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Lesão de Chris Paul é só mais um dos grandes problemas do Phoenix Suns

Astro sofreu uma contusão na virilha durante a segunda partida da série contra o Denver Nuggets

Chris Paul Phoenix Suns
Bart Young / AFP

O Phoenix Suns perdeu para o Denver Nuggets na segunda partida da série semifinal do Oeste, mas pode não ter o astro Chris Paul para os próximos jogos. O veterano saiu de quadra com dores na virilha e, então, já virou dúvida para a sequência do Suns. No entanto, a provável ausência do armador é só um dos problemas que o Suns tem.

Apesar de a terceira partida acontecer apenas no dia 5 (sexta-feira), o Suns já entra perdendo por 2 a 0 e precisando de toda ajuda possível. Portanto, o terceiro jogo, que acontece em Phoenix, é ainda mais decisivo. Se vencer o Nuggets, ainda alimenta suas esperanças para seguir em frente. Entretanto, se perder, com um 3 a 0 “nas costas”, dificilmente consegue reverter a situação.

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Mas perder Chris Paul é só um dos problemas para o Phoenix Suns. Kevin Durant, por exemplo, cometeu sete erros de ataque no primeiro embate e assumiu a culpa pela derrota. No segundo, o MVP de 2013/14 acertou apenas dez dos 27 arremessos. Só que no perímetro, ele teve uma performance ainda pior: dois acertos em 12 tentativas.

De fato, o Nuggets não apresentou o mesmo volume nos arremessos de três que teve no primeiro jogo. Ali, sim, Denver fez a diferença. Enquanto o time do Colorado converteu 16 em 37 tentativas (43.2%), o Suns acertou sete em 23. Ou seja, 30.4%. Na noite de segunda-feira, nenhuma das equipes se destacou no quesito, mas havia uma urgência para que Phoenix tentasse igualar tal quantidade de bolas de três.

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Quando o seu adversário arremessa (e acerta) muito mais em uma partida assim, é necessário que tenha ajustes. E o técnico Monty Williams assim o fez, mas o aproveitamento foi ainda pior (seis em 31, 19.4%). Denver arriscou 27 e converteu sete (25.9%)

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É importante salientar que Chris Paul, Kevin Durant e Devin Booker são excepcionais arremessadores no Phoenix Suns, mas concentram seus jogos no mid-range. Ou seja, eles até possuem bons índices em três pontos, mas são ainda melhores nos de média distãncia. Juntos, eles combinam para 47.4 arremessos por partida. No entanto, apenas 32.7% deles são do perímetro. Não estou falando de aproveitamento, mas de onde eles arremessam. Então, ainda tem Deandre Ayton, que raramente faz uso do artifício e você tem um time, de certa forma, previsível.

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Apenas para mostrar o contraste, Cam Johnson e Mikal Bridges, somados, arremessavam 44.1% de três. De novo, não é o aproveitamento. Das 23.8 tentativas que eles tinham, 10.5 eram de longa distância. Mas eles são melhores que Durant? Não, não é o que quero dizer. Apenas, que o Suns ficou sem dois de seus principais especialistas no quesito após a troca e está custando caro.

Aí, sobra para Torrey Craig (3.2 tentativas na temporada) e Josh Okogie (2.7) aumentarem seus volumes. Ou, então, é o que aconteceu com Durant, saindo dos cerca de cinco arremessos para 12. Justamente porque o Suns não tem mais quem faça isso. Pode até haver uma solução conjunta, mas Booker e Durant tiveram 20 dos 31 lances do perímetro no segundo jogo.

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Rebotes não ajudam

Até faz sentido Williams provocar tal aumento no volume de três, mas Phoenix não tem um Kevon Looney para dominar o rebote ofensivo e dar segundas chances ao time. Ayton, que até não é ruim fazendo isso. Ele foi o 15° na temporada, mas claramente não consegue “roubar” os Rodmans de Nikola Jokic. Por enquanto, Jokic tem média de 17.5 rebotes, enquanto Ayton tem 7.5. Sim, mais uma diferença que o Suns não consegue tirar.

O Suns até diminuiu a diferença para o segundo jogo e, por isso, conseguiu ter mais pontos de segunda chance (10 a 6). Mas é pouco.

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Existe um claro ajuste de Monty Williams, forçando os arremessos de três e deixando de pontuar no garrafão. Na primeira partida, por exemplo, Phoenix fez 60 de seus 107 pontos na área pintada, vencendo Denver ali por 12. No segundo, foi totalmente o contrário. O Nuggets produziu os mesmos 48 pontos do jogo 1, enquanto o Suns fez 30. Exatamente a metade.

Defender Murray deu certo, mas…

É fato que Jamal Murray foi o grande destaque do primeiro jogo e, defensivamente, Williams fez ajustes para conter o armador. Deu certo. Até o fim do terceiro quarto, ele tinha apenas quatro pontos. Tanto que o atleta só conseguiu fazer sua segunda cesta quando restavam oito minutos para o fim. Ele totalizou dez pontos.

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E mesmo com Murray tendo tantos problemas no ataque (chegou a ficar com um acerto em 11 tentativas), o Suns não conseguiu segurar o adversário no último período. É que Denver ainda contava com Jokic. Candidato ao MVP, ele dominou o embate. Foram 39 pontos, 16 rebotes, além de cinco assistências.

Chris Paul

Sim, Chris Paul fez muita falta ao Phoenix Suns e o time até chegou a abrir oito de vantagem. Mas o armador saiu restando quatro minutos para terminar o terceiro período e não voltou mais. Sobreviver com Cameron Payne, ali, não era o que a equipe iria conseguir.

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Então, com três minutos de jogo no último quarto, o Nuggets virou e abriu distância.

Para sexta-feira, é claro que Paul vai tentar fazer de tudo para estar em quadra, mas já é um problema enorme. Mesmo que ele jogue, certamente não estará nem perto de suas melhores condições físicas. Mas acho que não precisa dizer que o armador, com 30% de sua capacidade, já é melhor que Payne, né?

Seja como for, Phoenix vai precisar balancear o jogo. Não é arremessar tudo de três, mas também não é ficar refém do mid-range. É necessário entender que o Nuggets foi o terceiro que melhor defendeu o perímetro na temporada regular, mas foi o quinto que fez o mesmo nas bolas de dois.

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O Suns está em sérios riscos e terá de contar com Booker e Durant para não sair perdendo por 3 a 0 na série. Se for assim o resultado após o dia 5, é bom a diretoria se preparar para melhorar o elenco na offseason.

Paul, que completa 38 anos no dia 6, ainda possui mais dois anos de contrato. Com a queda de produção que ele já teve em 2022/23, fica difícil acreditar que a próxima temporada será melhor.

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