“NBA viu que regra dos 65 jogos funciona”, defende jornalista

Segundo analista da ESPN, direção da liga não se intimida com críticas e polêmica sobre norma

nba regra 65 jogos Fonte: Reprodução / X

Poucos temas causaram mais discussão durante a temporada da NBA do que a regra dos 65 jogos. E a polêmica vai aumentar ainda mais agora, pois os seus reflexos começam a ser vistos na prática. Afinal, quem vai ficar de fora dos times ideais e disputa de prêmios por causa do número insuficiente de partidas? Há astros que vão ser prejudicados, mas, segundo Brian Windhorst, a liga está satisfeita com o que vê.

Continua após a publicidade

“Eu não acho que a NBA vai voltar atrás nisso porque, para começar, gostou da regra. Ela viu que funciona. É claro que há casos em que faz com que a liga ser um pouco punitiva demais. Mas notei algo importante vendo os jogadores falarem sobre esse tema e se esforçando para chegar ao número. Eles gostam e se importam muito com esses prêmios”, contou o jornalista da ESPN.

A NBA criou a norma dos 65 jogos, antes de tudo, como uma forma de coibir o load management de astros. Com isso, cada partida como desfalque passou a ser um revés efetivo na busca pelas premiações da temporada. Craques poupados parou, de repente, de ser um problema constante. E Windhorst indica um jogador que sempre minimizou esses reconhecimentos como a maior prova do sucesso da regra.

Continua após a publicidade

“Vamos falar de Nikola Jokic, por exemplo. Ele reclama de cansaço, mas jogou sem parar nas últimas cinco ou seis semanas. Não pode dizer mais que não se importa com prêmios individuais, pois a gente sabe a razão disso: ainda precisa ‘bater’ os 65. Mas isso mostra outra coisa também: imagine quantos jogos Nikola teria sido poupado se não fosse por essa marca”, apontou o analista.

Leia mais

Por pouco

A NBA fez duas “vítimas” notórias no primeiro ano da regra dos 65 jogos: Luka Doncic e Cade Cunningham. Ambos seriam fortes candidatos a serem eleitos para o primeiro time da temporada, mas não vão atingir a presença mínima por poucas partidas. O esloveno, em particular, seria um injustiçado porque também seria candidato a MVP da liga. Mas Windhorst revela que a liga prefere ver o outro lado da história.

Continua após a publicidade

“O público aponta os atletas que vão perder os reconhecimentos por um jogo ou dois. No entanto, nos bastidores, a liga sinaliza para o contrário: veja quantos jogadores só serão elegíveis por causa de um ou dois jogos. Isso garantiu a presença deles, certamente, em alguns jogos com transmissão para todo o país. E esse foi o principal motivo para criarem a regra”, explicou o repórter da ESPN.

Muita gente aponta que “eliminar” Doncic e Cunningham das premiações é a marca do fracasso da regra. Por sua vez, a NBA encara ambos como um efeito colateral infeliz. “O comportamento dos astros da liga prova que esse número significa alguma coisa e tem importância. Então, apesar de ser impopular, os 65 jogos estão funcionando. Admitam ou não”, concluiu Windhorst.

Continua após a publicidade

Recursos

É verdade que, a princípio, Doncic e Cunningham ainda não estão eliminados. Os seus times entraram com um recurso junto à liga apontando ambos como casos excepcionais. Com isso, espera que a NBA reestabeleça a elegibilidade de ambos para as eleições. Mas será que vai dar certo? Segundo Chris Mannix, da revista Sports Illustrated, um deles tem mais chances do que o outro.

“Luka tem um ótimo caso para virar uma exceção. Eu acho que vão aprovar o recurso porque perdeu dois jogos para acompanhar o nascimento do filho. A possibilidade de recorrer existe para casos assim, em síntese. Cade, enquanto isso, é um pouco mais complicado. Ele ficou de fora de jogos por problemas físicos e de saúde, por mais estranhos que sejam”, especulou o jornalista.

Continua após a publicidade

Todas as informações da NBA estão no nosso canal e nas nossas redes. Análises, estatísticas e dicas para quem vive o basquete. Inscreva-se, deixe seu like e ative as notificações para não perder nada. Acompanhe e discuta com a gente tudo o que acontece na melhor liga de basquete do mundo!

Escrito por:

Jornalista, engenheiro de produção, acadêmico, cinéfilo, mestre pokémon e esotérico fajuto. Trinta e não importa aninhos. Contato: [email protected]

Últimas Notícias

Comentários