O Chicago Bulls encerrou um mês para entrar na história da franquia na NBA. De uma forma lamentável. O time perdeu os 11 jogos que disputou em fevereiro e, com isso, concluiu um mês da liga sem vitórias pela primeira vez. Foi o fim de um período bem caótico para o time, pois passou por uma verdadeira “destruição” na trade deadline. Nada, no entanto, justifica a situação para o técnico Billy Donovan.
“As discussões que tive com a nossa direção depois da janela de trocas não mudaram nada dos nossos objetivos. Ninguém está preocupado ou discutindo a posição em que vamos terminar a temporada. A orientação, então, foi só entrar em quadra e jogar o nosso melhor basquete. Mas a gente sabia que seria bem difícil. Pois são sete atletas novos, né?”, contou o veterano treinador.
A sequência negativa deixa uma marca na história do Chicago Bulls que vai além do mês sem vitórias na NBA. A equipe, afinal, igualou a sua terceira pior série de derrotas nessa quinta-feira. O time não sofria 11 ou mais reveses seguidos desde fevereiro de 2001. Isaac Okoro admite as dificuldades e problemas, mas não vê o elenco tão longe de reencontrar o caminho das vitórias.
“Nós não achamos que somos um time tão ruim quanto as 11 derrotas sugerem, mas não podemos dar desculpas. Temos que entrar em quadra com maior foco e fazer as pequenas coisas que levam a vitórias na NBA. Bloquear os rebotes e limitar erros de ataque, por exemplo. Se fizermos isso melhor, certamente, vamos voltar a ganhar”, projetou o especialista defensivo.
Leia mais sobre o Chicago Bulls
- Site indica agentes livres para reforçar o Bulls
- Bulls “destrói” elenco com sete trocas na trade deadline
- Pelicans, Bulls e Kings são piores franquias da NBA
Modo tank
A derrota dessa quinta teve um benefício estratégico para o Bulls por causa do oponente do outro lado da quadra. Chicago vai receber a escolha de primeira rodada de draft do Portland Trail Blazers, se o time chegar aos playoffs do Oeste. Então, dá para dizer que perderam para o adversário certo. Donovan, no entanto, crava que isso não tem nenhum peso no desempenho ou tomada de decisões da franquia.
“De um ponto de vista filosófico, a princípio, eu entendo todas as discussões. Entendo que os impactos do que fazemos agora vão aparecer lá em junho, na época do draft. Mas eu não posso vir aqui pensando que vai ser um jogo equilibrado e preciso dar um jeito de perder. Então, vamos poupar Josh Giddey e Jalen Smith. Isso não existe”, sentenciou o treinador.
É verdade que rumores indicam que a ordem de “pegar leve” nunca parte da comissão técnica. Mas Donovan crava que esse tipo de pressão não existe em Illinois. “Eu posso garantir que não há nenhuma conversa sobre isso por aqui. E penso que, mesmo que chegasse lá e propusesse algo nessa linha, os nossos dirigentes diriam para colocar os nossos melhores jogadores em quadra”, concluiu.
Em transição
O Bulls é um dos cinco times que jogam em ritmo mais rápido da NBA. E, depois das mudanças no elenco, isso não mudou. Muita gente questiona se Donovan toma a decisão certa, pois não há uma tentativa de adaptar o sistema aos novos atletas. Mas ele defende que a estratégia é exatamente por causa desse “chacoalhão” no elenco.
“Você precisa pensar se tem o material humano ideal para jogar da forma como gosta. Se o elenco está com o condicionamento físico ideal para isso, por exemplo. Mas, ao mesmo tempo, é preciso pensar na questão do entrosamento. Não temos química com esse grupo para executar em meia quadra. Por isso, sinto que precisamos apostar em um estilo mais rápido”, explicou o técnico.
Siga nossas redes sociais
Todas as informações da NBA estão nas redes sociais do Jumper Brasil. Análises, estatísticas e dicas. Confira todo o nosso conteúdo, mas não se esqueça de seguir a gente por lá.
E quer saber tudo o que acontece na melhor liga de basquete do mundo? Portanto, ative as notificações no canto direito de sua tela e não perca nada.
Então, siga o Jumper Brasil em suas redes sociais e discuta conosco o que de melhor acontece na NBA
Fonte: Reprodução / X

