Phoenix Suns e Chicago Bulls fizeram a final da NBA em 1993. Na ocasião, o Bulls de Michael Jordan venceu o Suns de Kevin Johnson por 4 a 2 e obteve o seu terceiro título consecutivo. Em entrevista ao podcast Club 520, de Jeff Teague, o antigo armador do Suns relatou como foi difícil enfrentar o melhor de todos os tempos.
“Foi um sonho se tornando realidade, antes de tudo. Chegamos lá, mas poderíamos vencer. Perdemos em seis jogos em uma temporada dos sonhos”, disse Kevin Johnson. “Nós tínhamos Charles Barkley como MVP daquele ano, melhor campanha e todo mundo achava que aquele seria o nosso ano”.
Além de Charles Barkley, o Suns contava com ótimos nomes da NBA, como Dan Majerle, Richard Dumas, além dos veteranos Mark West, Tom Chambers e Danny Ainge, hoje CEO do Utah Jazz. Phoenix tinha um dos melhores elencos, enquanto enfrentaria o time que venceu os dois anos anteriores.
Mas encarar o Bulls era uma tarefa difícil, pois toda a liga tinha medo de Michael Jordan, que dominava seus adversários como poucos. Isso, sem contar com Scottie Pippen e Horace Grant.
E nos dois primeiros jogos, mesmo jogando em Phoenix, o Suns viu o Bulls abrir 2 a 0. Na época, o técnico Paul Westphal tomou uma decisão para tentar evitar a varrida na série decisiva.
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De acordo com as regras daquele período, o time de melhor campanha fazia os dois primeiros jogos fora de casa e, depois, jogava três consecutivas em seus domínios. Por fim, alternavam nos últimos dois em séries de até sete partidas.
E Dan Majerle não conseguiu parar Michael Jordan. Nos dois jogos no Arizona, Jordan foi o cestinha para abrir 2 a 0.
“Então, nós estávamos no avião indo para Chicago. O Bulls vencia por 2 a 0 e a gente tinha feito dois jogos ruins em casa. Eu joguei mal, mas Majerle, que era o melhor defensor do nosso time, levou um baile de Jordan. Na ida para Chicago, eu estava dormindo. Paul (Westphal) me acordou e pediu para eu marcar Michael Jordan”, disse Kevin Johnson.
Vencendo por 2 a 0, o Bulls precisava apenas ganhar dois dos próximos três em casa para comemorar o tri.
Série voltou para Phoenix
“Eu acordei depois, quando a gente chegou e eu disse: ‘Ei, técnico. Eu tive um pesadelo que você me acordou para dizer que eu marcaria Michael Jordan’. Então, ele só confirmou que eu ia marcar Jordan. Quando chegamos ao hotel, pedi ao pessoal para levar minhas malas para o quarto e fui direto para a igreja”, afirmou.
“Assim que cheguei lá, fui para a primeira fila e disse: ‘Jesus, eu não acredito mais em você. Não tem como você, depois de ter feito tudo, me fazer marcar Michael Jordan’. Eu perdi minha fé”, disse, rindo. “Na hora do jogo, ainda no vestiário, colocaram os nomes e aquilo virou real. Eu tinha de marcar ele”.
E o Suns venceu o terceiro jogo, mesmo sendo em Chicago, por 129 a 121. O Bulls só foi campeão na sexta partida, quando ganhou por 99 a 98.
“Eu acabei tendo de marcar Michael Jordan pelo resto da série, mas nós vencemos dois daqueles três jogos em Chicago”, disse Kevin Johnson. “Então, quando as pessoas me perguntam como foi, eu só digo que mantive Jordan abaixo da média. Mas era a média de Majerle, que levou 44 dele. Eu fiz ele ter só 42”.
Não foi bem assim
Enquanto Majerle marcou Jordan, o camisa 23 teve média de 36.5 pontos. Quando Johnson assumiu a marcação, do terceiro ao sexto jogo, subiu para 43.3.
No total, Michael Jordan terminou a série com 41.0 pontos, 8.5 rebotes, 6.3 assistências, 1.7 roubo de bola e 45% nas bolas de três. Foi o terceiro título do Bulls, mas o cestinha deixou a NBA em seguida e foi jogar beisebol. Voltou um ano e meio depois, conquistando mais três campeonatos.
Por outro lado, Kevin Johnson, que ficou com 17.2 pontos e 6.5 assistências na série, foi All-Star pela terceira e última vez em 1994. Ele ficou no Suns até 1998, quando se aposentou. No entanto, Johnson voltou para mais um ano e fez seis jogos em 2000, antes de encerrar a carreira em definitivo.
Ex-prefeito de Sacramento por oito anos, o antigo armador teve sua camisa 7 aposentada pela franquia de Phoenix em 2001.
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Fonte: Reprodução / X

