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GM do Hawks: “Não estamos arrependidos de troca por Dejounte Murray”

Para Landry Fields, atuações discretas do armador não devem ser símbolo das dificuldades do time na temporada

dejounte murray troca hawks
Adam Hagy / AFP

O Atlanta Hawks fez um investimento altíssimo na troca para adquirir Dejounte Murray. A franquia abdicou, em síntese, de três escolhas de primeira rodada de draft para tirar o jovem astro do San Antonio Spurs. E, por enquanto, o negócio ainda não parece ter dado os resultados esperados. No entanto, para o gerente-geral Landry Fields, não há nenhuma chance de arrependimento pela decisão.

“O que precisa ser dito e entendido sobre Dejounte é que trata-se de uma grande parte do que desejamos construir. Eu faria essa troca, então, dez em dez vezes. Faria por causa da visão do que queremos montar aqui. Esse cara é uma parte importante do nosso futuro. Não estamos arrependidos, certamente”, cravou o dirigente, em entrevista ao jornal Atlanta Journal-Constitution.

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O problema da troca, a princípio, nem é o rendimento de Murray. Já era esperado que os seus números diminuíssem em relação aos tempos de Spurs. É um quase consenso entre torcida e analistas, no entanto, que a parceria com Trae Young ainda não decolou. Como resultado, o time conquistou só 22 vitórias em 44 partidas e segue na pífia nona posição da conferência Leste.

“Nós comemoramos assim que a negociação foi fechada porque conseguimos trazer Dejounte. É um jovem astro, que teve um desempenho fantástico em San Antonio. Queríamos tê-lo aqui e conseguimos. Então, vamos incorporá-lo cada vez mais ao time que trabalhamos para ser todos os dias. Por isso, o nosso arrependimento é zero”, reforçou o ex-jogador do New York Knicks.

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Parceria

O próprio Fields reconhece que a parceria entre Murray e Young, por enquanto, não chegou perto do que anteviu. Não pelas motivações, no entanto, que a maioria vai citar. O recorde decepcionante da equipe, afinal, diz muito pouco sobre a condição em que a dupla se encontra. O principal – e, talvez, único – fator que vai resolver a situação, no fim das contas, é o tempo.

“As pessoas vão ver o nosso recorde e, como resultado, dizer que a dupla não está funcionando. Mas esquecem de incluir a palavra ‘ainda’ na frase. Esses caras vêm de sistemas diferentes, então é preciso tempo. Até há instantes em que você tem flashes do que pode ser e tudo é lindo. O nosso trabalho é saber que isso vai ser um processo, não seria perfeito desde o início”, afirmou o ex-atleta.

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O mais importante, para o executivo, é que os dois jogadores desejam fazer essa parceria funcionar. “Dejounte e Trae possuem aproximações e diferenças, como esperado. Por isso, tudo deve ser uma questão de tempo e trabalho. Precisamos, ao mesmo tempo, ter vozes que guiem a adaptação entre ambos. Mas estamos empolgados com a forma como estão dispostos a trabalhar”, concluiu.

Discordâncias

Fields revelou que a troca de Dejounte Murray, assim como junto à torcida, não foi uma unanimidade no Hawks. Houve um grupo nos bastidores que não estava tão convencido sobre o negócio. A ideia de uma unanimidade, aliás, é uma utopia em um cenário tão diverso como um corpo diretivo da liga. A chegada do armador foi uma aposta de todos, mas não uma certeza de todos.

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“Quando nos sentamos para tomar decisões, nem todos os dirigentes vão concordar com tudo. E essa é a beleza dos esportes. Não se trata de uma cúpula de ‘sim’ em que, de repente, todos vão pensar a mesma coisa. Há situação em que as pessoas vão discordar sobre o caminho a ser tomado, mas isso não é problema. É parte do processo, sobretudo”, justificou o jovem dirigente.

 

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