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Como Lakers, venda de times virou uma tendência na NBA?

Liga passou por 11 mudanças no comando de equipes desde 2020 e preço de franquias dispara

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Reprodução / X

A liga, certamente, vive uma tendência estranha nos últimos anos. Incluindo a segunda venda do Los Angeles Lakers em 12 meses, a NBA teve 11 mudanças de comando em times desde 2020. As seis maiores negociações da história ocorreram nos últimos três anos. Afinal, o que está acontecendo? Segundo um ex-dono de franquia, o mercado passa por um aquecimento repentino e sem precedentes.

“Eu não sei se isso vai ser uma tendência. Mas, se alguém te faz uma oferta incrível, por que não vender? É claro que a maior parte dos donos de times os compram, a princípio, sem planos de vendê-los na primeira chance que surgir. No entanto, se uma pessoa for até Jerry Reinsdorf e oferecer US$10 bilhões pelo Chicago Bulls, por que recusar? Eu acho que esse é o ponto”, disse o empresário ao site Sports Business Journal.

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O Lakers é o símbolo dessa onda recente de negócios no alto comando da NBA. Mark Walter comprou a franquia da família Buss por US$10 bilhões em outubro de 2025, na maior operação da história da liga. Então, na última semana, Josh Kushner e Bob Iger fecharam a compra do time por US$12,5 bilhões. O intervalo entre essas transações é inédito e houve uma valorização de 25% em dez meses.

Resumo rápido

  • A NBA viu por 11 mudanças de donos e acionistas majoritários em seu times desde 2020.
  • Lakers passou por duas vendas em um ano, com valores recorde da liga.
  • Para um ex-dono de franquia, isso exibe um mercado que aqueceu de forma repetina.
  • Há uma mudança de perfil nos donos de time, que passam de torcedores para investidores.
  • O mercado frenético reflete uma liga que não sabe o valor exato dos seus times.

“Alguns times estão à venda porque as pessoas vêm fazendo essas propostas absurdas. Em alguns casos, chega a ser meio ridículo. Essa é uma questão que eu não acho que o pessoal previa: o tanto de dinheiro em circulação por aí. É claro que você deve ser um fã de basquete para entrar nesse negócio, mas tem muito dinheiro no mercado”, completou o ex-mandatário.

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Sem amor

As vendas de times também marcam uma mudança de perfil e “espírito” dos donos das franquias. Antes, os compradores costumavam ser empresários de sucesso locais ou da cidade em que o time está sediado. Mas, agora, expoentes do campo de investimentos tomam conta. Um analista de um banco de investimentos que está ligado a transações esportivas destacou os reflexos profundos dessa mudança ao site Front Office Sports.

“No passado, a gente via que as pessoas que compravam as equipes eram torcedoras. Eles tinham dinheiro e, então, quando os seus times favoritos estavam no mercado, a chance de uma vida aparecia. Mas isso está ficando para trás mesmo. As pessoas que compram agora não têm tanta afinidade com as franquias. Provavelmente, isso não é bom para os fãs em longo prazo”, admitiu o consultor.

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Esse movimento, no entanto, não é só negativo para os torcedores. O próprio ímpeto competitivo da NBA pode ter um baque. “A chegada dos fundos de investimento aos esportes é uma mudança brusca, pois tudo passa a ser bem mais um negócio do que paixão. Então, os novos donos não têm um amor ou carinho por esses times. Eles só têm amor e carinho pelo retorno financeiro”, concluiu o analista.

Bom negócio?

A segunda venda em um ano do Lakers, com enorme valorização, expõe outra questão sobre os times da NBA no mercado. Afinal, quanto vale uma equipe? Essa dúvida está cada vez mais forte nos bastidores da liga. Até porque uma área sem valor definido é um terreno fértil para o investimento e especulação financeira. Para o economista esportivo Victor Matheson, as operações são produto direto do cenário de incerteza.

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“Nós não estamos em um mundo em que as pessoas sabem qual é o valor justo de um time da NBA. Então, ninguém sabe se pagar US$5 bilhões por uma franquia é uma boa compra ou uma boa venda. Não dá para saber se alguém tirou vantagem do outro, por exemplo. O número de vendas não traduz uma insatisfação, mas a percepção de que chegou a hora de capitalizar em cima do mercado”, resumiu o especialista financeiro.

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