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Bradley Beal: “Se for minha escolha, eu quero jogar a carreira inteira no Wizards”

Astro garante lealdade em Washington, sonha em ter camisa aposentada e vê significado único em conquista de título pela franquia

Se o Washington Wizards permaneceu minimamente relevante nas últimas duas temporadas, a franquia precisa agradecer a Bradley Beal. O ala-armador assumiu o comando do time e consolidou-se como all-star da NBA durante a longa ausência de John Wall das quadras. E, quando todos especulavam sobre pedido de troca, ele foi contra a maré e assinou uma extensão prévia com a equipe.

“Eu odeio mudanças. Se for minha escolha, quero jogar a minha carreira inteira em Washington. Sou leal como Damian Lillard e sei que ganhar aqui seria muito mais especial, pois faria todos esses anos de luta valerem a pena. Poderia ir para Boston ou Miami, mas não seria o meu time. É preciso brigar pelo que quer sem deixar de respeitar o que acredita”, contou o astro, em entrevista ao site The Undefeated.

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Beal está realmente lutando para recolocar o Wizards entre os melhores do Leste, mas, especialmente sem Wall, o seu esforço tem sido em vão na maior parte das noites. Ele ficou notabilizado recentemente, antes da suspensão da temporada, por tornar-se o primeiro atleta a registrar atuações de 50 pontos em jogos feitos em dias consecutivos, mas sair derrotado nas duas partidas.

“Estatísticas são ótimas. Eu estou jogando em um nível inacreditável e satisfeito com a minha evolução como jogador. Mas, ao mesmo tempo, fico desapontado por haver outra área em que gostaria de estar melhor: as vitórias. Sou um vencedor e, por isso, não me traz alegria marcar 50 pontos em derrotas. Não poderia importar-me menos com números. Eles não fazem sentido sem vencer”, desabafou.

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Beal acumula médias de 30.5 pontos, 4.2 rebotes e 6.1 assistências na temporada, atuando mais de 36 minutos por noite. Assim, ele passou a ser o jogador com mais alta média de pontos da história moderna da NBA a não ser eleito para o Jogo das Estrelas. O ala-armador acredita ter sido injustiçado na votação de fãs e técnicos, mas aprendeu a relativizar esses fatores com o que viu nos últimos meses.

“Precisei viver a morte de Kobe Bryant para notar que não importam os pontos, façanhas e reconhecimentos que recebemos. Tudo gira em torno do impacto que deixamos. As pessoas vão esquecer o número de vezes que você foi all-star, mas aquela marca que deixou nelas fica para sempre. É o esforço em quadra todas as noites e a inspiração que suscitamos que serão lembradas”, refletiu.

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Quando assinou uma extensão prévia de US$72 milhões por duas temporadas com o Wizards, Beal agiu para comprovar as suas palavras de carinho com a franquia e assumiu um compromisso consciente. E engana-se quem acredita que, hoje, ao ver a classificação indicar só 24 vitórias em 64 partidas para o time na temporada, ele se arrepende. Seus olhos estão no futuro e em objetivos muito maiores.

“Eu já poderia ter ido embora. Querer a minha camisa aposentada em Washington é um dos fatores que motivou-me a estender meu contrato, quando todos falavam em outros times. Todas as noites, vejo cinco nomes no teto do ginásio – cinco dos maiores jogadores que já tocaram em uma bola de basquete – e isso é realmente especial. Já são oito anos atuando aqui e quero ser um deles”, concluiu o astro.

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