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Cinco times que ficaram piores na agência livre da NBA

Listamos cinco equipes que estão com elencos piores que há um ano na offseason

NBA agência livre times
Reprodução / X

A ideia original era ter sete times que pioraram após a agência livre da NBA. No entanto, muitos deles são de reconstrução e não faria muito sentido estarem aqui. Mas um que deveria partir para isso vai tentar competir. Ao menos, por enquanto. Então, listamos aqui cinco, sendo três do Oeste e dois do Leste.

Boston Celtics

O Celtics viveu seus melhores anos na NBA, mas deve ter alguns problemas para enfrentar alguns times do Leste. Isso porque a conferência está melhor do que nas últimas temporadas. Se você pensar que o Washington Wizards, Charlotte Hornets e Indiana Pacers foram equipes que ficaram longe dos playoffs em 2025/26, saiba que estão bem mais fortes e vão competir na próxima campanha.

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As coisas já vinham mudando para o lado da equipe de Massachusetts. Desde a lesão de Jayson Tatum, a franquia ficou com medo das altas taxas que a liga anda impondo e decidiu abrir mão de vários campeões de 2024. Como resultado, Kristaps Porzingis, Al Horford, Jrue Holiday e Luke Kornet foram embora. A reposição passou longe de ser ao mesmo nível, embora o elenco ainda fosse bom o bastante para tentar competir.

Chance desperdiçada?

Opiniões são para serem debatidas. Enquanto algumas pessoas achavam que o Celtics não deveria lutar por vitórias em 2025/26 e tentar ficar melhor posicionado para o Draft de 2026, outras achavam que devia tentar esgotar todas as possibilidades. O técnico Joe Mazzulla foi na segunda opção e Boston foi um dos times que mais surpreenderam na NBA.

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Entretanto, cair na primeira rodada dos playoffs evidenciou a fragilidade do elenco. Enquanto isso, a chance de selecionar alguém como AJ Dybantsa, Cam Boozer, Darryn Peterson e Caleb WIlson, passou.

Para piorar, a direção trocou Jaylen Brown, o cara que conduziu o time aos playoffs. O problema não estava tanto em trocar Brown, mas no que recebeu. Afinal, Paul George é sete anos mais velho, não consegue ficar tanto em quadra e uma das duas escolhas de Draft podem nem chegar a Boston. Isso, sem contar que o mandou para um rival de divisão.

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Além disso, o Celtics fechou com Mitchell Robinson e Mike Conley na agência livre da NBA, após deixarem seus times. Enquanto Conley é um veterano e não deve ficar tanto em quadra por opção técnica, Robinson sofre do mesmo problema que George.

Por fim, Boston não encontrou um armador no mercado e terá de usar Payton Pritchard na função. Aliás, ninguém sabe se a direção estava atrás de alguém da posição, mas era algo necessário. Afinal, a experiência com Derrick White na armação derrubou seu percentual de arremessos de três, algo que Mazzulla não gostou.

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Los Angeles Clippers

Alguns times da NBA sofrem “desmanches” de tempos em tempos. É o fim de um ciclo dando abertura para o início do próximo. E o Clippers está no meio disso, ao menos até aqui.

Se você pensar que Brook Lopez é o pivô titular, já dá para entender o que estamos dizendo. Claro que ainda deve ter Bennedict Mathurin e pode contar com Brandon Ingram se a liga liberar a troca. Mas está bem claro que o Clippers está menos forte no papel do que estava há um ano.

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Pense no seguinte: na agência livre de 2025, o time tinha Kawhi Leonard, Ivica Zubac, James Harden, e ainda contratou Chris Paul e Bradley Beal no mercado. Claro que ninguém tinha ideia que Paul viveria um fiasco em seu último momento da carreira e Beal pouco jogasse, mas era bem mais forte que hoje.

Aspiration

A empresa, que possivelmente pagou parte dos salários de Leonard, pode ter ajudado o Clippers a entrar no maior buraco de sua história. É óbvio que a NBA tem culpa nisso e não deixou claro aos times que a equipe de Los Angeles estaria próxima de ser punida na agência livre. Era para ter o anúncio disso antes do Draft.

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Mas ao deixar para barrar a troca de Kawhi para o Toronto Raptors em cima da hora, dá um sinal péssimo de que perdeu o momento de fazer algo. Se vai punir ou não, isso é com Adam Silver e toda a investigação que levou cerca de um ano. Mas o fato é que atrapalhou o futuro do próprio Clippers.

Enquanto fica na incerteza do que vai acontecer, a direção tentou trocar Leonard, imaginando que a liga pudesse “esquecer” do assunto. Não foi assim. Agora, os times precisam esperar pelo aval da NBA, mas uma punição é dada como certa.

