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O fiel da balança

Ricardo Romanelli desfaz uma injustiça e elogia o retorno de Russell Westbrook ao Oklahoma City Thunder

Por Ricardo Romanelli

Peço licença a todos para, desta vez, escrever em tom de pessoalidade: o texto desta semana tem por objetivo desfazer uma injustiça que cometi em outro artigo recente.

Há algum tempo, eu afirmei que talvez fosse a hora do Oklahoma City Thunder começar a estudar uma troca envolvendo Russell Westbrook. Na época, o armador estava lesionado e Kevin Durant fazia os melhores números da carreira, levando a equipe ao topo da liga durante a temporada regular. Admito que não poderia ter errado mais.

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Com o retorno de Westbrook, Durant manteve a grande performance que credencia-lhe para terminar entre os dois primeiros colocados do prêmio de MVP nesta temporada e o time melhorou substancialmente. Não que antes não fosse uma equipe vencedora. Longe disso. Mas, agora, com o armador titular em quadra, o Thunder se assemelha a equipes que venceram o título em temporadas passadas. É um time vibrante que possui a própria “batida”, independente de performances individuais.

Westbrook vem fazendo médias parecidas com as de sua carreira, mas seu impacto vai muito além disso. Ele é o verdadeiro “motorzinho” da equipe, faz jogadas importantes que incendeiam a torcida e os companheiros de time, transformando o Thunder em um plantel imbatível dentro de seus domínios. Claro que Durant ainda é o maior astro do time e razão número um do sucesso da franquia. No entanto, se apenas o ala já tornaria a equipe candidata natural ao título da NBA, não é exagero dizer que, com o armador, torna-se favorita (pelo menos) ao campeonato da conferência Oeste.

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Desde que voltou de lesão, Westbrook tem ajudado o Thunder a imprimir um ritmo implacável e sufocante em seus adversários. Prova disso foi a avassaladora vitória sobre o Houston Rockets, dono da melhor campanha da liga em 2014. A vitória teve Durant marcando 42 pontos, mas foi capitaneada pelo armador – que, além dos números (24 pontos, sete assistência e quatro roubos de bola), comandou o segundo período do Thunder. O time atropelou o oponente e construiu a margem necessária para assegurar a vitória antes do intervalo, superando o equilíbrio que marcou os demais quartos.

É verdade que Westbrook já sofreu críticas por seu temperamento e, às vezes, por arremessar demais, deixando o companheiro e maior pontuador da liga com menos chances. Mas estas características, na verdade, são reflexo das outras virtudes que fazem dele um jogador essencial para o Thunder. Em quadra, a teimosia e a “marra” se transformam em tenacidade e segurança, dois elementos que, combinados, transformam o Oklahoma City Thunder em uma das equipes mais capazes e divertidas da NBA.

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Por isso, era necessário desfazer a injustiça cometida a Russel Westbrook. O Thunder não pode pensar em trocá-lo, pois, na atual circunstância, ele pode muito bem ser o fiel da balança que transforma uma excelente equipe em potencial campeã do troféu Larry O’Brien.

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