Dono do Warriors defende escolha de Jonathan Kuminga no draft
Joe Lacob teria sido um dos motivadores do time escolher o ala-pivô com sétima seleção de 2021

O Golden State Warriors cometeu um erro ao selecionar Jonathan Kuminga no draft de 2021? É consenso entre os fãs e analistas que sim, pois a franquia gastou uma sétima escolha de recrutamento em um atleta com estilo bem diferente do que o time jogava. Mas há uma pessoa na organização que segue firme na defesa da decisão. O dono Joe Lacob se recusa a admitir que a seleção foi uma falha.
“Antes de tudo, eu não vejo a escolha de Jonathan como um erro da nossa parte. Acho que nós podemos ter cometido algumas falhas na forma como a gente conduziu a sua passagem aqui. Talvez, ele cometeu alguns equívocos também. Não tenho dúvida, no entanto, de que ele é um jogador de NBA”, cravou o mandatário, em entrevista ao jornalista Tim Kawakami.
O Warriors até pode seguir confiante sobre o futuro de Jonathan Kuminga em outro time, mas é difícil ignorar quem foi selecionado depois do ala-pivô. Havia muito talento disponível. Alguns dos atletas que foram escolhidos após o ala-pivô são Franz Wagner (8), Alperen Sengun (16), Trey Murphy (17) e Jalen Johnson (20), por exemplo.
“Todos sabem que as coisas não correram da forma ideal, então tivemos que seguir em frente. Mas repito: ele é um jogador de NBA. Já disputou partidas de playoffs e se saiu muito bem. Isso não pode ser visto como um erro, pois há várias sétimas escolhas de draft que já nem estão mais na liga”, argumentou Lacob.
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Quem bancava
A postura de Joe Lacob sobre a escolha do Warriors de selecionar Jonathan Kuminga no draft, a princípio, não surpreende. Ele sempre foi um defensor da seleção, mas não só por uma questão institucional. Segundo Anthony Slater, da ESPN, o jovem era uma das apostas pessoais do mandatário e “custou” a aceitar que o time o trocasse.
“Uma pessoa, acima de todos, bancava Jonathan nos bastidores do time: Joe. Ele criou um vínculo bem forte com o jovem durante um jantar pouco antes do draft, em Miami. Por isso, ainda estava fixo com a ideia de que o jogador poderia ser o próximo astro da equipe. Não estava disposto a desistir”, contou o jornalista, em fevereiro.
Muitas pessoas garantem que Lacob, aliás, interferiu na escolha dos dirigentes do time para que selecionassem Kuminga. Ou seja, “pesou a mão” nos bastidores. Wagner, que acabou no Orlando Magic, seria um nome que agradava mais à direção do que o atleta vindo da G League. Não há confirmação sobre isso, mas os rumores são fortes.
“Joe não estava pronto para ceder em um sonho que não se encaixava com o elenco e sistema que o time jogava. A comissão técnica, certamente, não queria executar um estilo de jogo mais perto do que Jonathan ‘demandava’. O basquete do time não iria mudar as suas convicções por causa de um atleta”, concluiu Slater.
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