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Espanha derrota Austrália nos segundos finais e fica com o bronze no Rio-2016

Liderado por Gasol, campeão europeu bate Austrália em jogo tenso e termina Olimpíada na terceira posição

 

Austrália e Espanha

Austrália 88 X 89 Espanha

A seleção espanhola vai subir ao pódio pela terceira Olimpíada consecutiva. O time comandado por Sergio Scariolo confirmou seu favoritismo e, em um dos jogos mais equilibrados e tecnicamente disputados da competição, conseguiu bater a Austrália por 89 a 88 para ficar com a medalha de bronze no Rio-2016. Os atuais campeões europeus haviam conquistado duas medalhas de prata nos Jogos de Pequim-2008 e Londres-2012.

A equipe de Pau Gasol esteve no comando das ações durante quase todo o primeiro tempo. Dominando os rebotes e com a mão mais calibrada do que na semifinal, os espanhóis abriram vantagem de duas posses de bola rapidamente depois de cestas seguidas de três pontos de Nikola Mirotic. A diferença chegaria à dígitos duplos no começo do segundo período, quando Felipe Reyes e Juan Carlos Navarro saíram do banco e combinaram para sete pontos em pouco menos de três minutos.

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A Austrália recuperou-se com um rendimento espetacular nos quatro minutos finais do primeiro tempo. Os campeões da Oceania não permitiram mais nenhum ponto aos oponentes no quarto e emplacaram uma sequência de dez pontos sem resposta para reaproximar no marcador. No intervalo, a vantagem que chegou a ser de 12 pontos estava limitada a somente dois (40 a 38).

O retorno dos vestiários marcou a realização de um dos períodos mais equilibrados do torneio olímpico. Embora nunca tenha ficado atrás no marcador, a Espanha não conseguiu abrir mais do que quatro pontos de diferença e as duas equipes ficaram em situação de empate por sete vezes. Uma bandeja de Mirotic a sete segundos do final assegurou que os europeus chegassem aos 10 minutos derradeiros com três pontos de frente (67 a 64).

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O último quarto manteve o equilíbrio e qualidade técnica do período anterior, agora com os dois times sem abrir vantagem maior do que uma posse de bola sobre o oponente. Cestinhas, Gasol e Patty Mills lideravam as ofensivas e travaram uma disputa particular colocando seus times à frente a cada posse. Nos sete minutos derradeiros de partida, as vantagens só oscilaram entre um e dois pontos.

Com 29 segundos, o líder da seleção espanhola converteu dois lances livres para deixar sua equipe com 87 a 86 pró. Vinte segundos depois, porém, o pivô Aron Baynes conseguiu um gancho extremamente pressionado para retomar a dianteira em favor dos australianos. Sergio Rodriguez atacou a cesta na reposição de bola e recebeu uma (contestada) falta. Nos lances livres, o armador novamente deixou a Espanha com um ponto de frente a cinco segundos do fim. Seriam as cestas do dramático bronze espanhol.

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Os australianos pararam o jogo e tiveram tempo para armarem uma jogada, mas não deu certo em quadra: Mills teve movimentação bem marcada e, preso com a bola, Baynes acabou tendo um passe desviado. Os dois times foram bem aplaudidos pelo público na Arena Carioca II, mas saíram de formas bem diferentes: o choro dos campeões da Oceania contrastou com a festa da Espanha, com uma grande geração provavelmente despedindo-se.

Essa é a primeira medalha de bronze conquistada pelo selecionado espanhol em Olimpíadas, juntando-se às pratas que o time levou em Los Angeles-1984 e nas duas últimas edições. A Austrália permanece sem medalhas olímpicas em sua história, perdendo a quarta decisão de terceiro lugar em Jogos Olímpicos.

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Destaques

Austrália

Patty Mills: 30 pontos e quatro roubos de bola
David Andersen: 15 pontos e cinco rebotes
Ryan Broeckhoff: 13 pontos (5-5 FG)
Brock Motum: 12 pontos e seis rebotes

Espanha

Pau Gasol: 31 pontos (12-15 FG) e 11 rebotes
Nikola Mirotic: 14 pontos e sete rebotes
Sergio Rodriguez: 11 pontos e cinco assistências
Rudy Fernandez: dez pontos

 

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