O que é um final de carreira perfeito nos esportes? Ser campeão enquanto converte o arremesso da vitória em seu último jogo? Michael Jordan teve isso, mas Kevin Durant entende o motivo de ter abdicado. O craque começa a viver o fim de sua trajetória na NBA e, com isso, entende os sentimentos duros e diferentes que esse ocaso traz.
“Michael venceu um título em sua última temporada, mas ainda sentia ter lenha para queimar. Que tinha mais a entregar ao esporte e à NBA. Nem tudo gira em torno de vencer e chegar ao topo antes de deixar as quadras. É sobre saber, em seu coração, que deu tudo o que tinha”, defendeu o ala do Houston Rockets, ao site The Athletic.
De fato, Michael Jordan anunciou a sua segunda aposentadoria depois de converter o arremesso da vitória do sexto título do Chicago Bulls. Mas, após três anos, voltou para duas temporadas pelo Washington Wizards. Kevin Durant reverencia a mentalidade e postura do maior de todos, mas mira outro atleta como o seu “fim perfeito”.
“Tim Duncan não foi campeão em seu último ano, mas contribuiu para um bom time até os seus últimos jogos. Com isso, manteve o seu padrão como jogador e só parou quando quis. É o que quero para mim: ser capaz de ajudar. Eu não estou dizendo que não quero ser um astro, mas ajudar um time é o crucial”, contou o veterano.
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Visão de dentro
Poucas pessoas em atividade na NBA podem falar sobre Jordan com tanta propriedade quanto Steve Kerr. Afinal, ele foi companheiro de elenco da lenda nos três últimos títulos pelo Bulls. O ex-armador vê o retorno do maior jogador de todos os tempos como a maior prova sobre a diferença como torcedores e atletas veem a carreira.
“Eu diria que Michael se aposentou aos seus termos. Ele sentiu que ainda poderia jogar e, por isso, voltou mais dois anos. Sei que os fãs olham para isso e pensam que é uma pena, pois teria sido legal se aposentar com o arremesso da vitória. Mas os fãs são os fãs. O que importa é que Michael queria jogar”, cravou o hoje treinador.
Kerr crê que, apesar da visão popular negativa, Jordan não tem nenhum arrependimento sobre a sua volta ao Wizards. “Deixar as quadras aos seus termos pode ter significados diferentes para cada pessoa. Mas, para a maioria dos jogadores que conheço, é deixar até a última gota de suor em quadra. Jogar até que não consiga mais”, concluiu.
Final perfeito
Assim como jogou com Michael Jordan, Kerr também trabalhou com Kevin Durant. Eles foram bicampeões da NBA juntos, como treinador e atleta, no Golden State Warriors. Por isso, dá para dizer que ele conhece um pouco sobre o ala e vários outros jogadores que treinou. O ex-armador aposta que a maioria não prioriza se aposentar com títulos.
“É claro que os títulos são o motivo de competir, mas, para os atletas, a questão mais importante é sempre fazer o que amam. Então, se é assim, tanto faz o que os fãs vão achar. Eu sei que todo mundo acha que nós estamos em busca de um final perfeito. A verdade, no entanto, é que não há um final perfeito”, cravou o técnico.
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Fonte: Reprodução / Instagram

