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Revisão da temporada – Minnesota Timberwolves

Minnesota Timberwolves Todos os números Resultado final: não se classificou para os playoffs Temporada regular: 17-65, 5° na divisão Noroeste, 15° na conferência Oeste Maior invencibilidade: 2 jogos, entre 10 e 12 de novembro, entre 26 e 27 de dezembro, entre 7 e 8 de fevereiro; entre 9 e 11 de março Maior jejum de vitórias: 15 […]

Minnesota Timberwolves

Todos os números

Resultado final: não se classificou para os playoffs
Temporada regular: 17-65, 5° na divisão Noroeste, 15° na conferência Oeste
Maior invencibilidade: 2 jogos, entre 10 e 12 de novembro, entre 26 e 27 de dezembro, entre 7 e 8 de fevereiro; entre 9 e 11 de março
Maior jejum de vitórias: 15 jogos, entre 13 de março e 13 de abril
Média de público como mandante: 15.242 pessoas (78.8% da capacidade)
Maior salário: Michael Beasley, $ 4.962.000 dólares
Pontos por jogo: 101.1 (10°)
Pontos sofridos por jogo: 107.7 (30°)
Rebotes por jogo: 44.4 (1°)
Assistências por jogo: 20.1 (25°)
Bloqueios por jogo: 5.1 (11°)
Roubadas de bola por jogo: 7.2 (18°)
Erros de ataque por jogo: 16.5 (30°)
Porcentagem de arremessos convertidos: 44.1% (27°)
Porcentagem de lances livres convertidos: 76.8% (13°)
Porcentagem de arremessos de três pontos convertidos: 37.6% (5°)
Maior pontuação: 129, contra o Cleveland Cavaliers, no dia 4 de dezembro
Menor pontuação: 77, contra o Golden State Warriors, no dia 13 de março
Maior pontuação sofrida: 135, contra o Phoenix Suns, no dia 11 de abril
Menor pontuação sofrida: 75, contra o Indiana Pacers, no dia 9 de março
Maior cestinha em um jogo: 43 pontos, Kevin Love contra o Denver Nuggets, no dia 18 de dezembro
Maior reboteiro em um jogo: 31 rebotes, Kevin Love contra o New York Knicks, no dia 12 de novembro
Maior assistente em um jogo: 14 assistências, Jonny Flynn contra o Detroit Pistons, no dia 2 de março

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Ginásio: Target Center (capacidade para 19.356 pessoas)
Técnico: Kurt Rambis (duas temporadas, 32-132)

Movimentações no elenco

24 de junho de 2010: recebeu Martell Webster do Portland Trail Blazers em troca da escolha 16 do draft (Luke Babbitt) e Ryan Gomes

24 de junho de 2010: recebeu as escolhas 30 (Lazar Hayward) e 35 (Nemanja Bjelica) do Washington Wizards em troca das escolhas 23 (Trevor Booker) e 56 (Hamady N’Diaye)

12 de julho de 2010: recebeu Michael Beasley do Miami Heat em troca de considerações em dinheiro e duas escolhas de segunda rodada do draft (2011 e 2014)

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13 de julho de 2010: recebeu Kosta Koufos e duas escolhas futuras (protegidas) de primeira rodada do draft  do Utah Jazz em troca de Al Jefferson

26 de julho de 2010: recebeu Delonte West e Sebastian Telfair do Cleveland Cavaliers em troca de Ramon Sessions, Ryan Hollins e uma futura escolha de segunda rodada do draft

21 de janeiro de 2011: recebeu Eddy Curry e Anthony Randolph do New York Knicks em troca de Corey Brewer

Assinou com Luke Ridnour e Darko Milicic como agentes livres

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A temporada

Mais um fiasco. Não há outra definição para a temporada do Minnesota Timberwolves. Depois de fazer a segunda pior campanha em 2009/2010 (15 vitórias e 67 derrotas), o time de Minnesota melhorou um pouco seu desempenho pífio em 2010/2011 (17 vitórias e 65 derrotas), mas terminou com a pior campanha entre os 30 times da NBA. Tudo isso graças a um elenco jovem, imaturo e uma defesa que é uma peneira (a pior da temporada). E o gerente-geral David Kahn ainda fez o favor de trocar o pivô Al Jefferson, um dos poucos que sabiam defender, por duas futuras escolhas (protegidas) do draft e um “saco de jujubas”. 

