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Revisão da temporada – Cleveland Cavaliers

Time sofreu com lesões na reta final e LeBron James ficou sobrecarregado

Cleveland Cavaliers (53-29)

Playoffs: Segundo colocado do Leste, perdeu para o Golden State Warriors em seis jogos na final da NBA.

MVP do time na campanha: LeBron James – 25.3 pontos, 6.0 rebotes, 7.4 assistências e 1.6 roubo de bola.

Pontos positivos

– LeBron James segurou  barra enquanto foi possível. Sem Kyrie Irving e Kevin Love nas finais, ele comandou o Cleveland Cavaliers com as absurdas médias de 30.1 pontos, 11.3 rebotes e 8.5 assistências nos 20 jogos de playoffs. Contra o Golden State Warriors, os números são ainda mais impressionantes: 35.8 pontos, 13.3 rodmans e 8.8 passes decisivos.

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– As chegadas de Timofey Mozgov, J.R. Smith, Iman Shumpert foram essenciais para uma mudança de rumos no futuro da equipe. Mozgov ganhou a titularidade em pouco tempo, deixada pelo lesionado Anderson Varejão. Smith e Shumpert deram um volume de arremessos de três que o time não tinha. 

– A saída de Dion Waiters demorou a acontecer. Trocado para o Oklahoma City Thunder durante a temporada, Waiters foi um problema gigantesco em Cleveland, dentro e fora de quadra. Bom jogador, mas de difícil convivência, ele gostou de ter sido trocado. Ótimo negócio para os dois lados.

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– O técnico David Blatt chegou desacreditado por nunca ter treinado uma equipe na NBA. Logo de cara, levou o Cleveland Cavaliers para bem perto do topo, ainda que algumas alegações na época das finais diziam que LeBron James o ignorava.

Pontos negativos

– O brasileiro Anderson Varejão se machucou mais uma vez. Ótimo nos rebotes, o pivô atuou em apenas 26 partidas, não muito diferente dos 25 jogos em 2011-12 e em 2012-13. 

– O Cavs teve um início ruim, bem abaixo do esperado e chegou a ter campanha negativa enquanto LeBron James se recuperava de lesão em mini-férias em Miami. Quando LeBron voltou, a coisa mudou.

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– Kevin Love estava lesionado. Kyrie Irving, idem. O que impressionou foi o Cavs ter vencido duas partidas nas finais sem dois de seus melhores jogadores. Se LeBron James não estivesse no grupo, o time seria Matthew Dellavedova, J.R. Smith, Iman Shumpert, Tristan Thompson e Timofey Mozgov. Isso seria suficiente para brigar pela loteria do draft

– Os veteranos contratados para a temporada foram pouco efetivos. Shawn Marion, Kendrick Perkins, Mike Miller, James Jones e Brendan Haywood, praticamente não jogaram. Apenas Jones fica para 2015-16.

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Análise

A temporada do Cleveland Cavaliers foi dividida entre a empolgação e a desconfiança. LeBron James optou por retornar ao time após quatro anos no Miami Heat e com ele, trouxe o ala-pivô Kevin Love. O time não engrenava, David Blatt era questionado e Kyrie Irving estava insatisfeito por não ter mais a bola nas mãos o tempo todo. Anderson Varejão estava fora de combate pelo restante de 2014-15 por conta de uma ruptura no tendão de Aquiles. A situação se agravou quando James se machucou e o Cavs desceu ladeira abaixo, chegando a ter campanha com mais derrotas do que vitórias. Enquanto LeBron esteve fora, o Cavaliers perdeu sete dos oito jogos e virou motivo de piada. Entretanto, o camisa 23 voltou às quadras e a mudança aconteceu imediatamente: foram 12 triunfos consecutivos, suficientes para tornar o elenco de Blatt um candidato ao título.

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O Cavs só ganhou força de vez quando Dion Waiters envolvido em uma troca que trouxe J.R. Smith e Iman Shumpert, em janeiro. Em seguida, chegou Timofey Mozgov para substituir Varejão. O time melhorou, Irving parou de reclamar, enquanto James colocou a bola debaixo do braço para comandar o time.

Nos playoffs, Love lesionou o ombro em jogada com Kelly Olynyk, do Boston Celtics, e não voltou mais, enquanto Smith foi suspenso por dois jogos. O Cavs passou pelo time de Massachusetts sem o menor problema e em seguida, passou um Chicago Bulls abaixo do esperado e então, atropelou um anêmico Atlanta Hawks.  Nas finais, a equipe pegou o Golden State Warriors. O time chegou a liderar a série por 2 a 1, mas já sem Irving, contundido no joelho, perdeu três partidas seguidas e viu a equipe californiana erguer o troféu após 40 anos.

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Futuro

A base para a próxima temporada é quase a mesma que terminou 2014-15. Até o momento, as diferenças estão nas saídas de veteranos que produziram pouco, na assinatura de Mo Williams e nas pendências de Tristan Thompson e J.R. Smith. Os últimos dois ainda não fecharam seus novos acordos, mas acredita-se em seus retornos.

LeBron James vai continuar comandando o grupo em quadra e talvez, até fora dela, como na renovação de Kevin Love. James terá mais uma vez ao seu lado o armador Kyrie Irving como escudeiro. Irving teve a sua melhor temporada da carreira em 2014-15 e aos poucos, dá sinais de evolução na defesa. Com Mo Williams vindo do banco, Matthew Dellavedova não terá o mesmo espaço

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Timofey Mozgov deve ter garantido a titularidade em cima de Anderson Varejão. O russo teve grandes performances nos playoffs, especialmente em algumas partidas das finais, enquanto o brasileiro recupera-se de uma séria lesão no tendão de Aquiles.

O Cavs vem forte mais uma vez. O time quer finalmente vencer um título. Vai ter que suar mais do que neste ano para tal.

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