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Cavs e Warriors passeiam e estão nas finais de conferência

Finalistas da NBA dos últimos dois anos, times buscam novo reencontro

LeBron e Curry 2

Finalistas da liga nos últimos dois anos, Cleveland Cavaliers e Golden State Warriors não tomaram conhecimento de seus oponentes nas duas primeiras rodadas dos playoffs e já estão garantidos nas decisões de suas conferências. Disso, todo mundo sabe. Que eles eram os favoritos, também. Agora, o que surpreende, é a facilidade que vão encontrando.

As duas equipes venceram seus oito jogos até aqui e esperam, no mínimo, até o fim de semana para começarem a definir quem vai para a final da NBA. Houston Rockets e San Antonio Spurs disputam o quinto embate da série semifinal nesta terça-feira e, pelo menos, ela vai até a próxima quinta-feira. Já Boston Celtics e Washington Wizards, jogam até sexta-feira, ou até a próxima segunda-feira, quando acontece um hipotético jogo 7.

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Varridas acontecem nos mata-matas. São até normais. Mas pela primeira vez na história, dois times avançam atropelando os seus adversários até a final de conferência. Cavs e Warriors assombram seus oponentes nas semifinais. O time de Ohio superou o Toronto Raptors por uma média de 15.3 pontos por jogo, enquanto a equipe de Oakland bateu o Utah Jazz por 15 pontos.

Claro que conta o fato de Raptors e Jazz terem atuado sem seus principais armadores em duas partidas. Kyle Lowry (Raptors) e George Hill (Jazz) se machucaram e deixaram suas equipes na mão. Não por querer, claro. Mas toda uma programação feita em cima de ambos, foi para o espaço na hora em que seus times mais precisavam. Porém, quais seriam as chances de evitarem a varrida? Honestamente, acho que nenhuma ou quase nada. Raptors e Jazz tinham elenco profundo e eles foram substituídos por Cory Joseph e Shelvin Mack, respectivamente. Existe a perda técnica, óbvio, mas os dois times chegaram até onde poderiam. Esse é o ponto. Cavs e Warriors passaram o carro.

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O Cavaliers acabou a temporada regular em segundo no Leste. Para alguns, incluindo eu, o time abriu mão da primeira posição para evitar o confronto contra o Chicago Bulls na primeira rodada. Vale registrar que o Bulls derrotou o Cavs nos quatro jogos da fase inicial. LeBron James, Kyrie Irving e Kevin Love, foram poupados durante alguns jogos naquele período. Sobrou para o Celtics, que chegou a estar perdendo a série por 2 a 0, mas virou em 4 a 2. E essa mudança de atitude fica nítida na hora em que a coisa fica séria: a defesa da equipe de Cleveland, um horror até abril, evoluiu “do nada” nos playoffs.

O Warriors, por outro lado, foi novamente soberano no Oeste e atingiu 67 vitórias (mesma campanha do ano do título) em 2016-17. Kevin Durant, principal contratação não só da equipe, mas da NBA na última offseason, se machucou, ficou vários jogos de fora, e mesmo assim a equipe seguiu na ponta. O time até chegou a ser importunado pelo San Antonio Spurs em determinado momento, porém acabou em primeiro. Stephen Curry, que até então fazia uma temporada “normal” para os seus padrões, voltou a produzir o seu melhor basquete depois de uma sequência ruim e lidera a equipe nos playoffs com 27.1 pontos e um aproveitamento de 41% nos tiros de longa distância. Isso sem contar com o que Draymond Green está jogando. Candidato ao prêmio de Melhor Defensor da temporada, Green sobra em cima de seus oponentes e tem sido importante dos dois lados da quadra. Lembra que Curry acerta 41% de três? Então… Green está com 51.2%, além de ter as melhores marcas do time em rebotes (9.1), assistências (7.3), roubadas (2.0) e bloqueios, (2.6).

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Mas se estamos falando de números, é bom dar uma olhada em LeBron. O astro do Cavaliers sustenta 34.4 pontos, 9.0 rebotes, 7.1 assistências, 2.1 roubadas, 1.5 bloqueio e aproveitamentos de 55.7% nos arremessos de quadra e 46.8% em três pontos.

Sim, foi contra Indiana Pacers e Toronto Raptors. Sim, foi no Leste. Mas sim, ele faz toda a diferença. É incontestável, ainda que alguém queira diminuir isso. James está fazendo a sua melhor campanha nos playoffs em todos os tempos, aos 32 anos.

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Warriors e Cavs são os potenciais finalistas da NBA, mais uma vez. Pensar diferente disso é apostar no jacaré em luta contra o Tarzan. Imprevistos acontecem, como contusões e suspensões. Mas hoje, os dois parecem não ter adversários em suas conferências.

Rockets x Spurs

Quem passar entre Spurs e Rockets já sabe que terá uma pedreira pela frente. A equipe de San Antonio perdeu Tony Parker pelo resto dos playoffs. O veterano só poderá jogar dentro de seis a oito meses. Patty Mills não tem sido titular, mas é quem o substitui por mais tempo. O calouro Dejounte Murray assumiu o lugar do francês no quinteto inicial. Já o Rockets, não terá Nenê daqui em diante. O brasileiro sofreu uma lesão na coxa e é desfalque certo. Vinha do banco, porém era uma das principais peças da rotação de Mike D’Antoni.

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Kawhi Leonard precisa cada vez mais do apoio de LaMarcus Aldridge para avançar. O problema é que Aldridge tem sido pouco eficaz no ataque. Para piorar, Pau Gasol, contratado para o lugar de Tim Duncan, aposentado, caiu muito de produção neste ano.

Já James Harden, parece estar se recuperando de várias contusões (pulso, joelho, cotovelo e tornozelo). Nos últimos dois jogos, o camisa 13 produziu 35.5 pontos e 8.5 assistências e redimiu-se dos 13 pontos anotados na segunda partida da série.

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O jogo 5 acontece nesta terça-feira, em San Antonio.

Celtics x Wizards

A série também está empatada. O Boston Celtics sofreu para vencer o Washington Wizards em casa nos dois primeiros jogos e, longe de seus domínios, não viu nem a cor da bola. O time de Massachusetts ainda tenta encontrar meios de superar o oponente em condições normais, mas não está fácil parar John Wall e Bradley Beal.

Contra o Celtics, Wall possui médias de 27.8 pontos, 12.3 assistências e 2.8 roubadas. Como escrevi na previsão da série, o matchup contra Isaiah Thomas o favorece. E Thomas até tira leite de pedra, como nos 53 pontos obtidos na segunda partida. Mas a diferença defensiva é brutal. Wall sobra no quesito. Do outro lado, no entanto, estão Avery Bradley, Marcus Smart.

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A quinta partida acontece amanhã, em Boston.

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