Times ruins que devem melhorar na temporada 2026/27 da NBA
Listamos cinco equipes que foram mal nos últimos anos, mas que devem começar a dar a volta por cima

Ao menos cinco times ruins da última temporada da NBA devem melhorar em 2026/27. Não consideramos o Indiana Pacers, pois é quase o mesmo elenco que foi às finais da liga em 2025. Apesar de sua fraca campanha em 2025/26, a equipe deve brigar por vaga direta nos playoffs.
Aqui, é muito mais sobre times muito ruins, que não vinham fazendo nada nos últimos anos. Também, o New Orleans Pelicans não está aqui. É uma situação diferente do Pacers. Afinal, a equipe de New Orleans foi mal na última campanha e não fez nenhuma mudança drástica. Talvez, se considerar a contratação do técnico Jamahl Mosley. Ainda assim, é pouco para um elenco que não melhorou.
Então, estamos falando de times que podem dar um salto na próxima temporada. Elencos que evoluíram pela maturidade dos jogadores, fizeram trocas e que se reforçaram de alguma forma. O resultado, claro, pode não ser o que vai acontecer em quadra. É apenas uma percepção.
Brooklyn Nets
Não estamos cravando que o Nets vai aos playoffs. Não é isso. Mas algo está acontecendo ali. As novas regras da NBA contra o tank colocam os times em uma situação diferente, então não adianta mais querer piorar o elenco e deixar só jovens em quadra. Todo mundo terá de disputar os jogos pensando em vencer.
Só que o Nets tende a ser melhor. Não só em relação aos 20 triunfos de 2025/26, mas em quadra mesmo. Michael Porter não está mais sozinho. Julius Randle chegou em troca com o Minnesota Timberwolves.
Resumo rápido
- Listamos cinco times da NBA podem evoluir na próxima temporada.
- Brooklyn Nets, Charlotte Hornets, Chicago Bulls, Utah Jazz e Washington Wizards podem ser melhores.
- Apesar da evolução, classificação aos playoffs é pouco provável para todos.
- Times buscam novas identidades em 2026/27.
- Ideias partem de jovens talentos e mescla com jogadores experientes.
É óbvio que você pode pensar que Randle não ajuda ninguém, mas ao adicionar o ala-pivô, Brooklyn começa a cercar os jovens de peças veteranas de talento. Egor Demin, por exemplo, vai dividir a responsabilidade de dividir a organização com Mikel Brown, sexta escolha do Draft.
Perdeu Nic Claxton, mas manteve Day’Ron Sharpe e contratou Moritz Wagner, um estilo diferente, mais técnico. É fato que dá para entender o que a direção está fazendo, ainda mais sob o comando do ótimo Jordi Fernandez.
Os times do Leste estão mais fortes para a temporada 2026/27 da NBA e todo mundo sabe disso. Mas o Nets vem para jogar melhor, para evoluir. Não é, de novo, para se classificar ou sequer passar perto disso.
Charlotte Hornets
Aos poucos, as coisas estão acontecendo ali. O Hornets não é um dos melhores times do Leste, mas vem evoluindo na NBA. A última campanha, por exemplo, foi o início do que está por vir.
Trocar LaMelo Ball e Miles Bridges foi uma forma de romper com o estilo do passado. O técnico Charles Lee quer a bola girando mais, com participação de todo o time. Tanto é, que na próxima campanha, Charlotte terá vários passadores: Coby White, Grayson Allen, Dennis Schroder, Christian Anderson e Kon Knueppel, Brandon Miller, todos são ótimos no quesito.
Poucos times tiveram a coragem de mudar tanto de uma temporada para a outra na NBA como o Hornets vai fazer em 2026/27. Rompeu com a ideia de um organizador central por menos erros de ataque, mais gente tocando na bola, enquanto a defesa melhora.
Sim, White é ruim defendendo. Mas a troca por Dennis Schroder tem um motivo ali. Eles devem ter minutos juntos. E quando Allen entrar em quadra, a defesa fica ainda melhor.
Aliás, Allen é um excelente arremessador de três, outro quesito que a direção buscou no mercado. Ele não foi bem na última temporada da NBA, mas acertou 41.9% entre 2020 e 2025. Além dele, tem Royce O’Neale, Dorian Finney-Smith, outros veteranos que defendem e arremessam de longa distância.
