Relembre a última final que Knicks e Spurs fizeram na NBA
Entenda como foi a última e única vez que os times se enfrentaram em uma decisão da liga
Por Gustavo Freitas

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New York Knicks e San Antonio Spurs, finalistas da atual temporada, decidiram o título da NBA há 27 anos. Enquanto David Robinson e Pat Ewing tiveram grandes duelos nos anos 90, os dois chegaram ali já sem o mesmo prestígio. Enquanto Robinson já havia passado o "bastão" para Tim Duncan e estava no fim de sua carreira, Ewing se machucou e não teve condições de atuar. Clique nas setas para ver como foi aquela final.
Foto: Reprodução / X

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DAVID ROBINSON - Vamos ser justos aqui. Robinson não era o melhor jogador do Spurs, pois o time tinha Tim Duncan. Então, o pivô, aos 33 anos, era a segunda opção. Caso fosse necessário, ele faria mais do que os 15.8 pontos e 10.0 rebotes da fase regular. Até chegar às finais, o Spurs vinha de 11 vitórias e só uma derrota, ainda na primeira rodada. Vale lembrar que naquela época, a primeira rodada era melhor de cinco jogos. Ou seja, quem ganhasse três, passava de fase.
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PATRICK EWING - Vamos ser justos aqui, parte II. Pat Ewing foi o cestinha do Knicks na fase regular. Ele teve 17.3 pontos, 9.9 rebotes e 2.6 tocos. Isso, aos 36 anos. No entanto, ele se machucou no segundo jogo da final do Leste contra o Indiana Pacers e não voltou mais, dando espaço a Marcus Camby. O Knicks fez duas séries desgastantes (contra Miami Heat e Pacers) e chegava longe do ideal físico.
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TIM DUNCAN - Em busca do primeiro de seus quatro títulos na NBA, Duncan já era realidade. Ele dominou o garrafão, produzindo 27.4 pontos, 14.0 rebotes e 2.2 tocos. Detalhe para o seu tempo de quadra na final: 45.6 minutos de média nos cinco jogos. O Spurs venceu por 4 a 1.
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LATRELL SPREWELL - Só para entender o que houve aqui. Spree estava sem jogar há vários meses quando o Knicks o contratou. Ele havia sido suspenso do resto da temporada 1997/98 por brigar com o então técnico PJ Carlesimo, no Golden State Warriors. O ala/ala-armador chegou ao Knicks e se machucou, perdendo vários jogos no começo. Mas após duas partidas como titular, o técnico Jeff Van Gundy o sacou do quinteto e ele virou um dos melhores reservas da liga. Mas por ser quem era, não levou nenhum voto. Darrell Armstrong venceu o prêmio, enquanto Rasheed Wallace ficou em segundo, mesmo com Spree tendo melhores números que todos os que receberam votos.
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AVERY JOHNSON - O armador não era um cestinha, não arremessava de três, mas era um bom organizador e um líder do grupo. Anos depois, virou técnico e foi eleito o melhor treinador de 2005/06, com o Dallas Mavericks. Naquele ano, ele levou o Mavs às finais, mas perdeu para o Miami Heat. Ficou na liga até 2012/13 no cargo, quando o Brooklyn Nets o demitiu um mês após vencer o prêmio de melhor de novembro.
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ALLAN HOUSTON - Cestinha, ele decidiu a ida do Knicks às semifinais do Leste com uma cesta faltando um segundo para o fim. O Knicks batia o Heat após ser o oitavo do Leste. Houston era um excelente arremessador de três, mas naquela decisão não foi bem no quesito, acertando só duas das 12 tentativas em cinco jogos. Outros tempos. Hoje, ficou quase comum ver alguém arremessando 12 do perímetro em uma partida. Após começar a carreira no Detroit Pistons, ele chegou ao time de Nova York em 1996/97 como agente livre e jamais deixou o Knicks, se aposentando em 2005.
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SEAN ELLIOTT - O ala estava no fim de sua segunda passagem pelo Spurs. Na primeira, ele foi trocado para o Detroit Pistons por Dennis Rodman. Voltou menos de um ano depois em outra negociação. Elliott chegou a ser All-Star duas vezes, mas um problema renal o tirou o melhor de seu jogo. Parou em 2001, aos 32 anos, ainda no Spurs. Hoje, é comentarista em jogos da fase regular do time.
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LARRY JOHNSON - Ele foi All-Star nos tempos de Charlotte Hornets, mas quando chegou ao Knicks no pacotão de reforços de 1996/97, teve de se adaptar. Em todos os sentidos, aliás. No Hornets, era um ala-pivô que brigava o tempo todo por rebotes e pontuava dentro do garrafão. Mas lesões nas costas fizeram com que ele mudasse seu estilo de jogo. Como resultado, tornou-se um arremessador de três decente para a época. Foi assim que ele decidiu a classificação do Knicks às finais da NBA. No terceiro jogo da decisão do Leste, contra o Pacers, o time de Nova York perdia por 91 a 89 com 11 segundos para o fim. No entanto, ele acertou de três no canto da quadra e sofreu falta. Acertou o lance livre e o Knicks abriu 2 a 1. Jogou mal depois disso, mais uma vez por conta das fortes dores. Parou de jogar aos 31, dois anos depois.
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MARCUS CAMBY - Era o ano do locaute (greve) e Camby chegou ao Knicks após dar 3.7 tocos na temporada anterior. Ele foi para o time de Nova York após duas boas campanhas no Toronto Raptors. No Knicks, a ideia era que ele fosse o reserva e ganhasse espaço com a queda de produção de Pat Ewing. Mas logo em sua primeira chance, virou titular nos playoffs com a ausência de Ewing. Não foi o bastante, entretanto. Ficou no time até o Draft de 2002, quando foi trocado, ao lado de Nenê, para o Denver Nuggets por Antonio McDyess. Enquanto Nenê virou titular ao seu lado em Denver e ganhou projeção, Camby venceu o prêmio de melhor defensor de 2007. Parou de jogar em 2013, aos 38 anos. Por outro lado, McDyess falhou miseravelmente no Knicks, com apenas 18 jogos. O time tinha Camby e Nenê...
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STEVE KERR - Antes de virar técnico, vencedor de quatro títulos pelo Golden State Warriors, Steve Kerr era um reserva especialista em arremessos de três. Após vencer três títulos com o Chicago Bulls de Michael Jordan, Kerr foi para o Spurs, onde ganhou mais duas vezes. Detalhe: Kerr encerrou a carreira como jogador em 2003 com aproveitamento de 45.4% de três.
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GREGG POPOVIC - O lendário técnico venceu cinco títulos na NBA (1999, 2003, 2005, 2007 e 2014). Ficou por lá até 2024/25, quando teve problemas de saúde e se aposentou. O Spurs não foi às finais desde seu último título. Seis jogadores que vão disputar a decisão contra o Knicks chegaram a trabalhar com Pop, incluindo Victor Wembanyama, com quem tem forte ligação.
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JEFF VAN GUNDY - Ele era o técnico do Knicks desde 1995/96 e assumiu no lugar de Don Nelson. Na verdade, Nelson chegou para ocupar o cargo de Pat Riley, que deixava o Knicks para assumir o Miami Heat. Van Gundy, então assistente, ficou com a posição. Treinou o time até 2002, quando foi demitido. Depois, fechou com o Houston Rockets e ficou por lá até 2007. Então, virou comentarista da ESPN e foi contratado para ser assistente de Tyronn Lue no Los Angeles Clippers. O Knicks não ia às finais da NBA desde 1999.
Foto: Reprodução / Instagram
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