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Por causa do fraquíssimo rendimento em duas temporadas consecutivas, o técnico Kurt Rambis foi demitido. Ficou claro que a equipe não evoluiu em nada sob o comando dele. O elenco tem até bons valores, como o ala-pivô Kevin Love, principal reboteiro da NBA, eleito o jogador que mais evoluiu (MIP) e que foi selecionado para disputar o All-Star Game pela primeira vez na carreira, o imaturo Michael Beasley e o novato Wes Johnson. Mas é pouco para se tornar uma equipe competitiva na NBA. Isso ficou evidente nas últimas duas temporadas.

O draft 2011

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Selecionou o ala Derrick Williams (Arizona) na escolha 2, o ala-armador Malcolm Lee na escolha 43 e o ala Tanguy Ngombo (Catar) na escolha 57

O perímetro

Há dois anos, o armador Jonny Flynn foi selecionado na sexta escolha do draft. O Wolves apostou no talento do jogador, mas quebrou a cara. Na primeira temporada, ele teve um desempenho mediano (13.5 pontos e 4.4 assistências). Na última temporada, Flynn foi muito mal. Por causa de uma lesão no quadril, ele ficou de fora de 29 partidas. Nas 53 vezes que entrou em quadra, o armador decepcionou: médias de 5.3 pontos e 3.4 assistências. A direção da equipe perdeu a paciência com o jogador e o trocou na noite do draft 2011. Contratado para dividir minutos com Flynn, o armador Luke Ridnour, de 30 anos, não comprometeu. Bom passador e arremessador, mas péssimo defensor, ele se deu bem no bagunçado sistema de jogo do Wolves. 

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Quarta escolha do draft 2010, o ala Wes Johnson começou a temporada vindo do banco de reservas, mas logo assumiu a condição de titular na posição 2. A primeira temporada de Johnson foi de altos e baixos, mas ele mostrou capacidade, mesmo “deslocado” de posição. Um aspecto que ele precisa melhorar é o aproveitamento nos arremessos, que foi de 39.7%. Vale destacar que, em dois duelos contra o Los Angeles Lakers, no mês de março, Johnson teve grandes atuações. Além de marcar, e bem, o astro Kobe Bryant, ele ainda anotou 20 pontos na primeira partida e 29 no segundo embate. Quem assistiu a esses jogos percebeu que Johnson tem talento.  

“Descartado” pelo Miami Heat na intertemporada, o problemático ala Michael Beasley chegou ao time de Minnesota para dividir a responsabilidade ofensiva com Kevin Love. Ele mostrou que é forte no ataque, que pode fazer pontos próximo à cesta e em arremessos de média e longa distância, mas deixou evidenciada a sua falta de foco na hora de defender. Segunda escolha do draft 2008, Beasley chegou à NBA cotado para ser um grande jogador da Liga. Por causa dos problemas extra-quadra e de sua preguiça em quadra na hora de defender, a sua cotação caiu. Na próxima temporada, caso fique em Minnesota, ele corre o risco de ir para o banco de reservas.

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Vindo do Portland Trail Blazers na intertemporada, o ala Martell Webster deu o azar de se machucar antes do início da temporada. Cotado para ser titular e contribuir com seus arremessos de longa distância, ele desfalcou o Wolves em 36 partidas em razão de uma lesão nas costas. Acabou perdendo a posição para o novato Wes Johnson.

O garrafão

O ala-pivô Kevin Love teve a sua melhor temporada em três anos de NBA. Apesar da campanha pífia do Wolves, ele foi o dono do garrafão da equipe. Liderou o time de Minnesota em pontos (20.2) e foi o principal reboteiro da Liga (15.2). Mesmo com sua falta de atleticismo, Love mostrou que sabe pontuar no garrafão e no perímetro. Na temporada 2009/2010, ele teve médias de 14.0 pontos e 11.0 rebotes. Com a melhora de desempenho, Love ganhou o prêmio de jogador que mais evoluiu (MIP) e, de quebra, ainda foi selecionado para o All-Star Game. A temporada serviu para mostrar que ele consolidou-se como o franchise player do Wolves.

