NBA Draft 2026: Hannes Steinbach
Ala-pivô da Universidade de Washington é uma provável escolha TOP 20 no recrutamento deste ano

O Jumper Brasil dá sequência a sua série de perfis das maiores promessas do draft da NBA de 2026 com o ala-pivô Hannes Steinbach. Destaque da Universidade de Washington, o atleta de 20 anos está projetado para ser uma escolha TOP 20 do recrutamento deste ano. Então, confira a nossa análise do prospecto:
Hannes Steinbach
Idade: 20 anos
País: Alemanha
Universidade: Washington
Experiência: freshman (uma temporada universitária)
Posição: ala-pivô/pivô
Altura (sem tênis): 6’10.25’’ (2,09m)
Envergadura: 7’2.25’’ (2,19m)
Peso: 248 lbs (112,5 kg)
Médias na última temporada (NCAA): 18,5 pontos, 11,8 rebotes, 1,6 assistência, 1,1 roubo de bola, 1,2 toco, 2,0 turnovers, 57,7% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 34,0% nas bolas de três pontos (1,8 tentativas por jogo) e 75,9% nos lances livres (5,3 tentativas) em 34,6 minutos por jogo.
Atributos físicos e atléticos
Hannes Steinbach, antes de tudo, foi uma boa notícia nas medições do Draft Combine da NBA. Atuou com outro atleta de garrafão em Washington, mas, diferente do que se temia, tem tamanho adequado para ser um “cinco”.
Tem uma combinação incrível de fluidez nos movimentos, coordenação e rapidez para um jogador do seu tamanho. Por isso, corre de lado a lado da quadra – com a bola nas mãos, inclusive – com muita leveza.
Por outro lado, não é um atleta que impressiona pela explosão horizontal ou vertical. Joga sempre perto da cesta, mas só teve média de 0,87 enterradas por partida na temporada da NCAA.
É um jogador muito forte (112,5 kg), com um físico pronto para a competição contra profissionais. Às vezes, parecia até jogar entre colegiais na universidade por ter grande domínio físico próximo do aro.
Ataque
Steinbach, a princípio, é um ótimo jogador de garrafão atuando em velocidade. Pode pegar um rebote e sair com a bola em transição, receber em progressão para atacar marcadores e preencher linhas de passe em contra-ataques.
Muito bom finalizador perto da cesta, que converteu quase 70% dos seus arremessos ao redor do aro. É físico e criativo ao mesmo tempo, criando janelas em espaço curto pela combinação de jogo de contato e trabalho de pés.
Sabe fazer uso da sua força e tamanho perto da cesta, pois nunca perde a chance de explorar os matchups contra jogadores menores. Além disso, provoca contato: cobrou mais de cinco lances livres por jogo na temporada universitária.
A NBA vai ajudá-lo a ter mais chances de atacar defesas desbalanceadas. Sinto que o sistema de Washington o limitou, por exemplo, quanto a operar no pick-and-roll e dar condições para que ataque closeouts.
Não é um arremessador de longa distância, mas tem potencial nesse quesito. Gosto da sua forma de tiro e o seu equilíbrio de corpo, além dos 76% de acerto nos lances livres serem um bom indicativo.
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É estranho que, enquanto um jogador tão físico, Steinbach se revele um screener bem inconstante em vídeo. Me parece pouco interessado, pois há momentos em que parece que nem tenta fazer contato com o marcador.
Apesar de ser um passador sólido, ele é muito “burocrático” e não soa tomar decisões rápidas quanto a distribuir o jogo. Não há problema algum em ser um pontuador, mas 0,79 assistência por turnover é baixo demais.
Incrível reboteiro que liderou o basquete universitário logo em seu primeiro ano. Tem fundamentos muito sólidos no quesito (bloqueia rivais, protege espaço), o que é ótimo porque essa é uma qualidade que quase sempre se traduz na NBA.
Senti falta de mais movimentação da sua parte sem a posse de bola no ataque de meia quadra. O jogo é estático quando gira em torno dele, pois é um jogador que costuma estabelecer posições e esperar o passe.
Muitas questões citadas antes do prospecto podem ser um reflexo do seu time. Afinal, Washington joga um basquete muito diferente da NBA em termos de formações, movimentações e espaçamento. Pode prejudicar a sua adaptação?
Defesa
Steinbach é um atleta que ocupa muito espaço na defesa por causa dos seus atributos físico-atléticos. Não acho que tenha instintos apurados na defesa, mas é difícil de ser tirado de posição e aplicado na marcação.
Eu não vou projetá-lo como um marcador em espaço na NBA porque não acho que vai ser. No entanto, talvez, não seja tão ruim quanto alguns projetam: em vídeo, ele tem algumas posses muito boas marcando armadores no perímetro.
O melhor da sua defesa surge quando tem liberdade para atuar na cobertura e ajudas. Esse tipo de atuação explora a sua inteligência e, ao mesmo tempo, o torna bem menos “explorável” em espaço.
Talvez, a defesa seja o ponto em que ele está mais “preso” entre as noções de ser ala-pivô ou pivô. O jovem alemão não é uma presença impositiva ou protetor de aro, então pode exigir ter outro atleta de garrafão ao seu lado.
Conclusão
Hannes Steinbach é um dos jogadores de garrafão mais técnicos deste draft da NBA. Tem uma base de fundamentos muito sólida e foi um dos atletas mais produtivos da última temporada universitária em sua posição. Além disso, possui larga experiência internacional com a seleção alemã de base. Nada é garantido no recrutamento, mas, para os padrões de freshmen, é difícil achar alguém mais polido.
Comparações: Kyle Filipowski (Utah Jazz) e Jock Landale (Atlanta Hawks)
Projeção: TOP 20
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