Sete trocas foram a prova de que o Chicago Bulls de ter um elenco que não passa do play-in da NBA. A franquia foi bem ativa antes do fim da janela de transferências e, com isso, fez uma grande reformulação no time. É a tentativa do 11o colocado do Leste, antes de tudo, sair de uma rotina chata. Esse pode ser o quarto ano seguido que a equipe vai para a repescagem de conferência.
“O play-in nunca é o nosso objetivo. Não queremos só isso, pois ser campeão é a nossa meta sempre. Esse fim de janela mostrou que já entendemos a situação em que estamos, mas não estamos satisfeitos com isso. Ficamos no meio da tabela nos últimos quatro anos, então precisávamos de mudanças. Isso não é o que queremos”, afirmou o vice-presidente da franquia, Arturas Karnisovas.
Dá para dizer que o Bulls, em síntese, “destruiu” o seu elenco. Afinal, essas trocas incluíram o principal pontuador (Coby White) e reboteiro (Nikola Vucevic) do time na campanha. Dois reservas cruciais, além disso, foram embora: Ayo Dosunmu e Kevin Huerter. Tudo sugere um processo de reconstrução, mas Karnisovas se nega a definir as movimentações assim.
“Eu não gosto desse termo (rebuild). O que posso dizer é que não estamos satisfeitos com a nossa situação competitiva. Mas, ao mesmo tempo, nós temos um compromisso por construir da forma certa. Não vamos queimar etapas. É um processo que exige paciência, mas a gente deu o primeiro passo. Eu acho que fizemos uma mudança em termos de abordagem do nosso time”, resumiu o dirigente da NBA.
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Flexibilidade
É fato que as trocas afastaram o elenco do Bulls de ser competitivo no resto da temporada da NBA. Em particular, com a evolução do Charlotte Hornets na classificação do Leste. Mas o plano de Karnisovas nunca passou por isso. Ele priorizou se colocar em uma boa condição para moldar a equipe depois da temporada. Provavelmente, um grupo construído em torno de Josh Giddey e Matas Buzelis.
“Um dos pontos das nossas movimentações é que, olhando para a offseason, seguimos com a nossa flexibilidade. Isso vai nos trazer muitas opções seja em termos de agentes livres, trocas ou draft. Ter uma condição flexível é sempre importante porque permite que sejamos pacientes, mas também decisivos se a chance certa surgir”, explicou o executivo.
Karnisovas sabe que, a princípio, os torcedores não se animam com nove escolhas de segunda rodada de draft. Mas ele pede que não se menospreze esses ativos. “Eu sei que as pessoas podem achar que não há muito valor nisso, mas elas são bem importantes. Afinal, eu aprendi que você nunca tem escolhas demais quando pensa no futuro”, defendeu
Agentes livres
Um aspecto de alguns jogadores trocados pelo Bulls chama a atenção. Vucevic, White e Dosunmu vão ser agentes livres ao fim da temporada. Ou seja, negociá-los foi uma forma de pegar algum tipo de ativo por atletas que já não estavam nos planos. O vice-presidente de operações admitiu que as trocas sinalizam o que pensavam sobre investir nesses nomes.
“Nós começamos o ano com muitos atletas em fim de contrato. A trade deadline, então, foi uma boa oportunidade de fazermos uma avaliação sobre como iríamos agir na agência livre. Nesse processo, conseguimos várias escolhas de draft e alguns atletas em quem queremos dar uma olhada nesse fim da temporada. Por isso, eu sinto que foi um bom trabalho”, concluiu Karnisovas.
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Fonte: Reprodução / X

