Analista se opõe a eleição de Amar’e Stoudemire ao Hall da Fama
Para polêmico comentarista, ex-ala-pivô não tem currículo à altura do templo máximo do basquete

Amar’e Stoudemire é um dos mais novos membros do Hall da Fama, enquanto eleito da classe desse ano. Mas será que o ex-ala-pivô merecia mesmo entrar no templo máximo do basquete? A notícia gerou muitas discussões, em particular, entre os fãs nas redes sociais. E não só por lá, no entanto. O analista Stephen A. Smith, da ESPN, também questionou a escolha do comitê.
“Eu adoro Amar’e, que foi um jogador incrível enquanto estava saudável. Elite mesmo. Mas o fato é que teve uma carreira curta e nunca sequer chegou às finais da NBA. Ele jogou muitas temporadas medíocres na liga por causa dessa falta de saúde. Eu queria poder defender essa escolha, mas não acho que seja um caso sólido o bastante”, analisou o polêmico comentarista.
Para quem não lembra, Amar’e Stoudemire marcou época como parceiro de pick-and-roll de Steve Nash no Phoenix Suns. Ainda teve, em seguida, uma passagem bastante lembrada pelo New York Knicks. Mas, nesse segundo momento, a sua carreira já dava sinais de declínio pelos problemas físicos. Smith reconhece a importância do ex-atleta, mas não vê o peso que espera de um Hall da Fama.
“Reconheço que ele teve grandes feitos individuais. Foi seis vezes all-star e eleito para times ideais em cinco temporadas da liga. Além disso, tem uma medalha olímpica. No entanto, pesa muito que nunca tenha liderado o seu time às finais e ganhou um título. Esse currículo não salta aos olhos, por mais que tenha sido um jogador fantástico de assistir”, reforçou o analista.
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Sem título
É claro que já há muitos grandes nomes que, assim como Amar’e Stoudemire, estão no Hall da Fama sem um título da NBA. Ser campeão, a princípio, não é um requisito para estar em Springfield. E isso nem deveria ser empecilho mesmo para reconhecer alguns dos melhores de todos os tempos. Mas Smith vê uma diferença no caso do ex-ala-pivô.
“Eu estava inclinado a dizer que Amare deve entrar por causa de outros jogadores que não foram campeões. Grandes jogadores como Steve Nash, Dominique Wilkins e Alex English, por exemplo, não chegaram às finais e estão no Hall. Mas eles sempre tiveram a longevidade de suas carreiras a favor deles”, ressaltou o comentarista.
Smith pontua ainda que outros fatores especiais se impuseram contra os nomes citados: uma concorrência intransponível. “É preciso dizer ainda que a maior parte deles teve aspectos incríveis que os mantiveram longe de títulos. Wilkins tinha Michael Jordan, por exemplo. English enfrentava um time lendário de Boston. E por aí vai”, finalizou.
Currículo
Stoudemire foi a nona escolha do draft de 2022 e era um dos mais jovens jogadores da classe, pois veio direto do basquete colegial. No entanto, a juventude não o impediu de ser um sucesso de imediato. Tanto que foi eleito o calouro do ano na liga em 2003. Foi o início de uma jornada que rendeu a camisa aposentada pelo Suns. Depois de atuar pelo Knicks, ele ainda passou de Dallas Mavericks e Miami Heat antes de deixar a NBA.
O ala-pivô jogou também em Israel, onde foi campeão nacional e da Copa da Liga com o Hapoel Tel Aviv. Na NBA, Stoudemire registrou médias de 18,9 pontos e 7,8 rebotes em 846 jogos, enquanto acertou quase 54% dos seus arremessos de quadra.
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