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Julius Randle: “Senti que o Knicks era a maior oportunidade para mim”

Jovem ala-pivô minimiza offseason decepcionante da franquia e projeta time “duro” para competir no Leste

É difícil não ver Julius Randle como um “prêmio de consolação” na offseason do New York Knicks. A equipe sonhou com a contratação de astros no mercado e, após perder as concorrências por atletas como Kevin Durant e Kyrie Irving, assinou contrato de três anos com o talentoso ala-pivô. Ele sabe que não é o reforço com o qual os fãs sonharam, mas vê o time como uma grande chance da carreira.

“Eu tinha muitas opções, mas senti que essa era a maior oportunidade para mim. Não existe torcida e organização que estejam mais famintas por vitórias do que o Knicks. Não acho que haja um lugar melhor para ser vencedor na NBA do que em Nova Iorque. Então, eu aceitei a proposta sem pensar. Estou bastante empolgado mesmo”, celebrou o jogador de 24 anos, em entrevista à rede Sports NY.

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Randle é, de fato, o reforço que destoa entre tantas contratações questionáveis e anticlimáticas com contratos curtos da franquia. Seu vínculo é o único dos recém-chegados que possui salário garantido após junho de 2020, por exemplo – o que, por si só, já sinaliza que há planos “maiores” para ele. O jovem sabe que vai ser cobrado como uma referência agora, mas não está intimidado.

“Eles me veem como o líder do time, o astro desse núcleo jovem que já possuem. Essa visão, definitivamente, foi o que me ganhou. Estou animado para jogar com cada um dos mais jovens, porque estava na posição deles há pouco tempo. Ainda lembro como é ser o garoto que tenta se estabelecer na liga e posso compartilhar essa experiência”, contou a sétima escolha do draft de 2014.

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O Knicks ganhou o ala-pivô, mas a grande pergunta é: será que ele ganhará uma torcida que está mais frustrada do que nunca com os rumos do time? “Entendo a decepção aqui e nem tem o que discutir. Esses fãs estão carentes de uma equipe competitiva e vitoriosa. Quero que saibam que é isso que vou buscar e pretendo trabalhar cada dia mais para entregar o que querem”, assegurou.

Competitividade, porém, não é a melhor palavra para projetar a temporada que vem em Nova Iorque: com um elenco sem astros e vários “refugos” do mercado, a equipe tende a ficar entre os piores da conferência Leste por mais uma temporada. Essa é a visão externa, claro. Randle, internamente, imagina uma campanha muito diferente dos analistas e à altura de alguns dos melhores Knicks que já vimos.

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“Nós temos muitos bons jogadores. Temos lutadores, caras que não vão afinar e possuem instinto matador. Só precisamos disso: voltar às raízes e atuar como o Knicks à moda antiga. Jogar e lutar como Patrick Ewing, Charles Oakley. Sermos durões, encarar cada partida como uma briga. Nossa identidade será não baixar a cabeça para ninguém”, avisou o otimista e empolgado ala-pivô.

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