Após trocas, Cavaliers arrisca tudo por título da NBA
Time de Ohio “bateu na trave” nas últimas temporadas e tenta subir de patamar em 2026/27

A janela foi estabelecida. A direção do Cleveland Cavaliers terá três anos para conquistar um título da NBA após as trocas que fez na offseason. O time de Ohio tem um plano de tirar o trono do New York Knicks, mas o prazo pode atrapalhar.
É fato que o Cavs se movimentou na agência livre da NBA. A base com Donovan Mitchell, Evan Mobley e Jarrett Allen busca vencer desde 2023, mas vem falhando nos playoffs. Em quatro anos, o time caiu para o Knicks duas vezes. Na última, até alcançou a decisão do Leste. No entanto, levou uma “varrida” da equipe de Nova York.
Então, a diretoria tinha poucas opções: desfazer de tudo o que tinha e reconstruir o elenco ou fazer trocas em busca de um título. O Cavs optou pela segunda. Então, a ideia é fazer acontecer. Talvez, o preço seja caro demais, pois deu uma escolha de primeira rodada de 2031 para tirar Peyton Watson do Denver Nuggets. Detalhe: sem proteção.
Além disso, estendeu um contrato caro com James Harden. Estamos falando de um jogador que foi alvo dos adversários nos playoffs, com acordo até 2029, quando terá 39 anos. Mas mais do que isso, um astro totalmente instável, que pede trocas a cada time que passa. Não pediu no Los Angeles Clippers, ao menos de forma oficial.
Resumo rápido
- A direção do Cavs quer título nos próxmos três anos.
- Cavaliers fez trocas para acomodar o contrato de Peyton Watson.
- Trio de Cleveland segue tentando ir às finais da NBA há quatro temporadas.
- Salário de James Harden é pesado para os próximos três anos (cerca de US$32 milhões anuais).
- Time recebeu bons reforços, mas abriu mão da pick de 2031 por Watson.
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O ponto principal é que o Cavaliers se arriscou no presente e no futuro pelo título da NBA ao fazer as trocas. Estava claro que queria contar com Watson e, para isso, abriu mão de Dennis Schroder e Max Strus.
No entanto, fez suas escolhas. É válido arriscar quando a liga apresenta múltiplos candidatos ao título. Se vai chegar lá, o papo é outro. Mas, há um ano, ninguém cravava que o Knicks seria campeão. As coisas começaram a mudar, de fato, nos playoffs. Claro que vencer a Copa NBA tinha um certo peso, mas outros times que venceram o torneio (Los Angeles Lakers e Milwaukee Bucks) passaram longe das finais.
O que o Cavaliers quer fazer é dar rodagem aos outros jogadores fora do trio que busca o título da NBA há quatro anos. Afinal, eles não vão jogar todas as partidas. Em tese, Evan Mobley vai jogar muitos minutos como pivô, pois o reserva de Allen é Thomas Bryant. No último ano, Bryant não jogava mais do que 12 minutos por noite. Nos playoffs, atuou na metade das partidas e, mesmo assim, por menos de cinco.
Watson, enquanto isso, vem de sua melhor temporada da carreira. Ele pode jogar em múltiplas posições, mas vale lembrar que foi uma amostra muito curta (54 jogos). Aos 24 anos quando começar a temporada, tem tudo para seguir evoluindo, entretanto.
Donovan Mitchell precisa de mais ajuda
Mas a grande preocupação é mesmo com a armação. Harden é um problema nos playoffs por conta da defesa e de suas performances. Pela sexta vez na carreira, ele acertou menos de 32% de três na fase mais importante. A briga do Cavaliers pelo título passa muito pelo que ele vai fazer ali.
O plano do Cavs é de três anos, mas pode mudar se Watson virar um grande jogador, acima do que se espera. A franquia pode tentar ficar no topo, pois estendeu com Donovan Mitchell até 2031, quando vai ganhar US$75.5 milhões. Claro que o teto salarial daquele ano vai acomodar seu salário, mas ele terá 35 anos quando seu acordo acabar.
Ele é um superastro, tem salário de um, mas precisa ter mais sorte nas decisões. E que seus colegas ajudem a fazer a diferença na hora mais importante.
Desde 2024, o Cavaliers foi eliminado pelo time que foi às finais da NBA. O problema é: nas séries contra Boston Celtics, Indiana Pacers e Knicks, a equipe somou duas vitórias e 12 derrotas. Entende?
É muito pouco para uma franquia que busca o título. Claro, uma adição como Watson pode mesmo ajudar. São algumas apostas como Cam Whitmore, enquanto Mario Hezonja, já mais experiente, volta à NBA. Fora os jovens talentosos, como Jaylon Tyson e Maleek Thomas.
O Cavaliers parou, por enquanto, com as trocas. Mas se tiver uma chance de dar um salto na segunda metade da próxima campanha, vai usar a trade deadline para reforçar o elenco.
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