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NBA Draft 2026: Nate Ament

Ala da Universidade do Tennessee é uma possível escolha de loteria no recrutamento deste ano

nate ament nba draft
Reprodução / X

O Jumper Brasil dá sequência a sua série de perfis das maiores promessas do draft da NBA de 2026 com o ala Nate Ament. Destaque da Universidade do Tennessee, o atleta de 19 anos está projetado para ser uma escolha de loteria do recrutamento deste ano. Então, confira a nossa análise do prospecto:

Nate Ament

Idade: 19 anos
País: EUA
Universidade: Tennessee
Experiência: freshman (uma temporada universitária)
Posição: ala
Altura (sem tênis): 6’9.5’’ (2,07m)
Envergadura: 6’11.5’’ (2,12m)
Peso: 210,8 lbs (95,6 kg)

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Médias na última temporada (NCAA): 16,7 pontos, 6,3 rebotes, 2,3 assistências, 1,0 roubo de bola, 0,6 toco, 2,3 turnovers, 39,9% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 33,3% nas bolas de três pontos (3,9 tentativas por jogo) e 79,0% nos lances livres (7,1 tentativas) em 29,7 minutos por jogo.

Atributos físicos e atléticos

Nate Ament, antes de tudo, possui algumas das dimensões físicas mais interessantes entre os alas do draft da NBA deste ano. É um jogador muito alto para a sua posição, próximo dos sete pés de altura (com tênis) e envergadura.

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Destaca-se, do ponto de vista atlético, pela mobilidade e agilidade para alguém do seu tamanho. Afinal, se move de lado a outro da quadra com coordenação e leveza sem importar se conduzindo a bola ou não.

Apesar disso, não é um atleta vertical ou horizontal lá muito explosivo. A sua condição atlética, aliás, não me parece muito funcional pela diferença enorme de percepção entre o seu vigor em quadra aberta e com tráfego.

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Possui um físico, a princípio, muito franzino e que deve demandar atenção do time da NBA que selecioná-lo. Como vamos detalhar à frente, o jovem já sofre com essa parte em nível universitário.

Ataque

Ament foi um jogador muito agressivo em sua temporada no Tennessee, sempre em busca de romper as defesas e contato. Por isso, não surpreende a altíssima média de 7,1 lances livres cobrados por partida.

O seu volume de lances livres é curioso porque, na verdade, o atleta é um finalizador ruim em torno do aro. Sofre contra defesas mais físicas e acertou menos de 50% dos seus arremessos no garrafão na universidade.

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Não é o carro-chefe do seu jogo, mas provou que pode criar um pouco de separação e converter arremessos de média distância na NCAA. O seu ponto de lançamento é muito alto e, por isso, fica difícil contestar o seu arremesso.

Os 33,3% de aproveitamento precisam melhorar, mas ele é um chutador capaz de três pontos. Já provou que pode acertar arremessos tanto posicionado, quanto em situações “dinâmicas” (saindo do drible, em movimento).

Eu sinto que a postura corporal do ala “solta” prejudica a sua boa forma de arremesso. Não me surpreende, então, que tenha um melhor aproveitamento em tiros saindo do drible do que em catch and shoot.

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Reboteiro nada mais do que adequado para a posição, até pela dificuldade de proteger espaço. No entanto, Ament oferece a vantagem de iniciar o ataque rápido e acelerar o ritmo do jogo – o que vai agradar a NBA.

É um passador disposto e eficiente, que faz leituras simples e até pode operar no pick-and-roll de forma bem pontual. Gosta de fazer passes longos para dentro do garrafão, pois o seu tamanho permite que veja ângulos de passe mais amplos.

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Essa disposição como passador não o fez um criador positivo para os seus colegas em Tennessee. Deu 82 assistências, enquanto cometeu 79 turnovers – fraca proporção de 1,038 ast/to – na temporada da NCAA.

Teve um alto volume, a bola na mão por muito tempo e o “passe livre” para atacar em Tennessee. Por isso, é seguro dizer que vai ter uma função bem diferente para iniciar a carreira na NBA. Bem diferente mesmo.

Não é fácil marcar quase 17 pontos por jogo como um freshman na NCAA, mas não sei qual é a “bola de segurança” ofensiva do prospecto. Não dá para garantir que vai viver na linha dos lances livres contra a competição (ainda mais) física profissional.

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Defesa

Os atributos físicos, certamente, colocam Ament em condições para ser um marcador “positivo” na NBA. Pode ser (ainda) inconstante, mas cobre muito espaço em potencial em quadra – e vai cobrir mais quanto mais forte ficar.

Gosto da postura defensiva e agilidade/mobilidade lateral que, a princípio, mostrou no basquete universitário. Só que, historicamente, é sempre duro prever como esse tipo de arquétipo vai lidar com jogadores mais rápidos entre os profissionais.

Acho que ele tem um potencial subestimado como protetor de aro secundário e como defensor nas coberturas, ajudas. Em vídeo, os seus instintos soaram apurados nessas situações e a sua taxa de tocos é alta.

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Ele é um jogador voluntarioso e dedicado na defesa, em particular, quando envolvido nas ações do adversário. No entanto, a sensação é que o ala é um defensor de muito mais disposição do que compreensão e disciplina defensiva.

Conclusão

Nate Ament tem um perfil comum no draft da NBA contemporâneo, mas bem perigoso. A NBA parece vê-lo como um “3D” em potencial, apesar de ainda não ser um exímio defensor ou chutador de três pontos. Ou seja, a tendência é que ele precise de mais tempo para desenvolver do que um time no TOP 10 do recrutamento gostaria. E, ao mesmo tempo, é um projeto com mais risco de dar errado.

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Comparações: Jabari Smith Jr. (Houston Rockets) e Austin Daye (ex-Detroit Pistons)

Projeção: TOP 15

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