Todas as grandes histórias têm um fim, mas saber disso não faz esse encerramento ser mais fácil. Draymond Green, por isso, vive um momento importante em sua vida com a possível troca do Golden State Warriors. E o ala-pivô não tenta minimizar a importância da decisão do time. Ele confirmou os boatos de que a franquia já o avisou que pode ser negociado antes do fim da janela de transferências.
“Eu percebi que isso pode ser real, antes de tudo, quando Steve Kerr veio falar comigo. Me perguntou como a minha esposa está lidando com tudo e, então, a ficha caiu. Notei que deveria estar um pouco mais preocupado com todos esses rumores do que estava. Quer dizer, nem diria tanto ser uma preocupação. Mas encarar como algo possível e interessante”, contou o astro de 35 anos.
Draymond Green tenta encarar a chance de saída do Warriors, a princípio, de forma natural. Mas, na prática, não é bem assim. Uma questão crítica nesse tipo de situação que os torcedores não acompanham é a família. O defensor revelou, por exemplo, que conversou com o seu filho porque ele não entende por que um time negociaria o pai. Esses desdobramentos, em particular, são uma novidade para o jogador.
“Isso é uma situação que nunca vivi antes. Por isso, não tenho um manual sobre como me comportar. Se chegar o momento em que tenha que dizer tchau, então tchau. Não sei… Acho que é encarar como sempre, como negócios, jogar e seguir em frente. Mas, se as pessoas querem saber se estou chateado, a resposta é não. Se essa troca for o melhor para a franquia, eles devem fazer”, cravou o veterano.
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Grande história
Uma troca de Draymond Green no Warriors encerraria uma das histórias mais incríveis de sucesso da NBA recente. Afinal, para quem não se lembra, o astro foi escolhido na segunda rodada do draft de 2012. Nem a franquia, provavelmente, imaginava que ele seria um titular importante na conquista de quatro campeonatos. Mais do que isso, se tornaria um dos melhores defensores de todos os tempos.
“Se você me fizesse uma oferta, quando cheguei à liga, para assinar um papel e ficar no mesmo time por 13 anos, eu assinaria? É claro que sim. Já teria assinado, aliás, em um piscar de olhos. A verdade é que estou há mais tempo em uma mesma franquia do que 98% dos jogadores que já passaram por aqui. Então, por que deveria estar triste ou preocupado agora?”, refletiu o ídolo da franquia.
Green reforça que, por enquanto, não recebeu uma certeza de ninguém de que vai sair de San Francisco. Mas está pronto para qualquer que seja o fim dessa história. “Eu não sei se tudo vai terminar mesmo agora, depois de 13 anos. Não há nada acertado. Mas, se for o fim, é isso. E que grande história tivemos juntos!”, exclamou o futuro membro do Hall da Fama.
Estátua
Kerr também confirmou a conversa com Green para discutir os rumores a dias do fim da janela de transferências. E, assim como o jogador, a situação também foi um choque de realidade para o técnico – que caminha para o fim de contrato em Golden State. Afinal, no auge dos títulos, ninguém pensa que tudo vai acabar. O alento é que a história pode acabar, mas nunca vai ser apagada.
“Essa é a primeira vez desde que cheguei aqui em que o nome de Draymond está em alguma discussão mesmo. Nós até conversamos e, a princípio, o que acho mais duro para ele é que nunca jogou em outra equipe. Não é fácil para mim também, pois são muitas boas lembranças. Mas, não importa o que aconteça, esse homem vai ter uma estátua na entrada do nosso ginásio um dia”, previu o treinador.
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Fonte: Reprodução / X

