Com núcleo jovem talentoso, Hornets deixa de ser piada na NBA

Time de Charlotte é uma das boas surpresas da liga em 2025/26

NBA Hornets núcleo jovem Fonte: Reprodução / X

O Charlotte Hornets tem uma das melhores histórias da temporada da NBA, com a qualidade demonstrada por seu núcleo jovem. A equipe vive a maior seca da liga, já que não chega aos playoffs desde 2016. São três idas à pós-temporada, todas com eliminações na primeira rodada, nas últimas duas décadas.

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O fã da NBA mais novo pode não saber, mas o Hornets já foi competitivo. Tanto que chegou a quatro semifinais do Leste entre 1993 e 2002. Mas depois de gestões desastrosas, a franquia se tornou irrelevante. Uma piada mesmo.

No entanto, o cenário é animador, considerando a campanha acima do esperado em 2025/26. Hoje, o Hornets ocupa o nono lugar da conferência, com 26 vitórias em 55 jogos, e um núcleo jovem em ótima forma. São 12 triunfos nas últimas 15 partidas. Desse modo, Charlotte tem a melhor sequência da NBA no período.

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A virada de chave veio após a a mudança de comando da franquia. Michael Jordan é o maior jogador da história, mas como dirigente deixou a desejar. Afinal, em 13 anos como dono do time, não conseguiu nada. Há quase três anos, ele vendeu o Hornets por US$3 bilhões para um grupo liderado pela dupla Gabe Plotkin e Rick Schnall.

Com os novos donos vieram mudanças no basquete. Jeff Peterson assumiu o cargo de gerente-geral no lugar de Mitch Kupchak, que era um homem de confiança de Jordan. E uma das primeiras medidas do GM foi a escolha do técnico. Assim, a franquia deu um chance ao estreante Charles Lee, um dos assistente mais respeitados e bicampeão da NBA por Milwaukee Bucks (2021) e Boston Celtics (2024).

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No Draft de 2024, o GM do Hornets apostou alto em Tidjane Salaun, com a sexta escolha geral. Um projeto de longo prazo. Já no mercado, Charlotte assinou um contrato two-way com Moussa Diabate. Hoje, o pivô francês é titular do time.

Já no último recrutamento, Peterson merece nota 10. Selecionou Kon Knueppel na pick 4, Sion James na 33 e Ryan Kalkbrenner na 34. Três atletas com elevado QI de basquete. O primeiro é um arremessador de elite que briga pelo prêmio de calouro do ano. Já outros dois são peças importantes da rotação do Hornets.

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Em sua temporada de estreia, Knueppel já bateu alguns recordes. Afinal, ele se tornou o jogador do Hornets a fazer 800 pontos em menor tempo (42 jogos). Além disso é o jogador mais rápido na história da liga a acertar 100 bolas de três (29 jogos). Ou seja, o novato conseguiu a marca com a metade de jogos do craque Stephen Curry, maior arremessador de todos os tempos.

Dessa forma, Knueppel se junta a LaMelo Ball e Brandon Miller para formar o carro-chefe do núcleo jovem do Hornets na NBA. Em seu sexto ano em Charlotte, o armador está menos sobrecarregado e, finalmente, saudável. O ala, por sua vez, se tornou o cestinha da equipe. Há quem defenda (sou um deles) que o time precisa moldar o elenco em torno de Knueppel e Miller, e trocar LaMelo…

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O titular mais “velho” do Hornets é Miles Bridges, com 27 anos. Alvo de rumores de troca nos últimos meses, o ala-pivô segue na equipe pelo menos até o fim da campanha. O contrato dele, aliás, expira em 2027.

Próximos passos

O Hornets tem uma meta clara em 2025/26: voltar aos playoffs. Em grande fase, o time se mexeu bem na trade deadline. Assim, adquiriu o armador Coby White para liderar a segunda unidade. Ou seja, mais uma peça para ajudar o nono ataque mais eficiente da NBA.

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Caso mantenha o ritmo, o Hornets é presença quase certa no play-in. Além disso, não dá para descartar uma vaga direta nos playoffs, pois Charlotte tem apenas quatro vitórias a menos que o Philadelphia 76ers, sexto do Leste.

Mesmo que não consiga avançar na pós-temporada, o saldo da franquia já é positivo. Afinal, o Hornets retomou a credibilidade e tem um projeto valioso com o seu núcleo jovem, um dos mais talentosos da NBA. A reconstrução, portanto, vai muito bem.

No Draft deste ano, Charlotte terá direito a duas escolhas de primeira rodada. Hoje, uma delas seria de loteria. A outra, vinda do Phoenix Suns, no top 20. Em um recrutamento com fartura de bons armadores, o Hornets poderá abrir mão de LaMelo, jogador mais bem pago do elenco, mas que costuma deixar o time na mão devido às lesões.

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Outra opção é já pensar em um substituto para Bridges. Assim, uma das picks de 2026 poderá ser utilizada para selecionar um ala-pivô. Não faltam alternativas na primeira rodada para essa posição.

Portanto, bons ventos surgiram em Charlotte. A atual campanha é boa, surpreende, mas o Hornets tem a faca e o queijo na mão para fazer ainda mais barulho em 2026/27. De piada na NBA, a equipe passou a ter um projeto sólido, que merece a nossa atenção nos próximos anos.

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Escrito por:

Jornalista graduado pela UFMG e pós-graduado em Produção em Mídias Digitais pela PUC-MG. Natural de Ipatinga e residente em BH. Editor do Jumper Brasil desde 2007. Acompanha a NBA desde 1993. Contato: [email protected]

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