Lakers abriu conversas de troca por Jonathan Kuminga
Time de Los Angeles esperava contar com o ala para a próxima temporada da NBA

A diretoria do Los Angeles Lakers bem que tentou, mas não conseguiu a troca por Jonathan Kuminga. Então agente livre do Atlanta Hawks, o ala vinha pedindo salários acima de US$20 milhões anuais, enquanto alguns times tentavam usar seus últimos recursos para conseguir um negócio. Acabou fechando com o Minnesota Timberwolves por um valor bem abaixo do que ele esperava no mercado.
De acordo com Shams Charania, da ESPN, o GM Rob Pelinka conversou com a direção do Hawks por uma sign and trade. Ele assinaria um novo vínculo com o time de Atlanta e, então, iria para o Lakers. Tudo dentro do script, exceto pelo tempo de quadra e papel que teria na franquia de Los Angeles.
Jonathan Kuminga aceitou um valor muito abaixo do que várias equipes poderiam oferecer com a mid-level. A exceção completa para times que não pagam multas da NBA é de aproximadamente US$15 milhões. Mas, ao mesmo tempo, assustava franquias.
Isso porque vários times que poderiam dar tal valor a ele iriam atingir as taxas. Mas outras equipes sequer tentaram uma negociação, como o Detroit Pistons e o Charlotte Hornets. Enquanto o Pistons lida com a situação de Jalen Duren, o Hornets quer mesmo é fazer trocas para liberar jogadores. Ambas as franquias possuem os US$15 milhões.
Resumo rápido
- Ala poderia deixar o Hawks via troca, mas saiu como agente livre.
- Lakers tentou troca, mas jogador optou por mais espaço em Minnesota.
- Hawks perdeu Kuminga de graça.
- Blazers e Bulls eram outros candidatos.
Não é o caso do Lakers, que precisava, obrigatoriamente, de uma troca para ter o ala. De acordo com rumores, a equipe de Los Angeles ofereceu Jarred Vanderbilt e Jaden Hardy, o que daria em torno de US$18.4 milhões. Ainda assim, um salário três vezes maior que o jogador aceitou no Timberwolves.
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Para fazer isso, no entanto, Hawks e Lakers precisavam de um terceiro time para a troca de Jonathan Kuminga acontecer. Afinal, o Hawks não poderia absorver os salários de Vanderbilt e Hardy, já que conta com 17 jogadores sob contrato e tem de abrir mão de dois deles até o início da próxima temporada. E mais: se quiser dispensar alguém e parcelar o valor do vínculo, só pode fazer até o próximo sábado (29).
Então, o negócio esbarrou em várias frentes. Primeiro, Kuminga queria chegar e jogar. Ele estava cansado do que aconteceu no Golden State Warriors e buscava um lugar para ter tempo de quadra. No Hawks, por exemplo, o ala até jogou, só que vindo do banco.
No Lakers, Kuminga não teria tanta estabilidade assim. Ele seria muito mais uma quarta ou quinta opção ofensiva e jogaria por volta de 25 minutos por noite, no máximo. Com vários defensores e arremessadores melhores que ele, seu teto seria baixo.
Na agência livre, a equipe de Los Angeles contratou vários jogadores com tais características: Matisse Thybulle, Ziaire Williams, Quentin Grimes, além de Adou Thiero e Jake LaRavia, que já estavam no elenco. Enquanto Grimes e Thybulle são muito mais alas e alas-armadores, todos os outros terão minutos na posição de ala-pivô.
Segundo rumores, o Lakers até encontrou um parceiro junto ao Hawks para fechar a troca, mas passava muito pela decisão do ala. Isso porque Kuminga poderia “ajudar” Atlanta a conseguir uma escolha de Draft no negócio e, de repente, despachar alguém para facilitar com o número de jogadores.
Troca era uma das opções
Apesar de saber que o mercado não estava sendo tão generoso, Jonathan Kuminga tinha mais opções do que uma troca para o Lakers. O Chicago Bulls poderia usar o espaço em sua folha para dar a ele um salário de US$9 milhões por um ano, sem participação do Hawks. Mas havia um entrave para o Bulls: o calouro Caleb Wilson deve ter muitos minutos como ala-pivô, enquanto Matas Buzelis será o ala.
De novo, não havia tanto tempo de quadra. O salário seria um pouco maior do que aceitou em Minnesota, mas a visibilidade e os minutos, não. E pesou, ainda, o fato de poder jogar em um time com mais chances de brigar por algo.
No Lakers, Kuminga até poderia ter a oportunidade, mas com um papel bem menor. Mesma coisa no Portland Trail Blazers, que tinha interesse no atleta. Acontece que em Portland, o time também dependia de uma troca com o Hawks.
Ele não era agente livre restrito. O ala passou por isso há um ano, quando ainda jogava pelo Warriors. Mas no time de San Francisco, ele teve a chance de ganhar muito mais e por um ano extra, pelo menos. Na offseason passada, o jogador abriu mão de um contrato de US$75.2 milhões por três anos, sendo o último com opção do time.
Quis um de dois anos por US$48.5 milhões, também com opção da equipe para o segundo. Agora, Kuminga rejeitou troca em que poderia receber em torno de US$18 milhões para ganhar US$6.3 milhões. Pesaram tempo de quadra, o espaço, titularidade e chance de título. Ele apostou em si próprio para a próxima agência livre. Afinal, a opção será dele.
E agora?
Enquanto vai jogar no Timberwolves sem participação alguma do Hawks em troca, Jonathan Kuminga deve ter o que não teria no Lakers: chance de ser a terceira opção de ataque por mais tempo. Basicamente, ele fica atrás só de Anthony Edwards e LaMelo Ball.
No Lakers, Luka Doncic, Austin Reaves, Walker Kessler e, eventualmente, Quentin Grimes, teriam um papel maior que o dele. Sem o ala, o time precisa repensar em movimentos.
De acordo com vários rumores, o Lakers vai tentar investir no mesmo combo de troca: Vanderbilt e Hardy. O problema é: por quem?
Os salários batem com um eventual negócio por PJ Washington, mas o Dallas Mavericks conta com o jogador para a próxima temporada. Ao menos, até a trade deadline. Se o time não atingir suas expectativas, é possível que algo aconteça. Kyle Kuzma, do Milwaukee Bucks, é outra opção, mas uma segunda passagem por lá não agrada torcedores.
Por fim, sobra De’Andre Hunter, que está no Sacramento Kings e tem um expirante de US$24.9 milhões. O problema maior é que para conseguir uma troca por Hunter, o Lakers teria de enviar mais um contrato. Com a adição de Dalton Knecht seria possível. E como o Kings conta com apenas 12 jogadores, receber três por um é uma ideia da direção. O problema: o time de Los Angeles não tem mais escolhas de primeira rodada para negociar.
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