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Troca segue ruim, mas Paul George pode funcionar no Celtics

Time de Massachusetts abriu mão de um dos melhores jogadores da temporada passada para ter o veterano

Paul George troca Celtics
Reprodução / X

OK, parece que o pior já passou para o torcedor do Boston Celtics após a troca por Paul George. A equipe de Massachusetts mandou Jaylen Brown, um dos melhores jogadores da NBA na última temporada e recebeu um veterano no negócio. Tudo em nome das finanças, de acordo com a direção. Mas, no fim das contas, ainda pode dar certo.

Paul George é um excepcional jogador e isso não mudou enquanto esteve no Philadelphia 76ers. Claro, existe uma diferença de sete anos entre Jaylen Brown e ele, mas o momento é de desapegar.

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O torcedor do Celtics, aquele que não “compra” qualquer balela dita pela direção, ainda está chateado com o que houve, pois perdeu um jogador de elite e substituiu por um outro que está em fim de carreira. E é óbvio que um George em fim de carreira segue sendo melhor que 80% ou mais de toda a NBA.

Mas o fato é que a vida segue e é hora de entender o que George pode fazer pelo Celtics. Apesar de tudo, ele tem a chance de ser muito útil se ficar saudável. Sim, é quase utopia pedir isso a um jogador que conviveu com várias lesões ao longo de sua carreira e que fez só 78 jogos de possíveis 164 no Sixers.

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Se estiver disponível, o ala pode ajudar de diversas formas. Primeiro, ele não será obrigado a carregar o time. Depois, todo mundo sabe que o jogador se encaixa em um esquema em que o arremesso de três é prioridade. Com 38.4% de aproveitamento em 16 temporadas, o nove vezes All-Star já chega como uma peça muito importante para o que Joe Mazzulla prega ali.

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De novo, a troca continua sendo muito ruim para o Celtics, mas Paul George possui as ferramentas necessárias para levar o time aos triunfos. Ali, ele pode ser segunda, terceira opção, se Mazzulla quiser. Em um time que perdeu várias peças importantes nos últimos dois anos, qualquer talento acima da média vai fazer a diferença.

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Chegaram Mitchell Robinson e Mike Conley. Enquanto espera-se que o primeiro seja titular, Conley está muito mais próximo de se aposentar do que voltar no tempo e ter um grande impacto. Foi assim nos últimos anos de Minnesota Timberwolves, então ninguém acha que ele vai ser muito diferente do que foi em 2025/26.

Mas uma coisa é certa: o Celtics vai tentar competir por algo grande no Leste, mesmo depois da troca. Se na última temporada, mesmo perdendo Jrue Holiday, Kristaps Porzingis, Al Horford e Jayson Tatum (por quase toda a campanha), o time ficou em segundo, então por que pensar algo muito diferente em 2026/27?

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O problema é que a conferência está bem melhor do que há um ano. Em tese, Brooklyn Nets, Chicago Bulls e Milwaukee Bucks não são bons o bastante por playoffs. Ainda faltam quatro que vão ficar de fora, no fim das contas.

Mudança na organização ofensiva

George terá uma função quase que “híbrida”, que vai variar entre ser a segunda opção atrás de Jayson Tatum e um facilitador de jogadas para o Celtics. Uma de suas características mais subestimadas é a organização ofensiva. Pelo Los Angeles Clippers, por exemplo, teve três temporadas com mais de cinco assistências por jogo. Isso deve ajudar a “desafogar” Derrick White.

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Basta entender uma coisa bem simples: com a bola mais em suas mãos, White teve que organizar o time em boa parte da campanha. Mas com Tatum e George, Boston alivia a pressão sobre o ótimo defensor. Em situações que ele teve de bater bola até encontrar o próprio arremesso (sete dribles ou mais), só acertou 28.9% de três.

Resumo rápido

  • Celtics fez troca por George pensando nas finanças.
  • Ala veterano dá sinais de ter ótimo encaixe para Joe Mazzulla.
  • Time depende do Clippers para ter uma boa escolha em 2028.

Ter de fazer a função de armador tirou dele o seu melhor: o catch and shoot. Ou seja, receber a bola e arremessar. Na temporada anterior, White converteu 40.5% das tentativas em situações assim. Nada menos que 52.7% de seus arremessos de três gerais em 2024/25 partiram de tal forma. A frequência despencou para 32.5% em 2025/26.

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Mesmo que Joe Mazzulla queira ter Payton Pritchard vindo do banco, White estará em uma melhor condição. Afinal, com dois organizadores como Tatum e George, o Celtics exige bem menos de seu melhor defensor fazendo a função.

Troca de Paul George ainda pode gerar frutos ao Celtics?

Bem, é fácil dizer que foi um negócio horrível por várias razões: idade, contratos não muito diferentes, presença em quadra, tudo isso pesa contra. Nem conte, também, com a pick de 2028 que chegou no negócio. Ela é cheia de travas e não depende em nada do Celtics. Só para entender melhor, ela estava com o Sixers, mas é originalmente do Los Angeles Clippers.

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Esqueça ela. Faça de conta que não existe. Se vier, de alguma forma, precisa ser top oito e com uma enorme combinação de resultados. No fim, tem de torcer para o Clippers ter uma temporada mediana em 2027/28. Se for para uma reconstrução de elenco, complica.

Então, sobra a de 2031, sem proteções. É o melhor que tem da troca para o Celtics, afinal.

George tem um contrato que expira ao fim de 2028. Ele tem opção em seu vínculo para aquele ano, mas por ser de US$56.6 milhões, fica difícil imaginar que abra mão. O ala terá 37 anos quando vai precisar tomar uma decisão (óbvia, aliás).

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Por fim, o fator quadra. Como explicamos, ele pode ser muito útil e ajudar a vencer jogos. Se é sustentável ou não, o papo é outro. Ele é ótimo arremessador, passador, rouba muitas bolas e ajuda naquilo que Mazzulla prega. Pode dar certo, mas precisa ficar em quadra por mais de 65 jogos para o Celtics não depender de play-in.

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