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De surpresa, Magic Johnson deixa presidência do Lakers e desabafa: “Era mais feliz antes”

Ídolo da franquia acusa desgaste no cargo após decepcionante campanha do time angelino em 2019

Magic Johnson não é mais presidente de operações do Los Angeles Lakers. O ex-jogador surpreendeu a todos nos bastidores da franquia (e da NBA) ao anunciar a decisão de deixar o cargo gerencial na noite desta terça-feira. Em uma entrevista coletiva de extrema sinceridade, com lágrimas nos olhos, o ídolo admitiu não ter realizado um bom trabalho e possuir perfil incompatível para ocupar o posto.

“Essa é uma decisão difícil. Chorei antes de vir aqui e estou para chorar agora. É duro estar aqui quando você ama uma organização da forma como amo. Eu não queria decepcionar Jeanie [Buss, dona do time], mas quero voltar a divertir-me. Desejo voltar a ser quem era antes de assumir esse cargo. A verdade é que era mais feliz antes”, desabafou um dos maiores armadores de todos os tempos.

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Johnson foi nomeado presidente de operações em março de 2017, em meio a uma série de mudanças na direção do Lakers. Ele foi o líder do recrutamento do craque LeBron James, mas, ao mesmo tempo, responsável pela montagem do time que fracassou na atual temporada com várias contratações questionáveis. Ele reconhece que, no fim das contas, sua gestão decepcionou torcedores e a equipe.

“Jeanie não sabe que estou aqui. Não consegui ter a coragem de encará-la e avisar sobre minha decisão antes. Eu sempre vou querer preservar o meu relacionamento com ela. Acho que era mais divertido quando só era o seu ‘irmão mais velho’ e um embaixador da organização. Minha maior preocupação, no momento, é com minha relação com Jeanie”, contou Johnson, surpreendendo os repórteres.

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Buss não se zangou com a postura do amigo e, em nota oficial, o Lakers exaltou a figura de sua lenda. “Não há maior Laker do que Magic e estamos profundamente agradecidos pelo que realizou em prol da franquia – como jogador, embaixador e executivo. Nós queremos gratos por seu trabalho na presidência e ele sempre será, mais do que um ícone, parte de nossa família”, enalteceu, em nota oficial.

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Os questionamentos ao trabalho de Johnson iam além dos péssimos resultados. De acordo com Adrian Wojnarowski, da ESPN, a sensação é que ele nunca realmente se empenhou com a intensidade que o cargo exigia: ficava tempo limitado semanal nas instalações da franquia, não realizava ou participava da análise de jogadores e até fez inúmeras viagens de motivação pessoal ao longo da temporada.

“Eu sou um pássaro livre e estava algemado. As multas, acusações de aliciamento, eram reflexos de não poder ajudar jovens jogadores que queriam a minha ajuda. Não podia nem usar o twitter para parabenizar Russell Westbrook pelo histórico triplo-duplo do outro dia. Não gostava disso. Sinto que foi a decisão certa tomada no momento correto. Parece certo e sinto-me bem”, encerrou o ídolo.

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