Notícias Rumores Opinião Classificação Onde Assistir
Conferência Leste
Atlanta Hawks Boston Celtics Brooklyn Nets Charlotte Hornets Chicago Bulls Cleveland Cavaliers Detroit Pistons Indiana Pacers Miami Heat Milwaukee Bucks New York Knicks Orlando Magic Philadelphia 76ers Toronto Raptors Washington Wizards
Conferência Oeste
Dallas Mavericks Denver Nuggets Golden State Warriors Houston Rockets LA Clippers LA Lakers Memphis Grizzlies Minnesota T-Wolves New Orleans Pelicans OKC Thunder Phoenix Suns Portland Trail Blazers Sacramento Kings San Antonio Spurs Utah Jazz

NBA: Por que é difícil para os brasileiros se manterem na liga?

Didi foi selecionado no último recrutamento pelo Atlanta Hawks e, depois, trocado para o New Orleans Pelicans

Por temporada, são abertas 60 vagas para que estudantes de universidades americanas ou do exterior disputem a uma vaga na NBA, a liga americana de basquete. O processo, conhecido como draft – “recrutamento”, em português –, é a porta de entrada mais tradicional e segura para os atletas que desejam atuar na liga profissional e atrai centenas de candidatos.

“Todo ano há renovação na NBA, mas não tem muito espaço para entrar, seja porque há jogadores com contratos garantidos ou porque o número de atletas que se aposenta não é igual aos que querem entrar. O draft é como se fosse um grande moedor de carne. Você precisa estar no lugar certo na hora certa”, conta o brasileiro Jonathan Tavernari, que passou pelo basquete universitário americano e, hoje, atua na Itália.

Continua após a publicidade

O draft representa para os atletas a oportunidade de apostar todas as suas fichas na realização do seu sonho: participar da mais famosa liga de basquete do mundo. Apostar, afinal, é parte integrante do esporte e também pode ser estendido à torcida, que aposta em suas equipes favoritas. Se você conhece a 1xBet, uma das principais plataformas de apostas disponíveis no Brasil, sabe do que estamos falando. O problema é que o resultado de uma aposta pode ou não ser favorável ao apostador e, no caso dos atletas que pleiteiam uma vaga na NBA, a sorte nem sempre está ao seu favor.

Para que seja possível ter uma noção mais clara dos números, a primeira divisão da liga universitária (NCAA) possui 68 equipes. No entanto, também é possível que atletas da segunda (64 equipes) e até mesmo da terceira divisão (62 equipes) sejam convocados a atuar na NBA. Além disso, todos os jogadores acima de 23 anos que atuam no exterior são elegíveis. O processo, claramente, é extremamente competitivo e seleciona apenas os melhores entre os melhores – o que, ainda assim, não garante o sucesso dos jogadores na liga profissional.

Continua após a publicidade

Ao todo, 22 atletas brasileiros já atuaram na NBA. O mais recente foi Didi, draftado este ano após um hiato de cinco anos sem novos brasileiros na liga americana. Alguns nomes se destacaram, como Tiago Splitter e Leandrinho, que chegaram até mesmo a se tornar campeões. Contudo, é notório como a grande maioria dos jogadores acabam passando despercebidos ou não consegue se manter na liga por muito tempo, o que nos leva a questão: por que os brasileiros possuem tanta dificuldade para se destacar na NBA?

Pouco espaço para os calouros

Continua após a publicidade

Destaque nos torneios universitários não é uma garantia de espaço na NBA. O atleta precisa, também, ir parar em um time que esteja preparado para lidar com os novatos, o que nem sempre ocorre. O pivô Bábby foi selecionado em uma posição de destaque no draft, mas sua introdução no Toronto Raptors não foi nada fácil.

“Eu era titular na minha faculdade, o melhor da minha conferência, mas quando cheguei no Toronto o técnico tinha a filosofia de não jogar calouro. Pra mim foi um baque”, comenta.

Continua após a publicidade

De acordo com o atleta, que atuou na NBA durante três anos, é comum que essa realidade afete os jogadores também fora das quadras. Como exemplo, cita o caso de um colega angolano que acabou por desenvolver um quadro de depressão devido ao fato de nunca ser selecionado para jogar.

Tristeza e decepção

Um dos principais nomes da seleção brasileira de basquete, o ala Marquinhos, atuou na NBA durante dois anos, período em que relata ter tido poucas alegrias. Nesse período, o atleta participou de apenas 26 jogos.

Continua após a publicidade

“Cheguei em um time em formação e que tinha acabado de contratar um cara grande para a minha posição (Peja Stojakovic). Fui para a liga de desenvolvimento, fiz bons jogos e voltei. Mas não foi o suficiente para o técnico me dar minutagem. No meu segundo ano, vi que não tinha espaço mesmo, estava sempre no banco. Ficava muito triste”, revela.

Em 2014, após de destacar no mundial, o ala foi convidado por franquias da NBA para retornar à liga, proposta que recusou: “Eu estava em um momento muito bom no Flamengo, então acabei optando por permanecer pela história que eu tenho no clube”.

Continua após a publicidade

comentários