É fato que o Leste melhorou, mas o Hornets tem tudo para evoluir na próxima campanha.
Chicago Bulls
Novas ideias com GM, técnico e jogadores. É outra ruptura de ideia com o passado. A direção quer usar seus jovens jogadores em busca de um futuro melhor. Mas, ao mesmo tempo, por conta das novas regras contra o tank, o Bulls terá de tentar vencer jogos.
Times como o Bulls, com vários jovens, vão sofrer um pouco mais na temporada 2026/27 da NBA. No entanto, o que a diretoria faz é se preparar para o futuro usando exemplo de sucesso do passado (recente). O que o Oklahoma City Thunder fez ao montar seu elenco com calouros e ir construindo passo a passo, é uma tendência.
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O problema, entretanto, é que a liga não tinha a regra contra o tank, o Thunder poderia “mofar” nos últimos lugares e não acontecia nada. Agora, é entender como vai funcionar para não ficar na “zona do rebaixamento”.
Em suma, o Bulls tem um elenco promissor, cheio de jogadores para um futuro próximo. Enquanto isso, adicionou o All-Star Norman Powell e o pivô Nic Claxton. Do Draft, chegou Caleb Wilson. Isso, em um time com Josh Giddey e Matas Buzelis.
Tiago Splitter mostrou um ótimo trabalho com jovens no Portland Trail Blazers e chega para a sua primeira temporada como técnico de ofício, sem ser interino. Ele, inclusive, treinou o time na Summer League, o que é muito raro.
Utah Jazz
Em um Oeste ainda forte, mas diferente para a temporada 2026/27, o Jazz pode ter chances. Aliás, no papel, é o que mais possui de beliscar um play-in ou, até mesmo, uma classificação aos playoffs. Embora “tenha perdido” Walker Kessler, a equipe de Salt Lake City sabia o que estava fazendo.
Só para deixar claro, Danny Ainge não é bobo. Ele entende bem o que fez ali. Utah vai jogar muito tempo com Jaren Jackson Jr de pivô. Talvez, desde o começo. E é aí que moram as chances da franquia brigar por algo.
Afinal, terá Lauri Markkanen, Ace Bailey, Darryn Peterson e Keyonte George, todos no perímetro. A ideia não é nova, mas a construção do elenco parece ter chegado ao fim. Por enquanto, o que se ouve e lê em entrevistas é que a franquia vai tentar a classificação.
Montou um grupo bom e jovem ao mesmo tempo. Dos principais jogadores, Markkanen é o mais velho, com 29 anos. Depois, tem Jackson, de 26. George (22), Bailey (20) e Peterson (19), completam o quinteto que deve ter mais minutos em quadra. Não é necessariamente o que vai começar os jogos, mas o que mais vai atuar junto.
Na última temporada da NBA, o Jazz venceu apenas 22 partidas. A meta é chegar o mais próximo das 41. De acordo com o site Bleacher Report, o time deve ter cerca de 39.
Washington Wizards
Por fim, o Washington Wizards. Primeiro, porque conta com Anthony Davis e Trae Young, uma dupla que pode dar muito certo. Depois, os joves Alex Sarr, Tre Johnson, Kyshawn George, Bilal Coulibaly, Bub Carrington e, claro, AJ Dybantsa, são muito promissores. É um grupo de jovens talentos mesclado com dois astros experientes. Na verdade, três. Isso porque o Wizards terá Khris Middleton vindo do banco.
O Wizards vem para a próxima temporada da NBA em busca de uma grande evolução, de tentativa de classificação. É bem difícil, pois o Leste está melhor. No entanto, não é impossível.
Precisa ter Davis inteiro, o que é quase uma utopia. Mas a confiança da direção é que ele estará saudável em boa parte da campanha, o que anima um pouco mais.
É um time que tem de ser testado e ver se o encaixe acontece. Ao que tudo indica, é possível que tenha. Mas, de novo, o Leste é o novo Oeste. Se você pensar que o Wizards venceu 17 jogos na última temporada da NBA, não precisa de tanto esforço assim para melhorar.
O fato é que Washington parece ter um time que pode começar a brigar por algo. Ainda é subjetivo, ainda é imaginando que as coisas funcionem, mas os talentos estão ali.
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