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Los Angeles Lakers

Estava claro que a direção do Lakers queria encerrar a parceria com LeBron James. Então, antes que isso acontecesse, o próprio LeBron foi lá e falou que não ia voltar. Seja por ego ou qualquer outro motivo, isso foi um final mais feliz do que poderia ser. Afinal, agora existe a chance de James ajudar seu antigo chefe (Rob Pelinka) com uma sign and trade na agência livre.

Ou seja, LeBron assina um novo vínculo e vai para outra equipe. É possível? Sim. Provável? Nem tanto.

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Isso porque James sempre deixou seus times muito piores quando saiu na NBA. Foi assim com o Cleveland Cavaliers (nas duas vezes) e Miami Heat. Por sua conta, as franquias trocaram seus futuros (escolhas de Draft) por reforços imediatos. Custa caro e é o que está acontecendo com o Lakers no momento.

Apesar de tudo, a ideia da direção era mesmo se livrar de LeBron e, assim, o fez. Agora, é cercar Luka Doncic de reforços.

Reforços?

Bem, o Lakers entrou na agência livre da NBA como um dos três times com mais espaço na folha salarial. O problema é: não tinha ninguém de peso disponível.

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Muito por conta do atual CBA (Acordo Coletivo de Trabalho), os principais agentes livres fecham acordos prévios. Eles não querem deixar para a offseason mais. A lição de Dennis Schroder assusta muitos atletas. Para quem não sabe, o alemão tinha uma proposta de extensão com o próprio Lakers e optou por testar o mercado.

Schroder tinha uma proposta de US$84 milhões por quatro anos em 2021, o que era um bom contrato. Acabou aceitando US$5.9 milhões por uma temporada no Boston Celtics, pois o mercado secou. Então, a agência livre deixou de ser o grande momento para extensões, a não ser as prévias.

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E o Lakers, em 2026, foi quem sofreu com isso. O espaço até existia, mas o melhor que conseguiu foi Walker Kessler, em uma sign and trade com o Utah Jazz. Claro que Quentin Grimes, Collin Sexton e Sandro Mamukelashvili são bons reforços, mas secundários.

É preciso ter calma para avaliar os times na agência livre da NBA e entender como eles podem render em quadra. No entanto, até o momento, o que aparece no papel é inferior ao que tinha há um ano.

Milwaukee Bucks

Ninguém perde o melhor jogador da história de uma franquia e não sente os efeitos. No entanto, a direção do Milwaukee Bucks rejeita o tank. Todo mundo sabia que o Bucks não manteria Giannis Antetokounmpo, exceto as pessoas de Milwaukee. Estava na cara que aconteceria, pois Giannis quer ter chances de lutar por mais um título na NBA e foi atrás de times que pudessem dar isso a ele.

Foi o Miami Heat, então ele vai fazer de tudo para encerrar a carreira com mais um título na liga.

Enquanto isso, o Bucks já deveria estar se preparando para movimentos de Myles Turner, Kyle Kuzma e todos aqueles com contratos mais pesados. Afinal, o que era ruim com Giannis, é muito pior sem ele.

Vai tentar competir, enquanto o elenco mostra que deveria ser reconstruído. A sorte (ou competência) é que terá um bom técnico para cuidar: Taylor Jenkins. Poucos times entraram na agência livre da NBA em uma posição tão boa pela reformulação quanto o Bucks, mas a direção acha que não.

O provável quinteto titular tem Myles Turner, Kyle Kuzma, Jaime Jaquez, Tyler Herro e Ryan Rollins. Enquanto isso, o banco terá Kevin Porter, AJ Green, Gary Trent Jr e Kel’el Ware.

O Bucks está pior que na última campanha pelo motivo Giannis, mas vai encarar uma conferência mais forte. Ao menos, o novo elenco pode se transformar em boas escolhas de Draft e partir dali na agência livre de 2027.

Sacramento Kings

Assim como o Bucks, o Kings não vai partir para a reformulação de elenco. Apesar de todos os rumores e movimentos iniciais, o time vai manter Domantas Sabonis e Zach LaVine. Até dispensou DeMar DeRozan, mas mais como uma forma de economizar do que o que seria o normal: dar minutos a Nique Clifford.

Terá o armador Darius Acuff como titular, mas vale lembrar que ele ainda é cru e tem vocação ofensiva. Não é o mesmo do outro lado da quadra. Nem de longe. Vai criar grandes momentos, pois tem muito talento. No entanto, a franquia vai ver um jogador que força muito no individualismo. Além disso, não deve estender com Russell Westbrook, que fez boa temporada.

Tudo bem para quem está em reconstrução, mas a palavra na direção é que vai tentar competir com o que tem. E, sinceramente, não é bom.

O Kings tem tudo para ter uma das piores campanhas não só de times do Oeste, mas de toda a NBA.

Era o momento de dar espaço a Maxime Raynaud, mas flertou com troca por Jalen Duren (em sign and trade), não vai trocar Sabonis e não tem mercado para desovar o contrato de LaVine. Vai ser mais um ano daqueles.

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