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Maya Moore é eleita uma das 100 pessoas mais influentes de 2020 pela revista TIME

Atleta é uma das quatro mulheres esportistas presentes na lista, ao lado de Naomi Osaka, Megan Rapinoe e Allyson Felix

Recentemente, a revista TIME divulgou a lista das 100 pessoas mais influentes de 2020. Em meio aos protestos do Black Lives Matter e uma luta pessoal, Maya Moore, do Minnesota Lynx, da WNBA, foi escolhida para figurar na lista. Ao lado de estrelas da música como Megan Thee Stallion e do tênis como Naomi Osaka, ela é um dos destaques de 2020.

Em fevereiro de 2019, Maya anunciou que não jogaria a temporada da WNBA como um protesto ao racismo, mas principalmente para auxiliar Jonathan Irons a sair da prisão. Em 1998, quando tinha 16 anos, Irons foi condenado a 50 anos de prisão por assaltado à mão armada. Mesmo se declarando inocente e com provas a seu favor, ele foi vítima de um sistema prisional racista, em um juri exclusivamente de pessoas brancas. Maya o conheceu na época, quando ela já lutava contra o sistema por meio da Win With Justice, uma instituição sem fins lucrativos.

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Em março de 2020, então, o juiz Daniel Green, do Missouri, rejeitou a condenação de Irons, cerca de 20 anos após a prisão. No entanto, ele foi liberado apenas no dia 1º de julho. Em 16 de setembro, Maya revelou ao programa Good Morning America que havia se casado com Jonathan. Em um ano marcado por protestos contra o preconceito racial e contra a brutalidade policial, a luta da atleta proporcionou uma conquista para quem sofre com o racismo diariamente.

Maya Moore é duas vezes medalhista de ouro em Olimpíadas (2012 e 2016), uma vez medalhista de ouro no Campeonato Mundial de Basquete e quatro vezes campeã da WNBA com o Lynx (2011, 2013, 2015 e 2017). Além disso, ela é MVP da WNBA (2014) e seis vezes All-Star (2011, 2013, 2014, 2015, 2017 e 2019).

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Na edição, o veículo deu destaque a algumas figuras como os brasileiros Felipe Neto e Jair Bolsonaro, mas deixou de fora o astro do Los Angeles Lakers, LeBron James. Além de Maya, Giannis Antetokounmpo, do Milwaukee Bucks, foi o único atleta de basquete a figurar a lista. Megan Rapinoe (futebol) e Allyson Felix (atletismo) fecham o grupo de mulheres esportistas na eleição.

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