A última dança: contratos dão fim ao ciclo campeão do Warriors
Sem chances de título, time de San Francisco entra em estágios finais antes de reconstrução
É isso. O ciclo campeão do Golden State Warriors acaba ao fim dos contratos dos astros Stephen Curry, Jimmy Butler e Draymond Green. Todos eles possuem vínculos por mais uma temporada, enquanto a direção se prepara para o futuro. A franquia já sabe o que fazer a partir de 2027/28.
Agora, é entrar em 2026/27 tentando competir com o que tem. Até pelas regras da NBA contra o tank, é pouco provável que a direção saque seus principais jogadores das partidas.
Mas o fato é que o Warriors já não tem mais condições de ser campeão com o atual grupo. Stephen Curry, aos 38 anos, ainda é muito relevante. No entanto, com vários problemas, não tem muito mais o que fazer. Deu contrato de gratidão a Draymond Green para que todos eles saiam juntos.
O vínculo de Jimmy Butler também é expirante, então a equipe terá, a partir da próxima offseason, cerca de US$115 milhões de espaço para trabalhar na reformulação do elenco. Mas mais do que isso, o time conta com todas as escolhas de primeira rodada até 2033.
Então, é um fim de um ciclo, pensando já no futuro e tentando se reencontrar.
Últimos suspiros
O Warriors foi campeão por quatro vezes em oito anos, mas não vence nada desde 2022. Não foi por falta de tentativa, entretanto. A diretoria investiu para ter Jimmy Butler em 2024/25 e o time realmente engrenou, vencendo 22 dos últimos 29 jogos. Depois, nos playoffs, bateu o Houston Rockets e vencia o primeiro embate da semifinal do Oeste sobre o Minnesota Timberwolves quando Stephen Curry se machucou.
Então, em 2025/26, foi Butler quem se lesionou. E a contusão de Moses Moody não ajudou em absolutamente nada. Para uma franquia com salários tão altos dos dois principais jogadores, o time não tinha mais o que fazer.
Ou tinha?
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Até houve tentativas. O Warriors buscou trocas no mercado, pensando em ser campeão mais uma vez. Esperava por LeBron James, enquanto conversou com o New Orleans Pelicans por Trey Murphy e Boston Celtics para ficar com Jaylen Brown. Nada feito.
Embora Murphy seja muito bom e esteja pronto para ajudar um time a competir de verdade, ele não é um astro. Aliás, com o atual elenco, só sua adição não seria o bastante para vencer.
Foi por isso que Steve Kerr ficou. Por mais uma tentativa, imaginando que LeBron pudesse chegar. Quando as trocas não funcionam e o reforço esperado não chega, só havia uma resposta: reformular.
Títulos, dinastia e domínio
Na segunda metade da última década, todo mundo sabia que o Golden State Warriors iria às finais da NBA. Foram cinco decisões consecutivas, enquanto o time esteve saudável, era quase impossível de ser batido.
No período, foram 322 vitórias em 410 jogos na fase regular. Isso dá 78.5% de aproveitamento. Parece muito, né? Agora, imagine o Warriors ser campeão com só 17 jogos nos playoffs. Isso é domínio puro.
Aconteceu em 2016/17, quando chegou a vencer os 15 primeiros e só foi perder o 16° jogo para o Cleveland Cavaliers, quando Kyrie Irving só não fez chover. Sem problemas, pois Golden State ganhou o próximo e fechou a série em 4 a 1.
A dinastia do Warriors campeão seguiu naquele ciclo, quando ainda não tinha de se preocupar tanto com contratos de seus principais jogadores. E se tivesse de pensar nisso, a direção resolvia de forma fácil. Afinal, com Kevin Durant ao lado de Klay Thompson, Curry e Green, era quase impossível pensar em algo diferente de uma vitória.
Mas, em 2018/19, com o reforço de um DeMarcus Cousins que já não era mais o mesmo, embora ainda muito bom, o time teve problemas. Draymond Green e Kevin Durant já não se entendiam mais. Então, nas finais, o Warriors viu o Toronto Raptors ser campeão após perder Thompson e Durant por lesões.
Anos sabáticos e novo título
Como Cousins e Durant foram embora, enquanto Thompson se recuperava de graves contusões, o Warriors não teve forças para fazer nada. No primeiro ano sabático, Curry se machucou logo no começo e perdeu o resto da campanha. Serviu, ao menos, para fechar a troca por Andrew Wiggins e o grupo entender a nova realidade.
No Draft, entretanto, a direção quis acreditar em James Wiseman após apenas três jogos no basquete universitário. Era o pivô que faltava, certo?
Não poderia dar mais errado. O Warriors falhou feio em tentar selecionar por encaixe. Poderia ter vários grandes nomes atuais, mas preferiu Wiseman, que entrou em choque com Kerr.
Mas Thompson voltou às quadras, Jordan Poole tornou-se confiável, o Warriors voltou para 2021/22 mais forte e foi campeão pela quarta vez em oito anos. Stephen Curry finalmente venceu o MVP das finais.
Então, o Warriors elevou contratos de Stephen Curry, Andrew Wiggins e Jordan Poole, pensando na manuteção do ciclo campeão. Só que Poole caiu de produção, brigou com Green e foi negociado. Wiggins virou moeda de troca por Jimmy Butler.
O time só teve um período em que flertou com a dominância, mas as lesões voltaram a atrapalhar.
Futuro
Claro que Stephen Curry ainda não está pronto para se aposentar, assim como Jimmy Butler e Draymond Green. Eles podem e devem seguir jogando por mais um ano após 2026/27. Se quiserem, até mais.
Mas o fato é que não devem estar no Warriors em 2027/28, quando estarão sem contratos. É algo que deve apenas ser avaliado ao longo da próxima campanha.
Agora, a direção já trabalha pelo futuro sem eles. Nomes como Gui Santos, Yaxel Lendeborg e Brandin Podziemski devem ser usados na reformulação.
Enquanto isso, já existem rumores de Curry indo para o Charlotte Hornets (único time que jogaria na NBA, fora Golden State), Green no Detroit Pistons e Butler em busca de um título. São só especulações, mas o fim do ciclo do Warriors está chegando.
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