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Associação de Jogadores da NBA quer fim de multas pesadas

Dirigentes afirmam que aprons acabaram com núcleos de times nos últimos anos

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Reprodução / X

A Associação de Jogadores da NBA (NBPA) não está feliz com os aprons (multas) e todas as penalizações que a liga impõe aos times que superam limites de valores. De acordo com David Kelly, presidente da entidade, é preciso que a liga faça alterações o mais rápido possível.

“Nós não somos fãs do segundo nível de multas”, disse Kelly. “A proposta não veio de nossa parte. Então, acho que nós devíamos ter feito  um trabalho melhor em brigar contra isso. Mas, no futuro, nós vamos ter mais união e vamos lutar melhor. Nós estamos vendo isso acabar com os times e forçar decisões que não sejam de basquete”.

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Segundo Kelly, a NBA está vendo cada vez mais jogadores deixando equipes por motivos financeiros, o que é ruim para o negócio. Mas, principalmente, as franquias perdem atletas sem o menor poder de barganha. Afinal, eles querem ganhar melhores salários e as equipes não podem segurar.

De acordo com as regras de 2023, com o CBA (Acordo Coletivo de Trabalho), os times que estiverem acima de US$209 milhões (em 2026/27) perdem vários direitos. Mas se o valor supera os US$221.7 milhões, a situação fica ainda pior, perdendo possbilidades de negociações, combinar salários em uma troca e até escolhas de Draft.

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Para ter uma ideia, um time acima do segundo nível de multas, não pode receber jogadores via sign and trade. Ou seja, aqueles que assinam vínculos com uma equipe e vão para outra, como no caso de Walker Kessler para o Los Angeles Lakers. A franquia de Los Angeles obteve o direito por ficar abaixo dos aprons.

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Na agência livre de 2026, o Boston Celtics trocou o astro Jaylen Brown para o Philadelphia 76ers por tal motivo. De acordo com Brad Stevens, nomes como Jaylen Brown e Jayson Tatum não podem mais ficar juntos em um mesmo time. Como resultado, chegou Paul George. Aliás, foi por conta das multas que a Associação de Jogadores da NBA tenta mudar as regras.

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O Celtics recebeu o pivô Mitchell Robinson como agente livre, pois o New York Knicks não conseguiu manter o atleta. Segundo James Dolan, dono do Knicks, é impossível ficar acima do segundo apron na liga atualmente. Por isso, não teve a menor chance de manter Robinson e viu um rival se reforçar com um antigo jogador da equipe.

“Eu não sei como os fãs do Celtics ou do Knicks vão dizer que todo mundo está bem. Você tem um time que foi campeão e não terá seus jogadores juntos. Nós vemos isso como um problema para os nossos jogadores, mas ainda para os fãs e a própria NBA. Como vamos ter certeza de qual sistema não vai atrapalhar o interesse dos fãs e o interesse dos jogadores, por conta de um tipo de controle? Nós achamos que os jogadores devem tomar suas próprias decisões e que não devemos ficar… de olho no bolso deles”, concluiu Kelly.

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Por enquanto, Minnesota Timberwolves e Oklahoma City Thunder estão acima do segundo nível de multas. É provável, todavia, que o Cleveland Cavaliers supere tais valores. Isso porque James Harden ainda não estendeu seu contrato e o time tenta a contratação de LeBron James.

O atual CBA vai até 2029/30, mas a Associação de Jogadores pode antecipar em um ano. Ou seja, até lá, vai seguir como está.

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