Jalen Brunson se tornou um ídolo do New York Knicks não só pelas atuações em quadra, mas pela postura na negociação do seu último contrato. O astro aceitou uma oferta bem abaixo do que poderia e, com isso, deu chance para que a equipe se reforçasse. Pode-se dizer que o time está entre os favoritos do Leste, em parte, por causa da sua decisão. O atleta admite que foi um gesto coletivo, mas também trouxe benefícios para si.
“O meu melhor basquete emerge quando estou com a mente limpa, então essa extensão foi bem importante. Acabou com as minhas preocupações, em síntese. Lembro de muita gente dizer que havia feito um sacrifício pelo time – e, sim, isso é verdade. Mas também garanti que a minha família ficasse segura. Afinal, já vi atletas se lesionarem enquanto esperavam”, explicou o craque, em entrevista à revista Vanity Fair.
O “desconto” que Jalen Brunson deu ao Knicks em seu atual contrato, de fato, não foi um valor qualquer. Ele poderia ter recebido US$113 milhões a mais se tivesse esperado um ano para assinar. Mas não espere isso na próxima negociação. Em 2028, a princípio, o astro vai ser elegível a um vínculo de mais de US$400 milhões por cinco temporadas. Ele dá a entender que espera que a franquia saiba compensá-lo pelo esforço inicial.
“Todos ainda me dizem até hoje que fiz um sacrifício pela franquia e não vou negar isso. Poderia ter ganhado mais, mas peguei a primeira oferta. Então, no próximo contrato, queria ver uma retribuição. Sinto que fiz um sacrifício mesmo para estarmos aqui e, por isso, adoraria que a equipe me desse o tratamento certo no futuro. Acho que é o que todos fariam, certo?”, afirmou o ídolo de Nova Iorque.
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Candidato ao título
A economia na extensão de contrato com Jalen Brunson, certamente, ajudou o Knicks. Isso ajudou o time a renovar com OG Anunoby, além de acertar as trocas por Mikal Bridges e Karl-Anthony Towns. Com isso, criou uma base que mira o título da liga. Nesse momento, a franquia está bem firme para ter mando de quadra nos playoffs. O astro, no entanto, ainda não sente a equipe pronta para os playoffs.
“Nós temos um elenco muito técnico e talentoso, antes de tudo. Mas ainda existe muito trabalho por fazer. Ainda temos que desenvolver algumas coisas para melhorar, certas qualidades intangíveis que vão além da tática e técnica. Na última temporada, eu sinto que as alcançamos e chegamos bem fortes aos playoffs. No entanto, nesse ano, ainda não as temos”, admitiu o atleta de 29 anos.
Brunson garante que, apesar da confiança, todos também estão com um alto senso de urgência. Pois sabem que a equipe não tem tempo a perder. “Essa franquia fez muito investimento em nosso time. Então, a mensagem é clara para cada jogador: estamos em modo de ‘tudo ou nada’. Nós temos que fazer o nosso melhor para vencermos agora”, cravou.
De família
Brunson lutou contra as probabilidades para virar um jogador e, mais do que isso, líder do Knicks. Afinal, armadores baixos nunca têm vida fácil no basquete. Em particular, aqueles que se destacam como pontuadores em volume. Mas ele contou com um apoio muito especial para superar o desafio. O astro teve uma tutoria de luxo desde cedo em casa, com o pai e ex-jogador Rick Brunson.
“O meu pai sempre foi muito duro comigo, mas pelos motivos certos. Ele me perguntava o tempo inteiro se queria ser jogador profissional mesmo. A resposta foi sim, então não fiz nada ‘forçado’. Eu queria o basquete. Ele sabia o que era preciso para jogar na NBA e, por isso, me cobrou do jeito que precisava para estar aqui hoje”, contou a referência do Knicks.
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Fonte: Reprodução / X

