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Devin Booker: “EUA não vai ganhar medalha de ouro jogando assim”

Astro do Suns faz alerta depois de segundo tempo ruim da seleção em vitória contra a Austrália

devin booker eua ouro
Reprodução / Instagram

Os estadunidenses venceram o seu segundo amistoso preparatório para as Olimpíadas. Mas foi uma partida mais suada do que deveria. O Team USA, afinal, se complicou em um segundo tempo aparentemente tranquilo e controlado contra a Austrália. A equipe quase correu riscos na reta final. Para Devin Booker, o desempenho nos últimos 20 minutos não está à altura da quinta medalha de ouro seguida para os EUA.

“Nós entendemos que o tempo não está ao nosso favor no momento. Então, temos que trabalhar. Precisamos corrigir os nossos erros o mais rápido possível, pois, se jogarmos como aconteceu nesse segundo tempo, não vai dar certo. Não pode ser assim. Nós não vamos, certamente, ganhar a medalha de ouro jogando assim”, analisou o astro do Phoenix Suns depois do triunfo por 98 a 92.

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A seleção dos EUA chegou a ter 23 pontos de vantagem em certo momento do terceiro período. E, mesmo assim, viu a diferença cair para só quatro nos segundos decisivos. Tudo se complicou, sobretudo, por falhas dos próprios norte-americanos no duelo. Os comandados de Steve Kerr cometeram 18 desperdícios de bola e cederam 13 rebotes ofensivos, por exemplo.

“A gente não pode se sentir confortável. Eu acho que entramos no terceiro período em uma zona de conforto e, assim, tiramos o pé do acelerador. Quisemos só administrar, mas isso é inaceitável. A nossa segunda unidade movimentou a bola muito melhor do que os titulares hoje. Então, devemos fazer um trabalho superior envolvendo uns aos outros em nossas ações”, apontou o ala-armador Anthony Edwards.

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Garrafão

A Austrália “voltou” para o jogo, em síntese, dentro do garrafão. Os rebotes ofensivos já foram citados, mas o problema foi muito além disso. Os EUA tomaram 68 dos 92 pontos australianos dentro da área pintada. A titularidade de Joel Embiid começa a ser colocada em xeque, não por acaso. O técnico Steve Kerr admitiu o problema, mas acredita que a “lição” veio em um momento oportuno.

“Nós cedemos muitos pontos de forma fácil, antes de tudo. Foram cortes nas costas da defesa, rebotes ofensivos. E, assim, a partida simplesmente mudou de cara. Ficou bem mais complicada do que deveria. Mas é melhor viver esse aprendizado agora do que no meio da competição. Esse jogo tem alguns bons vídeos para analisarmos nos próximos dias”, ponderou o experiente treinador.

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O pivô Jock Landale foi o cestinha da seleção da Oceania, com 20 pontos. E vai piorar: nessa quarta-feira, os estadunidenses enfrentam os sérvios sob a liderança do craque Nikola Jokic. “A Sérvia é mais do que Nikola, mas, obviamente, ele é uma grande parte do que os faz especiais. Sabemos o que ele faz na NBA, então precisamos ter a atenção redobrada”, alertou Anthony Davis.

Adaptação

O prognóstico de Devin Booker para as perspectivas de medalha de ouro dos EUA, no entanto, são prematuras. É uma equipe ainda em período de preparação, afinal. Kerr utilizou vários quintetos que nem devem ser vistos durante os Jogos Olímpicos. Para Stephen Curry, a atuação no segundo tempo simboliza um time que ainda está em formação e adaptação.

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“Esse momento é de adaptação não só para mim, mas para todos os atletas do elenco. Estamos testando quintetos e formações porque queremos sentir como combinações diferentes de jogadores funcionam. Você joga cinco minutos e vai para o banco. Mas estamos começando a encontrar os times. E, no fim das contas, o ponto é entender como vamos criar bons arremessos”, explicou o astro.

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