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Motivado, Wiggins recebe elogios de Flip Saunders: “Não teme desafios”

Para técnico do Timberwolves, primeira escolha do draft deste ano é quase “fácil demais” de treinar

“É como ver um reflexo meu aos 19 anos”. Foi assim que Kobe Bryant definiu o jovem Andrew Wiggins, depois da partida em que ultrapassou Michael Jordan para tornar-se o terceiro maior cestinha da história da NBA. Com as lesões de alguns dos principais novatos da temporada, o ala do Minnesota Timberwolves tornou-se franco favorito ao prêmio de melhor calouro do ano. As palavras do ídolo, neste cenário, servem como incentivo especial para dar esse primeiro e importante passo em uma carreira potencialmente gloriosa.

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“Quando ouvi aquilo, eu fiquei motivado instantaneamente. Foi motivação para meus ouvidos. Faz com que eu me esforce ainda mais e aborde o jogo de uma forma diferente. Kobe é uma lenda e disse que sou o reflexo dele. São palavras grandiosas para mim”, contou o primeiro escolhido do último draft, único atleta estreante ativo na liga com média de dígitos duplos em pontuação.

Diferente de grande parte dos destaques de drafts, Wiggins sempre teve o trabalho defensivo como sua principal virtude enquanto prospecto. O treinador Flip Saunders sabe disso e tenta puxar os limites do seu comandado a cada confronto, colocando-o em situações diferentes e diante de adversários mais complicados. A resposta que recebe do ex-aluno da Universidade de Kansas, dentro e fora de quadra, é encorajadora.

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“Andrew é um bom ouvinte e, às vezes, quase fácil demais de treinar. Ele sempre quer fazer a coisa certa e seguir melhorando. Nós já o colocamos para defender caras como Kobe, James Harden, e tem lidado com tudo muito bem. Ele não tem medo de desafios”, elogiou o veterano treinador, que também acumula o cargo de presidente de operações do Timberwolves e foi o responsável pela troca que trouxe o jovem para Minnesota.

Para Wiggins, o tratamento que recebe de Saunders é apenas uma extensão do que sempre enfrentou dentro de quadra. “Eu cresci marcando meus irmãos e jogadores mais velhos. Em Kansas, [Bill] Self apostava alto na minha defesa e era duro comigo. Ele sempre me colocava no melhor atleta adversário e dava missões complicadas porque sabia quão bom posso ser”, lembrou o novato.

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Em 27 jogos disputados na NBA, Wiggins registra médias de 12.6 pontos, 3.9 rebotes e 41.7% de aproveitamento nos arremessos de longa distância em 30.9 minutos de ação por noite. Só o pivô Nerlens Noel, do Philadelphia 76ers, também atua mais do que 30 minutos por noite entre os calouros deste ano.

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