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O companheiro de garrafão de Love foi o sérvio Darko Milicic. Na intertemporada, o gerente-geral do Wolves, David Kahn, perdeu o juízo e ofereceu ao pivô um contrato de 20 milhões de dólares, válido por quatro temporadas. Milicic ainda é lembrado por ter sido a segunda escolha do draft 2003 (selecionado pelo Detroit Pistons). No mesmo recrutamento, Dwyane Wade, Carmelo Anthony e Chris Bosh foram escolhidos depois do sérvio. Em oito anos de NBA, o jogador foi uma grande decepção. Ele não passa de um pivô esforçado na defesa e que serve para compor o elenco. No fraco Wolves, ele foi titular durante toda a temporada. 

O reserva de Milicic foi outro pivô europeu, o montenegrino Nikola Pekovic. Selecionado no draft de 2008, o jogador só chegou à NBA na última temporada. Ainda em fase de adaptação, ele teve pouco tempo de quadra.

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Para fechar, vale destacar o desempenho do ala-pivô Anthony Randolph, que chegou ao Wolves em fevereiro deste ano. Quando Kevin Love desfalcou a equipe em dez partidas por causa de uma lesão na virilha, ele assumiu a condição de titular e não decepcionou. Conhecido pelo enorme potencial ofensivo e pela preguiça na defesa (característica de boa parte dos jogadores do time de Minnesota), Randolph chegou a fazer 31 pontos e pegar 11 rebotes em uma partida contra o Dallas Mavericks, de Dirk Nowitzki, que mais tarde conquistou o título da temporada. Na noite seguinte, contra o Oklahoma City Thunder, de Serge Ibaka, ele anotou 24 pontos e pegou 15 rebotes. Talento, Randolph mostrou que tem. Só lhe falta mais foco em quadra para continuar tendo espaço na NBA.

Análise geral

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O Minnesota Timberwolves deve esquecer as últimas duas temporadas. Com um elenco jovem e talentoso, a equipe tem condição de fazer melhor papel em 2011/2012, até porque piorar é difícil. O primeiro passo para isso foi dado com a demissão de Kurt Rambis. A direção do Wolves deve buscar um treinador experiente, que saiba lidar com jovens jogadores. Bom saber que ela esteja pensando em nomes como Larry Brown e Rick Adelman para o cargo. No draft, o time fez o que todos esperavam: selecionou o ala Derrick Williams, considerado o segundo melhor jogador do recrutamento. Nesta intertemporada, tivemos uma boa notícia para a sofrida torcida de Minnesota: o armador espanhol Ricky Rubio finalmente vai se juntar ao Wolves e jogará na NBA na próxima temporada (se o locaute permitir a realização da temporada, é claro). A equipe tem espaço na folha salarial para assinar com veteranos (que sejam bons na defesa!) e a presença de um ou dois deles já vai ajudar o talentoso quarteto formado por Rubio, Johnson, Williams e Love. O problemático Beasley não está incluído nessa lista porque provavelmente será negociado quando o locaute chegar ao fim. Caso fique, ele dividirá minutos com o novato Williams, o que pode prejudicar o desenvolvimento do prospecto vindo da Universidade do Arizona. O Wolves é o time do futuro. Isso foi dito há algumas temporadas, mas desta vez acho que essa frase pode ser levada mais a sério.

Titulares

PG: Luke Ridnour – 11.8 pontos, 5.4 assistências, 1.3 roubadas de bola, 88.3% de aproveitamento nos lances livres, 44.0% de aproveitamento nas bolas de três pontos
SG: Wes Johnson – 9.0 pontos, 3.0 rebotes
SF: Michael Beasley – 19.2 pontos, 5.6 rebotes
PF: Kevin Love – 20.2 pontos, 15.2 rebotes, 85.0% de aproveitamento nos lances livres, 41.7% de aproveitamento nas bolas de três pontos
C: Darko Milicic – 8.8 pontos, 5.2 rebotes, 2.0 tocos

Principais reservas

PG: Jonny Flynn – 5.3 pontos, 3.4 assistências
SG: Wayne Ellington – 6.6 pontos
SG/SF: Martell Webster – 9.9 pontos, 3.2 rebotes, 41.7% de aproveitamento nas bolas de três pontos
PF: Anthony Tolliver – 6.7 pontos, 4.5 rebotes
PF/C: Anthony Randolph – 11.7 pontos, 5.2 rebotes
C: Nikola Pekovic – 5.5 pontos, 3.3 rebotes

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