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Kendrick Perkins: “Jazz não me causa decepção nos playoffs”

Sempre polêmico, ex-pivô diz ter aprendido a não esperar nada do time de Utah chegando à pós-temporada

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MELISSA MAJCHRZAK/AFP

A atuação do Utah Jazz, em síntese, deixa a desejar nesse início de pós-temporada. A equipe teve a chance de enfrentar o Dallas Mavericks sem Luka Doncic por três oportunidades, mas só ganhou um dos jogos. Foi vencido em casa, aliás, no último duelo da série quartas-de-final do Oeste. O desempenho do Jazz nos playoffs pode ser uma decepção para muita gente, mas não para o polêmico Kendrick Perkins.

“Esse time não me causa decepção nos playoffs porque simplesmente já esperava isso. Utah faz boas temporadas regulares e, então, é isso. É a mesma história, em suma, a cada ano. Vocês podem falar que é desapontador e coisas assim, mas, no fim das contas, isso é o que eles sempre entregam. Funciona apenas na campanha regular”, disparou o ex-pivô e hoje comentarista da ESPN.

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Assim como outras pós-temporadas, Rudy Gobert tem sido símbolo das dificuldades do Jazz. O protetor de aro tem problemas para defender pivôs espaçadores e, por isso, Maxi Kleber tornou-se peça fundamental para o Mavericks na série. Nas redes sociais, os torcedores simplesmente pedem para que o técnico Quin Snyder tire o francês da quadra. Mas Perkins não acha que seja tão fácil assim.

“Rudy está recebendo muitas críticas por aí, com razão, pois é retirado de sua zona de conforto quando precisa marcar pivôs arremessadores. No entanto, ao mesmo tempo, o treinador não pode simplesmente colocar um astro que recebe US$200 milhões em salários no banco. Esse cara tem três prêmios de melhor defensor da liga, então não é tão simples”, defendeu o campeão da NBA em 2008.

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Acomodado

A decepção que o Jazz representa nos playoffs já não surpreende Perkins, mas, em particular, um atleta tem sido frustrante de acompanhar. Trata-se, não por acaso, do astro do elenco. Donovan Mitchell vem anotando quase 33 pontos por partida na série, mas converteu menos de 42% dos arremessos de quadra até agora. Mais do que isso, ele mostra uma atitude acomodada para o analista.

“Donovan mudou assim que assinou seu novo contrato, pois já não o vejo com a mesma vontade em quadra. Falta-lhe aquela tenacidade, malícia e tudo o mais. Falta, acima de tudo, a atitude do jogador que queria provar ser melhor do que todos em quadra. Vejo um atleta carregando a bola com um ar de tranquilidade, com uma pose legal, enquanto é derrotado noite após noite”, explicou o ex-pivô.

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