A saúde mental virou um tema de séria discussão na NBA nos últimos anos. Os atletas, por exemplo, receberam apoio para falar do assunto de forma aberta e serem agentes de conscientização. Com isso, a liga se tornou uma aliada da sociedade no combate a esses transtornos. Ou assim foi até o último sábado, pois Charles Barkley crê que a suspensão de Paul George foi um grande passo para trás nesse sentido.
“Tem alguma coisa estranha rolando. Se você tomou uma medicação para a sua saúde mental, certamente, isso não deveria ser avaliado como doping. Não faz sentido para mim. A NBA não pode dar voz a atletas como Paul e DeMar DeRozan para, logo em seguida, tomar uma decisão assim. Eu não brinco com esse assunto, então uma medicação para esse fim deveria receber passe livre”, cravou o ídolo.
Paul George foi suspenso de 25 jogos por causa da violação da política antidrogas da liga. O astro do Philadelphia 76ers confirmou que ingeriu um remédio que inclui uma substância proibida pela NBA no tratamento dos seus problemas de saúde mental. Ele assumiu o erro e aceitou o “gancho” sem reclamação. Charles Barkley crê que esse cenário, a princípio, seria o bastante para perdoar o veterano.
“A gente não deveria ter nenhum jogador em nossa liga sofrendo com doenças de ordem mental. Por isso, se há uma pílula ou qualquer tipo de remédio que possa ajudar, temos que defender o seu uso. E deveria receber um passe livre, pois sabemos que não é uma questão de melhora de performance. Isso é o que faria sentido alinhado ao discurso da liga”, reforçou o membro do Hall da Fama.
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De acordo
Charles Barkley não foi o único comentarista do programa “Inside the NBA” a ter uma posição crítica à liga. O colega Kenny Smith compartilhou uma visão bem parecida. É claro que todas as atitudes e dar voz aos jogadores é um sinal importante de apoio na comunidade dos esportes. Mas, dentro desse cenário, a punição a Paul George é como negar tudo o que foi feito antes.
“Se todas as informações que recebemos estão corretas, eu vejo uma contradição aqui. Você defende o combate dos transtornos mentais, mas a liga te impede de tomar uma medicação para isso. Para mim, isso não faz sentido. É um discurso meio contraditório, pois discurso e ação não se alinham. Então, eu não acredito que Adam Silver tenha tomado essa decisão”, opinou o analista.
Smith crê que a saúde mental de George pode ser comparada com uma questão de emergência médica. E, por isso, justifica medidas de exceção. “Imagine se um jogador estivesse sofrendo um ataque cardíaco e recebesse o remédio para salvá-lo. Eu duvido que, depois de duas semanas, ele jogasse e fosse punido por causa dessa ingestão. A liga não faria isso”, concluiu.
Por outro lado
Mas nem todos concordam com a visão de Charles Barkley para o caso de Paul George. O outro colega de bancada dele, Shaquille O’Neal, já não foi tão compreensivo com a situação. É claro que o lendário pivô entende que o combate aos transtornos mentais é uma bandeira importante para a NBA. No entanto, a política antidrogas da liga sempre esteve bem definida e precisa ser cumprida com rigidez.
“É bom ter o seu time completo antes dos playoffs, então o que aconteceu com Paul é uma pena para o Sixers. Mas todos nós, jogadores, recebemos uma cartilha de comportamento. Dentro dela, tem uma lista de substâncias proibidas e o tempo que leva para ‘tirá-las’ do nosso organismo. Por isso, sem julgar o que Paul fez ou não, esse é o tipo de coisa que não pode acontecer”, argumentou Shaq.
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Fonte: Reprodução / X

