Draymond Green polemiza com visão sobre expansão da NBA

Depois de muitos rumores, direção da liga deve discutir inclusão de mais dois times na offseason

draymond green expansão nba Fonte: Reprodução / X

A expansão de franquias da NBA é um assunto que empolga torcedores e analistas, mas Draymond Green nada contra a maré. O polêmico astro, como sempre, não tem medo de emitir uma opinião impopular sobre o tema. Ele até entende essa euforia geral. No entanto, teme que seja uma decisão muito mais mercadológica do que esportiva.

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“Eu adoro a ideia de uma expansão do ponto de vista de mercado, mas não sei se é boa para o jogo. Seattle e Las Vegas vão ter um draft de expansão e, ainda assim, também são capazes de atrair agentes livres. Então, sei que podem ser ótimas equipes. Mas me preocupo se temos talento para incluir mais 30 atletas na NBA”, opinou o veterano.

A preocupação de Draymond Green, a princípio, é curiosa. Afinal, a ampla disposição de talento é um dos argumentos mais fortes de quem defende a expansão. A entrada de jogadores de fora dos EUA via draft nunca foi tão alta quanto agora. Mas ele afirma que, para quem está dentro de quadra, a percepção é muito diferente.

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“Olho para os elencos da NBA hoje e conheço cada vez menos gente. Não sei o nome de metade dos atletas que entram em quadra. E não era assim antes. Por isso, acho que a liga vai ficar cada vez menos seletiva em termos de talento quanto mais times tivermos. E, com isso, a qualidade do jogo cai”, protestou o ídolo do Golden State Warriors.

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Tankando

A opinião de Draymond Green sobre a expansão da NBA também tem motivação em um problema recente. A polêmica do Utah Jazz, que manteve titulares fora de quadra em jogos que vencia no último quarto, expõe a questão do tank na liga. Para o veterano, acima de tudo, o aumento do número de time pode piorar esse aspecto.

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“Há vários times da NBA nesse momento que sabemos que estão tankando. São equipes que não querem vencer e isso é terrível para o esporte. Por isso, digo que expandir não é tão legal do ponto de vista do jogo. Você vai ‘pulverizar’, afinal, o talento ainda mais. Precisamos de mais dois times jogando para perder?”, questionou o astro.

Green acha que até as regras financeiras da liga, aliás, incentivam que novos times não entrem com pretensões competitivas. “A expansão é perigosa para a qualidade do jogo, em particular, pelas condições que temos agora. Estamos no mundo do segundo apron e do teto salarial cada vez mais punitivo. Essas equipes custam caro”, lembrou.

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Negócios

Mas Green sabe que, no fim das contas, a NBA é um negócio. E nem ele pode ignorar os benefícios financeiros que uma expansão pode trazer. A introdução de mercados novos traz mais consumidores, atenção e engajamento. O ídolo só espera que esse movimento seja feito com cuidado, pois a liga já teve exemplos de “tiros na água” nesse sentido.

“Do ponto de vista do negócio, eu acho que vai ser ótimo para a NBA. Vai tirar vantagem de grandes mercados que tem interesse em estar conosco, mas não estão. Há Louisville, Seattle e Las Vegas, por exemplo. E já estamos esperando isso há anos. Mas será que a gente precisa de outro caso como um Vancouver Grizzlies?”, concluiu o ala-pivô.

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