” é um elogio para o Blazers. A equipe protege o aro com um desempenho abaixo da média da liga, é uma das que mais cede bolas da zona morta (e cede 43% de aproveitamento aos adversários). Além disso, é um dos times que menos rouba bolas, permitindo tentativas de pontuar aos adversários em quase todas as posses.

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O Blazers é um time de extremos: um ataque excelente, mas extremamente dependente de Lillard, e uma defesa extremamente ruim, em diversos aspectos. Trata-se de um time de Playoffs, que talvez, pela pura genialidade de Dame, consiga roubar um ou dois jogos apertados na pós-temporada, mas não vejo a equipe conseguindo mais do que isso – suas falhas me parecem muito grandes, explícitas e exploráveis.

* Por Matheus Gonzaga e Pedro Toledo (Layups & Threes)

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