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Prospecto do Draft 2023 – Maxwell Lewis

Ala-armador da Universidade de Pepperdine é projetado como uma possível escolha de primeira rodada do recrutamento deste ano

Maxwell Lewis Draft 2023
Darryl Oumi / AFP

O Jumper Brasil dá seguimento à série “Prospecto do Draft 2023” com o ala-armador Maxwell Lewis. Jogador da Universidade de Pepperdine na temporada, o atleta de 20 anos é projetado como uma possível escolha de primeira rodada do recrutamento deste ano. Então, confira a análise do site para o jovem talento.

 

Maxwell Lewis

Idade: 20 anos
País: EUA
Universidade: Pepperdine
Experiência: sophomore (segundo ano universitário)
Posição: ala
Altura: 6’7.25″ (2,00m)
Envergadura: 7’0″ (2,13m)
Peso: 93,9 kg

Médias na última temporada: 17,1 pontos, 5,7 rebotes, 2,8 assistências, 0,8 roubos de bola, 0,8 tocos, 3,3 turnovers, 46,8% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 34,8% nas bolas de três pontos (com 4,3 tentativas por jogo) e 78,7% nos lances livres em 31,4 minutos

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Atributos físico-atléticos

  • Lewis, antes de tudo, apresenta ótimos atributos físicos para um ala profissional. A estatura pode nem chamar tanto a atenção, mas os seus fantásticos 2,13m de envergadura são flagrantes em jogo;
  • Possui condição atlética adequada para os padrões da NBA. Não é o jogador com mais velocidade e/ou impulsão, mas combina explosão e mobilidade. Fluido e ágil em quadra aberta;
  • Embora não seja particularmente forte, ele utiliza o físico de forma funcional em seu jogo. Sabe instrumentalizá-lo para ser impositivo contra os oponentes menos “corpulentos” – o que não é traduzível para a NBA.

 

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Ataque

  • Tem um controle de bola avançado, a princípio, para um ala. Mostra refinamento em movimentos de hesitação, por exemplo, que ficam até mais evidentes por sua mobilidade e controle corporal;
  • Gosto da sua movimentação e posicionamento sem a posse da bola. Sempre está espaçando a quadra postado nos corners, enquanto considero um cutter bastante subestimado e oportunista;
  • Os 34,8% de aproveitamento na última temporada não fazem jus à qualidade de Lewis como chutador de três pontos. Converteu, afinal, quase 45% dos seus tiros de longa distância em situações de catch and shoot;
  • Exibe um potencial intrigante, aliás, como criador de arremessos para si mesmo em média distância. Não gera separação a partir do drible, mas cria vantagens através do controle de corpo e trabalho de pés;
  • Reboteiro sólido para a posição por causa dos atributos físicos já citados. Em uma NBA de formações baixas, os alas e armadores que pegam rebotes são cada vez mais importantes;
  • Um dos detalhes mais particulares do seu jogo é a utilização de posses em post ups, aproveitando a disposição físicas e trabalho de pés. Pode explorar jogadores mais baixos próximo da cesta;
  • Apresenta upside por causa da capacidade emergente de criar arremessos. Mas, mesmo que esse recurso não “vingue”, possui um piso sólido encaminhado como um protótipo de “3D”.

 

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Defesa

  • Ímpeto e agressividade nas linhas de passe, às vezes “avançando” até o meio da quadra para pressionar os adversários. A média de 0,8 roubos de bola não faz jus ao seu impacto, pois desvia mais passes e cria desconforto;
  • Lewis, no entanto, carrega um problema quando o assunto é atenção defensiva. Tem tendência a marcar a bola, perde contato com atacantes muito facilmente e, por fim, não identifica necessidade de ajuda/cobertura;
  • Combina a envergadura e agilidade lateral para oferecer alguma versatilidade na marcação. Mas não aposto que vai conseguir lidar, por exemplo, com trocas para cobrir armadores profissionais;
  • A sua atuação defensiva, para resumir, é indisciplinada. Consegue redimir-se de erros porque possui uma notável capacidade de recuperação. Mas, nas quadras mais espaçadas da NBA, o buraco é mais embaixo.

 

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Pontos fracos

  • Por algum motivo, ele simplesmente agride a cesta muito menos do que poderia. Ignora (ou não identifica) as linhas de infiltração e, com isso, contenta-se demais com arremessos de média e longa distância;
  • Deveria ser difícil de ser contestado pela longa envergadura, mas é o contrário. Lewis revela-se surpreendentemente “acessível” para tomar tocos mesmo contra competição universitária por causa do baixo ponto de arremesso;
  • Cometeu 3,3 desperdícios de posses por partida na última temporada, ou seja, um volume insano. O caminho mais seguro para um calouro ter espaço na NBA é não acumular erros;
  • Eu fiquei surpreso, após analisar os vídeos, com a média de 2,8 assistências por jogo do prospecto. Afinal, a qualidade dos seus passes é para lá de questionável. Distribui pífios 0,85 assistências para cada turnover;
  • Não mantém a bola rodando no ataque, pois tende a segurá-la mais do que o ideal. Boa parte dos seus erros de ataque, aliás, são originários de lances que tornou complicados para si mesmo;
  • Será que Lewis faz os seus companheiros de time melhores? A princípio, suspeito que não. Tem uma visão de quadra bastante limitada e peca na comunicação defensiva, por exemplo;
  • Parece ser um jogador pouco atento ao jogo, nos dois lados da quadra, quando a bola não está em suas mãos. Regra de colegial: você descansa quando tem a bola, não quando está sem ela.

 

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Conclusão

Não sei se Lewis vai conseguir atingir o potencial que vemos, pois entregar a bola em suas mãos é uma temeridade. Mas, com o seu arremesso de longa distância, ele pode ter uma carreira firme pela frente em um papel menor.

 

Comparação: Devin Vassell (Spurs)

Projeção: TOP 35

Confira alguns lances de Maxwell Lewis

 

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