Com apenas uma troca na trade deadline da NBA, o Los Angeles Lakers evitou problemas para si próprio. O time recebeu o ala Luke Kennard em um negócio com o Atlanta Hawks, enquanto faz uma boa campanha sob algumas perspectivas. Sem se arriscar, por algo imediato, a direção só seguiu os planos que foram estabelecidos antes do início de 2025/26.
Basicamente, o Lakers não queria ir atrás de algum grande nome da NBA no momento. E nem poderia, pois sua folha salarial atual não permite movimentos por astros. Mas isso serviu, ainda, para comprovar que a temporada vai servir apenas como uma mudança na “passagem de bastão”.
LeBron James foi o centro das atenções por sete anos, mas os novos donos queriam que o time fosse moldado para Luka Doncic, cerca de 14 anos mais jovem. Apesar de LeBron ainda jogar um basquete de nível All-Star, ele sabe que seu tempo na liga está chegando ao fim. Não por vontade própria, mas porque ele é humano, no fim das contas. Apesar de não parecer, ele é.
Ninguém na história da liga teve tal sucesso por tanto tempo. Mas ele sabia que o momento ia chegar. Só a gente que não.
E, com isso, a diretoria do Lakers entendeu que não devia ir atrás de uma grande troca. A trade deadline de 2026 foi apenas por algo pontual.
Em 21° nos arremessos de três em 2025/26, o time fechou por Luke Kennard, um especialista que faz 49.7% do perímetro na campanha.
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E qualquer troca na trade deadline por algum jogador com contrato que não fosse expirante, poderia deixar o Lakers sem um trunfo para a agência livre: espaço na folha salarial. Foi por isso que o time pegou Kennard. Afinal, com os seus US$11 milhões, a equipe vai ficar muito abaixo do teto da offseason.
De acordo com a NBA, o teto básico para usar na agência livre é de US$166 milhões. E para 2026/27, o Lakers terá pouco mais de US$108 milhões, contando com Deandre Ayton, Austin Reaves e Marcus Smart.
Os três possuem opções em seus vínculos, enquanto o time é quem pode dar o melhor contrato a Reaves. Mas existem algumas ideias aqui.
Reaves pode tentar ajudar sua franquia se estender usando a opção de US$14.9 milhões para uma prévia. Caso contrário, o valor do novo salário já entra em 2026/27.
Claro que é uma opção, mas é um risco para o atleta. Afinal, se ele tiver algum problema sério, o Lakers não vai dar a ele um acordo para ganhar salário sem jogar. Portanto, o quanto antes as duas partes se acertarem, com a opção de 2026/27, para que comece a valer só a partir do próximo ano, pode ser vital para os dois lados.
Troca de LeBron James
Além de LeBron ter um veto em seu contrato, uma troca na trade deadline ou na última agência livre da NBA poderia mais atrapalhar do que ajudar o Lakers. Isso porque, com a folha livre, é possível que o time busque bons reforços para deixar o elenco mais próximo do que Doncic quer.
Com mais de US$50 milhões para gastar em jogadores, sem contar todas as exceções que a liga permite, o Lakers tem chances reais de montar um bom time. É óbvio que ninguém ganha na véspera, mas tem muito mais opções no mercado do que se arriscar por uma troca sem garantias.
Na agência livre, o time vai se despedir de LeBron. Pode ser que tente fazer uma sign and trade para obter algo em troca e James receber um salário melhor do que mid level ou mínimo para veteranos. Não é impossível.
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Fonte: Reprodução / X

