“Rudy Gobert é um Hall da Fama automático”, crava Chris Finch
Técnico do Timberwolves defende comandado e exalta impacto do pivô em sucesso da equipe

Rudy Gobert promete ser um daqueles casos que vai dividir opiniões quando o assunto for a eleição para o Hall da Fama. A excelência defensiva do pivô está (bem) acima de qualquer discussão. Mas as suas limitações ofensivas também são claras e lhe rendem muitas críticas. Ainda é uma questão difícil, por enquanto. No entanto, o técnico do Minnesota Timberwolves não tem dúvidas sobre a resposta.
“Rudy é um jogador muito orgulhoso do que entrega ao seu time. E esse orgulho, mais do que isso, o motiva a fazer melhor a cada dia. Joga com muita confiança porque tem todas as razões para se ver como um grande jogador. É um ótimo jogador de basquete mesmo. Deve ser um Hall da Fama automático, no primeiro ano elegível”, sentenciou Chris Finch.
Finch, por motivos óbvios, é parcial para opinar. Ele treinou Rudy Gobert nas últimas quatro temporadas e “montou” o Timberwolves em torno da eficiência defensiva do pivô francês. Chegou a duas finais do Oeste, aliás, assim. O treinador crava que está trabalhando com um marcador geracional. E, acima de tudo, um jogador que faz qualquer time competitivo pela sua postura e imposição.
“Rudy, antes de tudo, é um ótimo companheiro de time. Ele sempre joga da forma certa e prioriza as coisas certas em quadra. É um jogador que aumenta o piso da sua equipe, pois eleva o seu coletivo a um nível em que te dá chance de vencer em qualquer noite. Enquanto ele está lá dentro, você sempre tem uma chance de ganhar”, elogiou o veterano treinador.
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Injustiça
Pode-se dizer que, nos últimos anos, Gobert virou o alvo de críticas sistemáticas por fãs da liga e ex-atletas. É notório como Shaquille O’Neal e Charles Barkley, por exemplo, viraram detratores do jogador na mídia dos EUA. Finch vê com uma postura perplexa. O técnico crê que isso é uma injustiça e covardia, em síntese, com o seu comandado.
“Os fatores positivos e sucessos de Rudy, a princípio, nem sempre ganham atenção da forma como deveriam. Por outro lado, os seus erros são comentados o tempo inteiro. Todo mundo aponta o dedo. Eu acho que isso é um crime. É uma pena que ele seja o alvo de tantas críticas e, por isso, vamos lutar contra”, garantiu o treinador.
No Timberwolves, todos já notaram esse movimento contra o pivô. E, por isso, sempre estão prontos para responder e contra-atacar. “Dentro do nosso elenco, todos os atletas saem em defesa de Rudy. Fazemos questão disso, pois cada um aqui dentro sabe como ele é importante para o nosso sucesso”, concluiu Finch.
Fim da linha
Não é fácil projetar, por enquanto, se Rudy Gobert vai estar no Hall da Fama. É preciso esperar o fim da carreira de um jogador para ter uma real dimensão do seu impacto e importância. E, neste sentido, o pivô sinaliza que não tem planos para parar tão cedo. Aos 34 anos, ele ainda sente que tem muita lenha para queimar em quadra.
“Eu ainda estou bem longe de pensar em aposentadoria. Vejo muitos anos pela frente no futuro da minha carreira, mas, ao mesmo tempo, estou focado no presente momento. É assim que, quando chegar ao fim da minha trajetória, eu vou ficar satisfeito com tudo o que fiz. Aqui na NBA ou na França”, resumiu o quatro vezes melhor defensor da liga.
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