Dá vergonha alheia, mas nos últimos jogos, o Utah Jazz vem abraçando o tank com todas as suas forças. E o pior é que o Jazz ainda venceu um deles com Lauri Markkanen e Jaren Jackson Jr no banco contra o Miami Heat na rodada da última segunda-feira (9) da NBA.
Lauri Markkanen, que ficou em quadra por 38 minutos na derrota para o Toronto Raptors no dia 1° de fevereiro, começou a ter menos tempo desde então. Nos quatro jogos seguintes, ele atuou por uma média de 25.5 minutos. Apesar de tudo, o Jazz venceu dois deles.
Claro que quem joga na NBA não quer perder. Afinal, o jogador que pisa em quadra quer se valorizar e ganhar espaço. Então, quando os reservas entram, o nível de intensidade não cai. Pode até não ter o mesmo nível técnico, mas não falta vontade.
E como a liga anda “pegando no pé” de times que fazem o tank, a direção do Jazz resolveu inovar. Não deixa os jogadores principais fora por lesões fajutas, mas eles não entram no último quarto.
Simples assim.
Foi o que aconteceu com Jaren Jackson Jr e Lauri Markkanen nas últimas partidas do Jazz, enquanto a NBA faz vista grossa. Até porque não tem uma regra dizendo que o jogador saudável tem que ter x minutos. Eles atuaram, mas o técnico Will Hardy, a mando da direção, “puxa o freio de mão” no quarto período.
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É feio, é ruim, mas os jogadores principais estavam disponíveis e fizeram o que podiam. E eles jogam de forma séria, não dá para negar.
No período, Lauri Markkanen faz médias de 22.3 pontos, 5.8 rebotes e acerta 42.3% de três. Tudo isso em cerca de 25 minutos. Enquanto isso, Jackson soma 22.0 pontos, 4.5 rebotes (não é o forte dele de qualquer forma), 2.5 roubos de bola com o mesmo tempo de quadra.
Então, como a NBA vai reclamar se o Jazz está colocando os seus melhores jogadores nas partidas?
Após a vitória sobre o Heat no última segunda-feira, os jornalistas questionaram Hardy o quão próximo ele ficou de usar os dois no último quarto.
“Não fiquei”, disse o técnico.
A resposta de duas palavras surpreendeu, pois ele avisou, de forma clara, que não quer reforçar seu time para vencer. O Jazz soma 17 vitórias em 54 jogos na atual campanha e é o 13° na classificação do Oeste.
Mas tem mais um motivo: o Jazz tem de ficar entre os últimos oito de toda a NBA. Do contrário, sua pick vai para o Oklahoma City Thunder.
É que tem o Draft…
Nos últimos anos, a NBA mudou a loteria do Draft. Para ter uma ideia, o time com a pior campanha tinha as melhores chances de escolher primeiro. Então, a liga tentou acabar com o tank de duas formas:
- Play-in, dando até o décimo de cada conferência a chance de ir aos playoffs
- Igualando as chances dos três piores times, com 14%
Além disso, a NBA está dando multas a quem não respeita suas regras contra o tank. Como resultado, houve um reflexo imediato.
Desde 2019, quando a liga mudou a regra da loteria, o pior time não ficou com a primeira escolha.
| Ano | Pior time | Primeira escolha no Draft seguinte | Pos na campanha | Jogador | Pos no Draft do pior time |
|---|---|---|---|---|---|
| 2018/19 | Knicks | Pelicans | 23° | Zion Williamson | 3° (RJ Barrett) |
| 2019/20 | Warriors | Timberwolves | 28° | Anthony Edwards | 2° (James Wiseman) |
| 2020/21 | Rockets | Pistons | 29° | Cade Cunningham | 2° (Jalen Green) |
| 2021/22 | Rockets | Magic | 29° | Paolo Banchero | 3° (Jabari Smith) |
| 2022/23 | Pistons | Spurs | 29° | Victor Wembanyama | 5° (Ausar Thompson) |
| 2023/24 | Pistons | Hawks | 21° | Zaccharie Risacher | 5° (Ron Holland) |
| 2024/25 | Jazz | Mavericks | 20° | Cooper Flagg | 5° (Ace Bailey) |
Draft 2026
Apesar de não ser lindo, o Jazz tem motivos para deixar Lauri Markkanen e Jaren Jackson Jr no banco em jogos apertados na NBA. Afinal, o Draft de 2026 é considerado um dos melhores dos últimos anos, com talentos em toda a primeira rodada.
No último mock que a gente fez por aqui, Darryn Peterson, AJ Dybantsa, Cam Boozer e Caleb Wilson foram unanimidades nas quatro primeiras posições. Ou seja, ficar com uma das melhores picks deve gerar um jogador de nível All-Star no futuro próximo.
O Draft de 2026 é muito profundo. Talvez, um dos maiores em nível de talento em vários pontos. E olha que o de 2025 foi excelente. Maxime Raynaud, do Sacramento Kings, foi escolha 42, por exemplo. Na edição desta quarta-feira (11) para o melhor calouro do ano do site oficial da liga, ele já aparece em quinto.
Jahmai Mashack, por exemplo, foi escolha 59. Em seu último jogo pelo Memphis Grizzlies, ele fez 17 pontos.
Então, é por isso que o Jazz e outros times da NBA estão de olho no recrutamento. Se o de 2025 foi tão profundo, imagine o de 2026.
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Fonte: Reprodução / X

