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Na contramão, Knicks decide ficar em silêncio sobre assassinato de George Floyd

Postura da franquia, oficializada em comunicado de James Dolan, teria enfurecido jogadores do elenco e integrantes do estafe do time

Quase todas as franquias da NBA já se manifestaram, de alguma forma, a respeito da ebulição social causada pelo assassinato de George Floyd, um homem negro de 46 anos morto em uma abordagem violenta da polícia de Minneapolis. O New York Knicks, nesse sentido, será a exceção. O dono da equipe, James Dolan, emitiu um comunicado para atletas e funcionários defendendo a posição de silêncio do time.

“Eu quero que saibam que notei a importância da situação, mas também entendam nossa posição interna. Esse é um momento turbulento para o país, com a COVID-19 e a inquietude social marcando nossas vidas. Como companhias de esportes e entretenimento, porém, não somos mais qualificados do que ninguém para nos posicionarmos sobre essas questões”, declarou o mandatário.

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A posição da organização, obviamente, não foi bem recebida entre os jogadores – que tem mostrado enorme engajamento nos últimos dias. Segundo Pablo Torre, da ESPN, jogadores e integrantes do estafe do time esperavam resposta contundente e ficaram enfurecidos com a postura de Dolan. O empresário sugere na nota que a “neutralidade” é a conduta que mais condiz com os valores do Knicks.

“No Madison Square Garden, nós temos valores de respeito e paz no ambiente de trabalho. Sempre tivemos. O importante é como operamos e nosso compromisso em mantermos tais valores. O que nós dizemos uns para os outros importa. Como tratamos uns aos outros importa. Isso é o que vai fazer superamos esse momento difícil”, encerrou o dono da franquia.

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Nova Iorque é um dos principais centros das manifestações antirracismo nos EUA iniciadas com a publicidade do vídeo do assassinato de Floyd, que já duram uma semana. Atletas do Knicks, como o armador Dennis Smith Jr., marcaram presença em passeatas pacíficas pedindo justiça e igualdade para a comunidade negra. Não há uma data determinada para que os protestos terminem.

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