Notícias Rumores Opinião Classificação Onde Assistir
Conferência Leste
Atlanta Hawks Boston Celtics Brooklyn Nets Charlotte Hornets Chicago Bulls Cleveland Cavaliers Detroit Pistons Indiana Pacers Miami Heat Milwaukee Bucks New York Knicks Orlando Magic Philadelphia 76ers Toronto Raptors Washington Wizards
Conferência Oeste
Dallas Mavericks Denver Nuggets Golden State Warriors Houston Rockets LA Clippers LA Lakers Memphis Grizzlies Minnesota T-Wolves New Orleans Pelicans OKC Thunder Phoenix Suns Portland Trail Blazers Sacramento Kings San Antonio Spurs Utah Jazz

NBA Draft 2026: Morez Johnson Jr.

Pivô da Universidade de Michigan é uma provável escolha TOP 20 no recrutamento deste ano

nba draft morez johnson
Reprodução / X

O Jumper Brasil dá sequência a sua série de perfis das maiores promessas do draft da NBA de 2026 com o pivô Morez Johnson Jr. Destaque da Universidade de Michigan, o atleta de 20 anos está projetado para ser uma escolha TOP 20 do recrutamento deste ano. Então, confira a nossa análise do prospecto:

Morez Johnson Jr.

Idade: 20 anos
País: EUA
Universidade: Michigan
Experiência: sophomore (duas temporadas universitárias)
Posição: pivô/ala-pivô
Altura (sem tênis): 6’9’’ (2,05m)
Envergadura: 7’3.25’’ (2,21m)
Peso: 251 lbs (113,8 kg)

Continua após a publicidade

Médias na última temporada (NCAA): 13,1 pontos, 7,3 rebotes, 1,2 assistência, 0,7 roubo de bola, 1,1 toco, 1,3 turnover, 62,3% de aproveitamento nos arremessos de quadra e 34,3% de acerto no tiro de três pontos (0,9 tentativa) e 78,2% nos lances livres (3,9 tentativas) em 25,1 minutos por jogo.

Atributos físicos e atléticos

Morez Johnson, a princípio, tem estatura que indica mais um ala-pivô do que um pivô em um draft da NBA. No entanto, assim como acontece com Jayden Quaintance, o combo de envergadura e força física ajuda a compensar.

Continua após a publicidade

É um atleta que se destaca pela mobilidade e forma como se desloca de lado a lado da quadra. Nem sempre soa um pivô leve e fluido, mas é rápido, esforçado e opera como um motor que nunca desliga.

Dito isso, não o acho um jogador vertical ou horizontal tão explosivo quanto se diz por aí. Creio que, na verdade, o prospecto dá a impressão de ter mais vigor atlético quando recebe a bola em progressão para a cesta.

Continua após a publicidade

Nada menos do que um tanque do ponto de vista físico, que se impõe de forma muito funcional. É difícil de movê-lo quando ocupa espaços perto da cesta, enquanto parece uma “parede” para atacantes contornarem no perímetro.

Ataque

Johnson é um jogador muito ativo, que está sempre em movimento para dar opção de passe para o time. Parte da qualidade que vimos Aday Mara mostrar como passador, certamente, passa por ter um atleta desse tipo ao seu lado.

Continua após a publicidade

Caso em que eficiência supera técnica, pois é um finalizador que converte na faixa dos 70% dos arremessos em torno do aro. Não é refinado, mas sabe usar fintas e o contato físico para concluir jogadas em espaço curto.

A melhor função para o prospecto projetando o seu impacto na NBA, a princípio, deve ser como um rim runner. Faz bloqueios físicos e impositivos na bola para, em seguida, ser bem agressivo quando recebe a bola em progressão.

Continua após a publicidade

Está em franca evolução como arremessador nos últimos anos e dá para ver potencial nesse quesito. Afinal, converteu mais de 78% dos seus 3,9 lances livres cobrados por jogo na temporada passada.

Essa evolução, aliás, também se evidencia no “nascimento” de um arremesso de três pontos. Depois de zero tentativas como freshman, ele acertou 12 de 35 tiros de longa distância na última campanha com Michigan.

Leia mais!

Não vejo talento em Johnson como passador porque não lê as defesas de forma rápida ou precisa. Nesse sentido, a sua proporção de 0,73 assistência por turnover na carreira universitária é um bom resumo do que se vê em vídeo.

Continua após a publicidade

Reboteiro de elite nas duas tábuas que sabe usar os seus atributos físico-atléticos ao máximo. Se impõe pela força e envergadura para dominar espaços, mas, para mim, o senso de posicionamento apurado é o que mais salta aos olhos.

Há momentos em que passa a clara impressão de ser um pivô preso no corpo de um ala-pivô. Soa estar encurralado e sem ângulo para finalizar no garrafão, por exemplo, quando enfrenta alguns jogadores maiores.

Continua após a publicidade

Jogo de muita transpiração e entrega, mas pouca inspiração e criatividade. Não acho que seja um atleta que processa o jogo de forma rápida, então entrega muito pouco em termos de criação.

A boa notícia é que ele parece ter compreensão das suas limitações e exerce um papel condizente com isso. Comete poucos erros e corre poucos riscos em quadra, pois tem a mentalidade de um role player competente.

Defesa

Johnson nunca decepciona em termos de intensidade, energia e disposição. Parece que está em todos os cantos da quadra o tempo inteiro e, por isso, se sobressai como um defensor em ajudas e coberturas.

Continua após a publicidade

Protetor de aro de alto nível, com uma forte noção de verticalidade que vai ajudá-lo na NBA. A média de 1,1 toco por partida na carreira universitária, certamente, não faz jus aos seus ótimos instintos e timing.

Confortável em sair do garrafão, cobrir trocas de marcação e defender no perímetro. Tem uma boa agilidade lateral para marcar em espaço, mas, para mim, “brilha” mesmo no trabalho de pés e ocupação inteligente de espaço.

Continua após a publicidade

Apesar de não ser o defensor mais disciplinado, teve uma vasta melhora em termos de volume de faltas entre as duas temporadas na NCAA. Só cometeu mais de três faltas em oito dos 40 jogos da campanha de Michigan.

Conclusão

Não sei se algum jogador neste draft da NBA entrega mais transpiração e intensidade em quadra do que Morez Johnson Jr. Ele se provou uma incrível parceria para Yaxel Lendeborg e Aday Mara em Michigan, aliás, por esse motivo. O seu jogo não é tão plástico, brilhante ou bonito, mas alguém precisa fazê-lo. E, acima de tudo, todos os times competitivos precisam de alguns atletas assim.

Continua após a publicidade

Comparações: Tari Eason (Houston Rockets) bem maior e Paul Reed (Detroit Pistons)

Projeção: TOP 20

comentários