Agência livre 2.0 da NBA não aconteceu. A culpa é de quem?
Mercado travado, times em busca de últimas contratações e jogadores desempregados marcam a offseason
O mercado da agência livre da NBA poderia esquentar e recebeu o 2.0 como “sobrenome”. No entanto, ela jamais aconteceu. Todo mundo esperava uma “queda de dominós” depois que LeBron James fechou contrato com o Philadelphia 76ers, mas nada disso. Diziam que era LeBron quem travava o mercado. Nada disso.
Isso porque a NBA não apresentou quase nada desde então. Os grandes nomes que ainda sobravam sem times continuam assim.
Claro que os tais grandes nomes não são tão gigantes como foram. DeMar DeRozan foi dispensado do Sacramento Kings e segue sem time. Bradley Beal, Russell Westbrook, idem. O fato é que a agência livre acabou e ninguém avisou.
James Harden vai estender com o Cleveland Cavaliers, enquanto os agentes livres restritos seguem sem qualquer definição. Jalen Duren vai ficar no Detroit Pistons, pois ninguém tem espaço para dar um contrato a ele. E quem precisava de pivô já se ajustou.
Enfim, não tem muito o que fazer no caso de Duren. Entretanto, Bennedict Mathurin e Peyton Watson podem parar em outros times. Até porque suas equipes originais antes da agência livre 2.0 da NBA estão complicadas.
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Enquanto o Denver Nuggets se preocupa com as pesadas multas, o Los Angeles Clippers vive o caso Kawhi Leonard de forma intensa. Não dá para cravar o que vai acontecer com o Clippers ou com o astro.
Após fechar troca para o Toronto Raptors, a NBA avisou os dois times na agência livre que era melhor esperarem por uma conclusão da investigação. E o pior é que mais evidências vão surgindo. E diferentes. Ou seja, é muito pouco provável que a troca vá adiante. Ele pode, de fato, jogar em Toronto, mas perdendo o contrato com o Clippers.
O mercado da NBA espera por uma resposta, enquanto ninguém sabe o que vai acontecer. Não era LeBron James, era Kawhi quem travava. Aliás, ainda trava, pois Clippers e Raptors, ligados diretamente ao caso, não se mexem. Outras equipes com interesse em Mathurin ficam sem saber se o time de Los Angeles vai querer conversar. Tudo parou.
E o pior de tudo é que a liga precisa ter certeza absoluta para punir. Por isso, segundo rumores, tudo pode ficar para o ano que vem. Veja, não é só 2026/2027. É em algum ponto de 2027, de acordo com a ESPN.
A agência livre ainda conta com alguns nomes, como Jonathan Kuminga. Mas, no momento, tudo parou por conta de Kawhi.
Será mesmo?
Na teoria, sim. E na prática? Havia a ideia de que fosse por conta de LeBron James. Agora, Kawhi. O problema é que já vem acontecendo há algum tempo, mais precisamente desde o início dos aprons. Dá para dividir “a culpa” com Leonard, mas até que ponto?
Veja que o número de agentes livres de elite despencou. Quem chega na offseason sem contrato para o outro ano? Jogadores jovens, muito veteranos ou quem ainda “não virou”. Um dos exemplos disso é Jonathan Kuminga, que passa a sua segunda agência livre seguida sem saber quanto vai ganhar. Agora, nem onde vai jogar.
Kuminga ainda não virou um grande jogador da NBA, pois passou anos travado no Golden State Warriors. Ou foi por não ser bom o bastante que Steve Kerr não o usou?
Por isso, a gente não consegue cravar. Esse “não virar” é algo mais ou menos o que aconteceu com Cam Thomas. Sim, ele pode pontuar. Não defende, não sabe soltar a bola e tem um temperamento difícil, ao menos de acordo com rumores. Como resultado, Thomas não tem espaço na NBA. Simples assim.
Por que, afinal, ele não ficou no Milwaukee Bucks até o fim da temporada? Ele ganhou uma chance lá, mas saiu semanas antes de acabar. Então, jogadores assim, acabam sobrando no mercado.
Vilão da NBA: apron
Pode perceber que sempre os grandes jogadores da NBA acabam “escapando” da agência livre e a tal 2.0 foi só uma desculpa para dizer que a liga ainda funciona no período. Balela, pelo jeito.
Quem deixa seu contrato com opção, como Trae Young, apenas ganha uma extensão muito mais valiosa. Quantas vezes LeBron James fez o mesmo? Agora, James Harden é quem está na mesma situação.
Austin Reaves acabou de fazer e nem é um astro ainda. Tudo isso significa que a agência livre não é mais o grande alvo dos times. Todo mundo tenta fugir das multas, pois o mercado já entendeu como funciona. Por isso, a trade deadline vem sendo mais agitada.
O astro prefere estender previamente do que chegar na agência livre e ter de lidar com a incerteza. Por que arriscar esperar o mercado abrir para decidir quanto vai ganhar e onde vai jogar?
É por isso que Dennis Schroder virou o exemplo ruim. Ele tinha uma proposta para estender com o Los Angeles Lakers e não aceitou. Chegou na agência livre, o Lakers arrumou um substituto, os melhores armadores foram contratados e… Schroder sobrou. Não por ser ruim, pois ele não é. Simplesmente porque o mercado preferiu outros jogadores.
Ao invés de receber US$84 milhões por quatro anos, ganhou US$5.9 milhões.
Futuro
Por enquanto, os donos de times e jogadores não podem fazer muita coisa. Só em 2028/29 terão a chance de lutar contra os aprons. Até lá, a agência livre vai seguir vazia. Aliás, vamos ver um grande movimento de astros estendendo contratos ao longo da próxima temporada.
Isso porque 22 jogadores que foram ao All-Star Game podem virar ou serão agentes livres. Então, prepare-se. Quem sobrar, possivelmente aqueles veteranos do Golden State Warriors como Stephen Curry, Draymond Green e Jimmy Butler, vai estender em algum momento.
Veja o que acontece no Nuggets hoje. O time está tentando fugir de multas e vai precisar abrir mão de Watson. E vai competir pelo título sem ele? Porque com ele, ninguém pode cravar que Denver entra na briga direta com Oklahoma City Thunder e San Antonio Spurs. Vale pagar mais de US$400 milhões entre salários e taxas?
Até que os aprons caiam, a NBA ainda vai passar muito por isso.
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