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Ativista, Jaylen Brown se inspira no lendário Bill Russell

Astro de 29 anos reverencia um dos maiores jogadores da história da NBA

Jaylen Brown Bill Russell
Reprodução / X

Em conversa com o podcast Sportuality, Jaylen Brown falou sobre o seu lado ativista e que o lendário Bill Russell é uma referência para ele. De acordo com o astro de 29 anos, o icônico ex-pivô do Boston Celtics é um exemplo a ser seguido por todos os atletas.

Além disso, o novo jogador do Philadelphia 76ers explicou o que o motiva, além do basquete. Jaylen Brown disse ainda que sonha em inspirar a próxima geração e em ver um mundo mais justo.

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Bill Russell é o exemplo máximo do atleta ativista que uniu palavras aos atos. Ele viveu tudo isso em uma época muito mais violenta e mais perigosa para sua carreira, sua saúde física e mental. Quando eu olho para alguém como ele, que abriu o caminho, era impossível para mim chegar aos 19, 20 anos e não seguir seus passos, não falar com orgulho sobre certas coisas”.

“Mesmo que eu sofra críticas, que algumas pessoas queiram que eu fique quieto, graças a pessoas como Bill Russell eu não posso fazer isso. Não importa como seja o resto da minha carreira, eu sempre usarei minha voz. Além disso, eu sempre usarei minha plataforma para defender o que considero justo, ético e íntegro. Eu aguento as consequências”.

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“Minha motivação é inspirar a próxima geração, ver um mundo melhor no futuro. Eu quero que os atletas comecem a trabalhar juntos! Quero ajudar a melhorar o sistema educacional dos EUA. Além disso, minha meta é redistribuir recursos nas comunidades pobres. É isso que me motiva. Quando eu não tenho vontade de treinar de manhã, eu penso em tudo isso. Enfim, esse é o meu combustível”, disse Jaylen Brown.

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Como Jaylen Brown bem disse, Bill Russell é um pioneiro no ativismo entre os atletas. Ídolo do Celtics, o ex-pivô é o maior campeão da história da NBA. Afinal, conquistou 11 títulos em 13 anos de carreira (1956-1969), incluindo dois acumulando os papeis de técnico e jogador.

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Além disso, Russell foi eleito cinco vezes MVP da NBA, assim como Michael Jordan. Jogou 12 All-Star Games e fez parte dos quintetos ideais da liga em 11 oportunidades. Assim, ele entrou nas listas comemorativas dos 25, 30, 50 e 75 maiores jogadores da história da NBA.

Mas fora de quadra, Bill Russell foi uma força na luta pelos direitos civis. Marchou ao lado de Martin Luther King, liderou os boicotes contra práticas racistas na NBA e, por fim, discursou contra a segregação. Os seus esforços terminaram reconhecidos, como resultados, com a Medalha Presidencial da Liberdade.

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Depois do falecimento de Bill Russell, aos 88 anos, em julho de 2022, a NBA anunciou que a camisa #6 seria aposentada por todos os times em homenagem ao veterano.

Jaylen Brown não suporta as injustiças

Além de se inspirar em Bill Russell, Jaylen Brown falou sobre os problemas da cidade de Boston. Nos dez anos em que jogou pelo Celtics, ele viu de perto as mazelas que assolam a cidade.

“Boston tem muitas pessoas incríveis. Muitas delas lutam com convicção para tornar o mundo um lugar melhor. Mas Boston também é a capital de muitas injustiças. As desigualdades de riqueza, a taxa de detentos, a falta de oportunidades… A lista é longa. Uma grande parte da hegemonia que existe nos EUA também está ligada a Boston”.

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“Eu já falei sobre isso publicamente, e também trabalho em alguns temas em particular. Vivo em Boston há dez anos. Então, eu também faço parte do problema. Preciso descobrir como usar minha plataforma para construir soluções. Boston tem grandeza, mas também tem esqueletos no armário dos quais ninguém gosta de falar”, concluiu Jaylen Brown.

Por fim vale lembrar que, em maio de 2020, Jaylen Brown liderou um protesto pacífico contra a violência policial e o racismo, em Atlanta, após a morte de George Floyd. Após dirigir 15 horas desde Boston, ele usou um megafone para defender que a voz de jovens atletas e da comunidade negra precisa ser ouvida contra as injustiças sociais.

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Já em janeiro de 2021, Jaylen Brown apontou o contraste no tratamento policial durante a invasão ao Capitólio dos EUA em comparação aos atos do movimento Black Lives Matter.

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