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“Não consigo me mover direito”, desabafa Donovan Mitchell

Jovem astro luta contra lesão no tornozelo enquanto tenta manter temporada do Jazz viva e revela drama para estar em quadra

donovan mitchell senador utah
Adam Pantozzi / AFP

Estar nas semifinais de conferência nesse momento seria o sonho de muitos jogadores que já estão de férias, acompanhando a reta final dos playoffs pela televisão. Para um dos principais jovens talentos da liga, porém, a experiência tem sido um desafio que coloca sua confiança e jogo em xeque. O craque Donovan Mitchell vem atuando pelo Utah Jazz na série contra o Los Angeles Clippers com uma torção no tornozelo direito e revelou que mal consegue se mover por conta da lesão.

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“Eu fui capaz de correr, disparar em direção à cesta e pular por cima dos adversários na maior parte de minha vida. Essa é a primeira vez que sou obrigado a jogar ‘no chão’. É uma droga. Tem sido duro ter que tentar coisas diferentes quando sou capaz de ver os espaços que estou acostumado a atacar, mas simplesmente não consigo fazê-lo. E isso porque não posso me movimentar. Eu não consigo me mover direito nesse momento”, desabafou o ala-armador, após a derrota no quinto jogo do confronto.

A lamentação de Mitchell reflete a sua condição física atual, que vem se deteriorando partida após partida. Depois de anotar 30 ou mais pontos nos quatro jogos iniciais da série, o astro anotou apenas 21 pontos no quinto jogo da série e converteu seis de 19 arremessos de quadra. É cada vez mais visível que ele atua “no sacrifício” e, por isso, tem sido obrigado a mudar completamente sua abordagem em quadra para adaptar-se ao que (ainda) é capaz de fazer.

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“Preciso ser mais seletivo agora: saber quando atacar, onde atacar, encontrar os meus companheiros com mais frequência. Acho que isso é o mais importante, saber passar a bola quando dobram a marcação em mim ou sou pressionado. E acredito estar fazendo um bom trabalho nesse sentido. É claro que posso ser melhor ainda. É um processo de aprendizado. É horrível ter que passar por isso nos playoffs, mas não estou aqui para dar desculpas”, avisou o cestinha do Jazz na temporada.

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Oficialmente, a presença de Mitchell na sexta partida da série (que ocorre nessa sexta-feira) é questionável e existe a possibilidade de que nem entre em quadra na partida que pode sacramentar a eliminação da equipe de melhor campanha da temporada. A ausência do jogador de 24 anos seria quase um “beijo da morte” para o time de Utah. Ainda assim, o técnico Quin Snyder garante que a franquia está pronta para “vetá-lo” caso haja qualquer chance de um agravamento da torção.

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“Donovan está carregando um fardo enorme para esse time, precisando criar chances para si mesmo e para todos os jogadores desse elenco, mas não vamos fazer loucuras. Continuaremos a analisar sua situação física com nossa equipe médica, pois temos que monitorar esse tornozelo. Ele é muito importante para nosso elenco, mas, obviamente, precisamos tomar decisões que considerem o seu melhor interesse também”, ponderou o treinador, sem descartar tirar o jogador da partida decisiva.

Mas, enquanto médicos e comissão técnica não o barrarem, Mitchell está preparado para defender o Jazz com lesão e sem se mover. Sem pensar em dor ou consequências. Afinal, seu objetivo nunca foi ou será só as semifinais do Oeste. “Tenho que lidar com o problema e seguir em frente. Não há nada a dizer além disso. É duro, mas eu preciso encontrar um jeito. É isso ou ir para a casa – e já disse que não viemos até aqui para parar na segunda rodada. Não estou aqui para perder”, concluiu o astro de Salt Lake City.

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